Paraná gera mais empregos em 2013
Estado registra leve alta de 1,3% em número de novas vagas na comparação com 2012 e vai na contramão do País, que fecha com desaceleração de 14%
No Paraná, houve crescimento significativo entre 2012 e 2013 na indústria da transformação, de 13,7 mil para 15,1 mil vagas
O saldo entre admissões e demissões fechou 2013 com 90,3 mil novos postos de trabalho no Paraná, leve alta de 1,3% sobre os 89,1 mil do ano anterior. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados no País (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Estado teve resultado na contramão do País, que foi de 1,3 milhão de novas vagas em 2012 para 1,1 milhão no fechamento do mês passado, uma desaceleração de 14% e o menor número dos últimos dez anos.
Em Londrina, a variação também foi menos expressiva, com saldo de 4.840 em 2013 e de 5.385 no ano anterior. Especialistas apontam que os resultados indicam que o reflexo do baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chegou ao mercado de trabalho, que desacelerou sucessivamente desde as 2,5 milhões de novas vagas geradas em 2010.
Nem mesmo o bom desempenho do agronegócio paranaense alavancou a geração de empregos na região. Tanto que, dos três estados do Sul, o Paraná teve a menor variação de vagas sobre 2012, com 1,3% a mais. O resultado em Santa Catarina foi 20,2% maior, ao passar de 63,8 mil para 76,7 mil entre os dois anos e, no Rio Grande do Sul, de 10,7%, com 81,4 mil em 2012 e 90,1 mil no ano passado.
No Estado, houve crescimento significativo entre 2012 e 2013 nos setores de serviços (de 36,3 mil para 39,1 mil), indústria da transformação (13,7 mil para 15,1 mil) e agropecuária (1,5 mil para 2,1 mil). Por outro lado, as desacelerações no comércio (29,1 mil para 28,1 mil) e na construção civil (5,8 mil para 3,1 mil) praticamente anularam o desempenho das outras atividades.
Para o delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon) em Londrina, Laércio Rodrigues de Oliveira, o Paraná colheu frutos em termos de PIB com o bom ano vivido no agronegócio, mas o setor não tem o mesmo impacto no mercado de trabalho. "A atividade de agropecuária gera menos empregos diretos e tem mais impacto nos indiretos, com serviços ou transporte. O Estado vive um momento de estabilidade em empregos formais."
O professor de economia Sidnei Pereira do Nascimento, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), afirma que a desaceleração na geração de postos de trabalho está diretamente ligada ao fraco desempenho econômico. "Acredito em um resultado pior em 2014 do que no ano passado. A construção civil deu uma esfriada e teremos as concessões em infraestrutura, que podem minimizar as perdas, mas a indústria de transformação só cresceu porque foi muito mal em 2012."
Oliveira, no entanto, acredita que há chance de o País gerar mais vagas em 2014. "É ano de Copa do Mundo e teremos mais voos liberados, com bons resultados em turismo, hotelaria, alimentação, então o País deve gerar mais empregos."
Londrina
Por setores, Londrina teve aumento no número de vagas em serviços, que passou de 2.134 em 2012 para 3.180 em 2013. No entanto, comércio desacelerou de 2.450 para 1.457 e construção civil de 736 para 499, enquanto a indústria da transformação voltou a apresentar redução de vagas, com retração de 71 em 2012 e de 498 em 2013.
A secretária de Trabalho, Emprego e Renda de Londrina, Kátia Gomes, afirma que foi nítida a menor abertura de vagas no comércio nos três últimos meses de 2013, fruto da desconfiança do empresário com a economia nacional. Ela vê o setor de serviços ainda em alta e diz que a construção civil, depois de um ajuste em meados do ano, voltou a crescer. "Londrina vem em um processo de manutenção de vagas, apesar dessa leve desaceleração."
Para 2014, ela espera um ano melhor, apesar de não crer em impacto devido à Copa. "A Codel e outras instituições têm se esforçado para trazer eventos, como as olimpíadas escolares, que devem dar uma movimentada na cidade", diz. Ela também acredita que a cidade voltou a ser procurada para a instalação de empresas. "Não estamos nos movimentando com os passos largos que gostaríamos, mas estamos indo para a frente."
Em Londrina, a variação também foi menos expressiva, com saldo de 4.840 em 2013 e de 5.385 no ano anterior. Especialistas apontam que os resultados indicam que o reflexo do baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chegou ao mercado de trabalho, que desacelerou sucessivamente desde as 2,5 milhões de novas vagas geradas em 2010.
Nem mesmo o bom desempenho do agronegócio paranaense alavancou a geração de empregos na região. Tanto que, dos três estados do Sul, o Paraná teve a menor variação de vagas sobre 2012, com 1,3% a mais. O resultado em Santa Catarina foi 20,2% maior, ao passar de 63,8 mil para 76,7 mil entre os dois anos e, no Rio Grande do Sul, de 10,7%, com 81,4 mil em 2012 e 90,1 mil no ano passado.
No Estado, houve crescimento significativo entre 2012 e 2013 nos setores de serviços (de 36,3 mil para 39,1 mil), indústria da transformação (13,7 mil para 15,1 mil) e agropecuária (1,5 mil para 2,1 mil). Por outro lado, as desacelerações no comércio (29,1 mil para 28,1 mil) e na construção civil (5,8 mil para 3,1 mil) praticamente anularam o desempenho das outras atividades.
Para o delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon) em Londrina, Laércio Rodrigues de Oliveira, o Paraná colheu frutos em termos de PIB com o bom ano vivido no agronegócio, mas o setor não tem o mesmo impacto no mercado de trabalho. "A atividade de agropecuária gera menos empregos diretos e tem mais impacto nos indiretos, com serviços ou transporte. O Estado vive um momento de estabilidade em empregos formais."
O professor de economia Sidnei Pereira do Nascimento, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), afirma que a desaceleração na geração de postos de trabalho está diretamente ligada ao fraco desempenho econômico. "Acredito em um resultado pior em 2014 do que no ano passado. A construção civil deu uma esfriada e teremos as concessões em infraestrutura, que podem minimizar as perdas, mas a indústria de transformação só cresceu porque foi muito mal em 2012."
Oliveira, no entanto, acredita que há chance de o País gerar mais vagas em 2014. "É ano de Copa do Mundo e teremos mais voos liberados, com bons resultados em turismo, hotelaria, alimentação, então o País deve gerar mais empregos."
Londrina
Por setores, Londrina teve aumento no número de vagas em serviços, que passou de 2.134 em 2012 para 3.180 em 2013. No entanto, comércio desacelerou de 2.450 para 1.457 e construção civil de 736 para 499, enquanto a indústria da transformação voltou a apresentar redução de vagas, com retração de 71 em 2012 e de 498 em 2013.
A secretária de Trabalho, Emprego e Renda de Londrina, Kátia Gomes, afirma que foi nítida a menor abertura de vagas no comércio nos três últimos meses de 2013, fruto da desconfiança do empresário com a economia nacional. Ela vê o setor de serviços ainda em alta e diz que a construção civil, depois de um ajuste em meados do ano, voltou a crescer. "Londrina vem em um processo de manutenção de vagas, apesar dessa leve desaceleração."
Para 2014, ela espera um ano melhor, apesar de não crer em impacto devido à Copa. "A Codel e outras instituições têm se esforçado para trazer eventos, como as olimpíadas escolares, que devem dar uma movimentada na cidade", diz. Ela também acredita que a cidade voltou a ser procurada para a instalação de empresas. "Não estamos nos movimentando com os passos largos que gostaríamos, mas estamos indo para a frente."
Fábio Galiotto
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

