Provas para três cargos de concurso público são canceladas em Londrina
Decisão foi tomada após ocorrer uma troca de provas de um dos cargos.
Concurso foi realizado no domingo (22) e teve mais de 11 mil inscritos.
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As provas para três cargos do concurso público para a área da saúde realizado pela Prefeitura deLondrina, no norte do Paraná, no domingo (22), foram canceladas pela MS Concursos, empresa responsável pela organização da seleção. O problema ocorreu após candidatos ao cargo de técnico de enfermagem receberem a prova para auxiliar de farmácia. Houve tumulto e todos os candidatos que faziam o concurso no campus do Jardim Piza da Universidade Unopar foram dispensados. Assim, as provas para os cargos de condutor socorrista, técnico de enfermagem em Saúde da Família e Atenção Domiciliar, e técnico da saúde em Urgência e Emergência foram anuladas.
Mais de 11 mil inscritos concorrem a 318 vagas distribuídas em 22 cargos da área de saúde, além de cadastro de reserva. As provas foram divididas entre os períodos da manhã e da tarde. Esta foi uma nova tentativa de realizar o concurso, já que em julho de 2013 a seleção foi cancelada após várias denúncias de questões copiadas de provas aplicadas em outras cidades. A decisão de suspender o concurso foi tomada pela prefeitura, acatando uma recomendação do Ministério Público (MP).
Agora, o problema foi registrado nas provas aplicadas no período da tarde. “A gente viu que a prova estava errada, pediram para que aguardássemos. Ficamos aguardando mais de 30 minutos, sem resposta nenhuma. Aí todo mundo começou a sair”, disse a candidata Thamires Brustolin.
Em comunicado, a MS Concursos informou que os novos exames dos três cargos serão aplicados no dia 5 de janeiro. A convocação dos candidatos, assim como o local e horário da realização da prova, será divulgada na sexta-feira (27), no site da empresa. Segundo a organização, as provas para os outros 19 cargos do concurso continuam válidasPor conta do erro, verificado cerca de trinta minutos depois do início das provas, candidatos que realizavam a avaliação no campus começaram a ser liberados. Houve um principio de confusão na saída e a Polícia Militar foi chamada, mas não precisou intervir.
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), disse que a prefeitura já está apurando o problema. "Vamos analisar os acontecimentos, tomar as medidas cabíveis e continuar avançando", afirmou.
A prefeitura vai pedir ainda as imagens de câmeras de segurança dos locais de prova para analisar se o tumulto não foi forçado por alguns candidatos. "Foi apenas uma prova que teve problema. As outras duas foram comprometidas por causa da postura de alguns candidatos que se rebelaram e criaram tumulto no espaço onde era realizado as provas", apontou o prefeito.
Kireeff informou que a empresa responsável pelo concurso foi notificada para apresentar explicações sobre o ocorrido. Além disso, afirmou que o cronograma inicial deverá ser mantido, com a conclusão de todo o processo de seleção até fevereiro. Além disso, a prefeitura vai comunicar o Ministério Público (MP) sobre os problemas no concurso.
Problemas no concurso derrubaram secretário
A Secretaria Municipal da Saúde realizou um concurso público, pela primeira vez, em julho de ste ano. Mais de 11 mil candidatos se inscreveram para concorrer a uma das 432 vagas. Porém,a seleção precisou ser cancelada, em agosto, após várias denúncias de questões que teriam sido copiadas de provas realizadas em outras cidades.
A Secretaria Municipal da Saúde realizou um concurso público, pela primeira vez, em julho de ste ano. Mais de 11 mil candidatos se inscreveram para concorrer a uma das 432 vagas. Porém,a seleção precisou ser cancelada, em agosto, após várias denúncias de questões que teriam sido copiadas de provas realizadas em outras cidades.
Por esse motivo, no mês de dezembro, o ex-secretário municipal de Saúde, Francisco Eugênio, e um servidor municipal tiveram os bens bloqueados por decisão da Justiça por causa das irregularidades cometidas no concurso público. Além dos dois, outros 13 servidores municipais foram denunciados pelo Ministério Público (MP) por improbidade administrativa. A decisão é referente a uma ação civil pública ajuizada pelo MP, e foi divulgada no dia 3 de dezembro.
Após a denúncia do MP, o prefeito Alexandre Kireeff decidiu exonerar Francisco Eugênio do cargo. O novo secretário, Mohamad El Kadri, assumiu no dia 17 de dezembro.


