Incêndio destrói barracão de reciclagem
Fogo destruiu 60 toneladas de materiais recicláveis prontos para venda
"Não entendo o que aconteceu, não tivemos problema com ninguém", lamenta Selma de Assis
Londrina - Um incêndio na madrugada de ontem em um barracão da Cooper Refum, localizado na Rua Guilhermina Lahman, no Conjunto Aquiles Sthengel (zona norte de), consumiu praticamente todo o material reciclável armazenado. Vizinhos acordaram com o fogo por volta das 1h40 e acionaram o Corpo de Bombeiros.
Foram necessários cinco caminhões e cerca de 35 mil litros de água para controlar o fogo. O trabalho só foi finalizado no início da manhã. Testemunhas teriam visto dois homens passarem em uma moto e jogarem algo no barracão pouco antes do início do incêndio. O local foi interditado pela Defesa Civil por estar com parte estrutura comprometida.
Francisco Caetano Bitencourt, coordenador do barracão, disse que quando chegou quase tudo estava queimado e foi necessário usar um pequeno trator para retirar o material ainda em chamas para o canteiro central, para que os bombeiros pudessem conter o incêndio. "A gente tentou entrar, mas tinha muita fumaça e muito fogo. Havia 60 toneladas prontas para serem vendidas", lamentou.
Selma Maria de Assis, presidente da cooperativa, explicou que o material perdido valia R$ 12 mil e seria vendido nesta semana. Segundo ela, 20 recicladores trabalham no barracão. Eles são responsáveis pela coleta de material na região compreendida entre o Jardim Campos Verdes e o fundo do Terminal do Conjunto Vivi Xavier e também nos conjuntos Ernani Moura Lima e Jardim Abussafe (zona leste).
"Estávamos há um ano e meio neste barracão e estávamos felizes porque, finalmente, conseguimos fazer o contrato com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Não entendo o que aconteceu, não tivemos problema com ninguém, nos damos bem com os vizinhos, não sei por que alguém poderia fazer isso", contou Selma, acrescentando que o trabalho continua normalmente e o futuro material recolhido será levado a um barracão em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) até encontrarem outro local em Londrina.
Os responsáveis da recicladora fizeram um boletim de ocorrência e somente uma perícia do Instituto de Criminalística poderá apontar a causa do incêndio.
O diretor de Operações da CMTU, Gilmar Domingues, não quis se pronunciar sobre a possibilidade de o incêndio ter sido criminoso, mas lembrou que esta é a terceira ocorrência do tipo desde o ano passado. Em maio de 2013, um barracão no Parque das Indústrias Leves (zona leste) pegou fogo e em dezembro foi a vez de outro, na Vila Fraternidade (zona leste).
Durante a manhã, a CMTU providenciou a retirada dos restos de material, depois de os recicladores separarem o que seria possível reaproveitar. "Faremos a análise da estrutura e vamos procurar um outro local para realocar o pessoal. Os custos com a limpeza serão de responsabilidade da CMTU, mas teremos que analisar juridicamente o contrato para saber quem arcará com os prejuízos com o barracão e com a casa vizinha", afirmou. O barracão estava alugado em nome de outra cooperativa e a transferência de contrato já estava sendo providenciada.
Valéria Regina Costa, moradora da casa afetada pelo incêndio, disse que acordou com os vizinhos batendo à porta. "Eu não tinha percebido nada. Peguei meus filhos e fui para a rua com o meu marido. Ficamos esperando apagarem o fogo e só depois que o bombeiro liberou voltamos para casa. Mas como a parede do barracão é minha, com o calor acabou abrindo um buraco na parede da minha cozinha. Quando vendemos o barracão explicamos que precisaria ser feita uma outra parede, porque essa era da minha casa, mas não foi feito", lamentou.
Entre os recicladores, a preocupação era com o pagamento. Daniela Marcele Gonçalves está há um mês na cooperativa e divide uma casa com outra colega de trabalho. "É complicado, juntamos bastante material e já íamos vender, agora não sei o que vai acontecer. Tomara que deem uma ajuda para a gente, porque temos contas para pagar", disse.
