Por uma web mais acessível
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| FONTE - FOLHA DE LONDRINA |
Conceito de acessibilidade deve ser empregado no desenvolvimento de sites; hoje poucas páginas da internet permitem uso adequado por pessoas com deficiência
Quem usa a internet para diversas atividades – ler e-mails, buscar informações, usar as redes sociais, fazer compras – sem necessidades especiais pode nunca ter parado para imaginar que pessoas com deficiência também realizam as mesmas atividades. Porém, poucas páginas da internet oferecem os requisitos necessários para que estas pessoas acessem a web da forma adequada.
Já existe em âmbito mundial um documento que contém as recomendações para que os desenvolvedores de sites construam as páginas da internet de forma que também sejam acessíveis para estas pessoas. Trata-se do "Web Content Acessibility Guidelines (WCAG)", ou Diretrizes de Acessibilidade a Conteúdo Web, publicado pela World Wide Web Consortium (W3C), um consórcio internacional que desenvolve padrões para a web. O W3C Brasil possui um Grupo de Trabalho de Acessibilidade na Web desde 2012.
Acontece que são poucos os desenvolvedores e clientes que se preocupam em aplicar estas recomendações aos sites da internet, tornando-as diferentes umas das outras. "São dois os principais motivos: falta de conhecimento de quem desenvolve e, segundo, porque é necessário tempo a mais para desenvolver (um site acessível). E as empresas precisam entregar o produto logo." A afirmação é de Thiago Campos, professor da pós-graduação em Desenvolvimento Web da Universidade Tecnológica Federal (UTFPR), Campus Londrina. Campos faz parte do Grupo de Trabalho de Acessibilidade na Web da W3C Brasil.
"Esta é uma área de pesquisa relativamente nova. Um dos princípios da acessibilidade é o desenho universal", afirma o professor. O desenho universal é o desenvolvimento de produtos e ambientes para serem usáveis por todas as pessoas, sem a necessidade de adaptação ou desenho especializado. A definição vem da cartilha "Acessibilidade na Web", publicada pela W3C Brasil este ano.
Além de aparatos de hardware, como teclados adaptados para pessoas com dificuldades motoras, e softwares como ampliadores e leitores de tela (software que lê o conteúdo da tela para deficientes visuais), é preciso que a forma como as páginas da internet são desenvolvidas viabilizem o uso conjunto com estas ferramentas.
Entre os aspectos que devem ser observados na construção de um site acessível, estão a descrição de imagens para pessoas com deficiência visual. Se isso não acontece, os leitores de tela simplesmente "pulam" o conteúdo de imagens, como se ele não existisse. São importantes atalhos para direcionar a leitura para o conteúdo relevante da tela. Quando um site não está preparado, 100% do texto da página é lido.
As informações da tela devem estar dispostas de forma que possam ser compreendidas mais facilmente. Recursos como cores, gráficos, figuras e contraste podem contribuir para um melhor entendimento. Este ponto também beneficia pessoas com dificuldades intelectuais e pessoas com deficiência auditiva – que têm o braille como a primeira língua e podem ter dificuldades de entender a língua portuguesa.
Já existe em âmbito mundial um documento que contém as recomendações para que os desenvolvedores de sites construam as páginas da internet de forma que também sejam acessíveis para estas pessoas. Trata-se do "Web Content Acessibility Guidelines (WCAG)", ou Diretrizes de Acessibilidade a Conteúdo Web, publicado pela World Wide Web Consortium (W3C), um consórcio internacional que desenvolve padrões para a web. O W3C Brasil possui um Grupo de Trabalho de Acessibilidade na Web desde 2012.
Acontece que são poucos os desenvolvedores e clientes que se preocupam em aplicar estas recomendações aos sites da internet, tornando-as diferentes umas das outras. "São dois os principais motivos: falta de conhecimento de quem desenvolve e, segundo, porque é necessário tempo a mais para desenvolver (um site acessível). E as empresas precisam entregar o produto logo." A afirmação é de Thiago Campos, professor da pós-graduação em Desenvolvimento Web da Universidade Tecnológica Federal (UTFPR), Campus Londrina. Campos faz parte do Grupo de Trabalho de Acessibilidade na Web da W3C Brasil.
"Esta é uma área de pesquisa relativamente nova. Um dos princípios da acessibilidade é o desenho universal", afirma o professor. O desenho universal é o desenvolvimento de produtos e ambientes para serem usáveis por todas as pessoas, sem a necessidade de adaptação ou desenho especializado. A definição vem da cartilha "Acessibilidade na Web", publicada pela W3C Brasil este ano.
Além de aparatos de hardware, como teclados adaptados para pessoas com dificuldades motoras, e softwares como ampliadores e leitores de tela (software que lê o conteúdo da tela para deficientes visuais), é preciso que a forma como as páginas da internet são desenvolvidas viabilizem o uso conjunto com estas ferramentas.
Entre os aspectos que devem ser observados na construção de um site acessível, estão a descrição de imagens para pessoas com deficiência visual. Se isso não acontece, os leitores de tela simplesmente "pulam" o conteúdo de imagens, como se ele não existisse. São importantes atalhos para direcionar a leitura para o conteúdo relevante da tela. Quando um site não está preparado, 100% do texto da página é lido.
As informações da tela devem estar dispostas de forma que possam ser compreendidas mais facilmente. Recursos como cores, gráficos, figuras e contraste podem contribuir para um melhor entendimento. Este ponto também beneficia pessoas com dificuldades intelectuais e pessoas com deficiência auditiva – que têm o braille como a primeira língua e podem ter dificuldades de entender a língua portuguesa.