Domingues explicou que ainda não é possível afirmar se será feito algum tipo de repasse para os cooperados em virtude do incêndio.(Colaborou Marian Trigueiros)
Foram necessários cinco caminhões e cerca de 35 mil litros de água para controlar o fogo. O trabalho só foi finalizado no início da manhã. Testemunhas teriam visto dois homens passarem em uma moto e jogarem algo no barracão pouco antes do início do incêndio. O local foi interditado pela Defesa Civil por estar com parte estrutura comprometida.
Francisco Caetano Bitencourt, coordenador do barracão, disse que quando chegou quase tudo estava queimado e foi necessário usar um pequeno trator para retirar o material ainda em chamas para o canteiro central, para que os bombeiros pudessem conter o incêndio. "A gente tentou entrar, mas tinha muita fumaça e muito fogo. Havia 60 toneladas prontas para serem vendidas", lamentou.
Selma Maria de Assis, presidente da cooperativa, explicou que o material perdido valia R$ 12 mil e seria vendido nesta semana. Segundo ela, 20 recicladores trabalham no barracão. Eles são responsáveis pela coleta de material na região compreendida entre o Jardim Campos Verdes e o fundo do Terminal do Conjunto Vivi Xavier e também nos conjuntos Ernani Moura Lima e Jardim Abussafe (zona leste).
"Estávamos há um ano e meio neste barracão e estávamos felizes porque, finalmente, conseguimos fazer o contrato com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Não entendo o que aconteceu, não tivemos problema com ninguém, nos damos bem com os vizinhos, não sei por que alguém poderia fazer isso", contou Selma, acrescentando que o trabalho continua normalmente e o futuro material recolhido será levado a um barracão em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) até encontrarem outro local em Londrina.
Os responsáveis da recicladora fizeram um boletim de ocorrência e somente uma perícia do Instituto de Criminalística poderá apontar a causa do incêndio.
O diretor de Operações da CMTU, Gilmar Domingues, não quis se pronunciar sobre a possibilidade de o incêndio ter sido criminoso, mas lembrou que esta é a terceira ocorrência do tipo desde o ano passado. Em maio de 2013, um barracão no Parque das Indústrias Leves (zona leste) pegou fogo e em dezembro foi a vez de outro, na Vila Fraternidade (zona leste).
Durante a manhã, a CMTU providenciou a retirada dos restos de material, depois de os recicladores separarem o que seria possível reaproveitar. "Faremos a análise da estrutura e vamos procurar um outro local para realocar o pessoal. Os custos com a limpeza serão de responsabilidade da CMTU, mas teremos que analisar juridicamente o contrato para saber quem arcará com os prejuízos com o barracão e com a casa vizinha", afirmou. O barracão estava alugado em nome de outra cooperativa e a transferência de contrato já estava sendo providenciada.
Valéria Regina Costa, moradora da casa afetada pelo incêndio, disse que acordou com os vizinhos batendo à porta. "Eu não tinha percebido nada. Peguei meus filhos e fui para a rua com o meu marido. Ficamos esperando apagarem o fogo e só depois que o bombeiro liberou voltamos para casa. Mas como a parede do barracão é minha, com o calor acabou abrindo um buraco na parede da minha cozinha. Quando vendemos o barracão explicamos que precisaria ser feita uma outra parede, porque essa era da minha casa, mas não foi feito", lamentou.
Entre os recicladores, a preocupação era com o pagamento. Daniela Marcele Gonçalves está há um mês na cooperativa e divide uma casa com outra colega de trabalho. "É complicado, juntamos bastante material e já íamos vender, agora não sei o que vai acontecer. Tomara que deem uma ajuda para a gente, porque temos contas para pagar", disse.
Domingues explicou que ainda não é possível afirmar se será feito algum tipo de repasse para os cooperados em virtude do incêndio.(Colaborou Marian Trigueiros)
Érika Gonçalves
Reportagem Local-folha de londrina
Reportagem Local-folha de londrina

