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Cavalgada espalha clima da Expo pela cidade

Cerca de 2,5 mil pessoas participaram do tradicional evento, que promove a 54a edição da feira
Fotos: César Augusto
 
Os cavaleiros percorreram um trecho urbano de 10 quilômetros e levaram a cultura do campo por onde passaram; no detalhe, o pequeno Caio e sua desenvoltura sobre a sela
Londrina - Cavaleiros e amazonas participaram ontem da cavalgada que anunciou a 54ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, marcada para o período de 3 a 13 de abril. 

A concentração começou por volta das 8 horas em frente ao Catuaí Shopping. Logo cedo os caminhões chegaram para descarregar os cavalos e éguas no terreno próximo ao viaduto da PR-445. 

De acordo com a organizadora do evento, a Sociedade Rural do Paraná, o encontro reuniu 2,5 mil pessoas. As 213 comitivas presentes na cavalgada vieram de cerca de 30 municípios paranaenses. Os participantes percorreram em marcha um trajeto de 10 quilômetros em quase três horas. 

Entre os tratadores que desembarcavam os animais estava Gleno Milano, de 27 anos, que emprestou uma égua especialmente para comparecer ao encontro. "Trouxe essa égua de Ortigueira, onde tenho fazenda", contou. "É emocionante participar de cavalgadas deste tipo. Gostaria que houvesse mais vezes". 

Alguns animais estavam agitados com tamanha movimentação e o tombo foi inevitável para uma pequena parcela dos participantes. Os cavaleiros mais experientes orientavam os colegas sobre como deveriam agir para evitar acidentes. Emerson Eduardo José, de 21 anos, foi peão de rodeio por cinco anos e possui uma vasta experiência em montarias. Ele orientava os outros participantes: o animal tinha que "desembuchar", caso contrário, pularia. "Quando digo que um animal está embuchado é que ele está com o corpo todo contraído e com o rabo entre as pernas. Esses sinais indicam que ele vai pular", explicou. Para evitar que o animal saísse dando coices, José ensinou um macete. Antes de montar, o cavaleiro deveria dar uma volta com o animal até que ele se acalmasse. "Quando é assim é melhor deixar o cavalo andar", esclareceu. 

Quem demonstrava bastante confiança era o pequeno Caio de Souza Gaspar, de apenas 3 anos, que montou o potro Skol. Sua tia, Marcela Tamiko Franco, de 29 anos, explicou que o tio do menino é peão de rodeio e que o jovem aprendeu a cavalgar de tanto acompanhar seu tio nos rodeios. Embora fosse de poucas palavras, esbanjou talento na hora de conduzir o animal. 

Como em todo bom evento social, havia uma preocupação visível com a aparência, que se estendia principalmente aos animais. Patrícia Cristina de Oliveira, de 18 anos, revelou que um dia antes da cavalgada já levou a sua égua Bianca para a baia para dar uma ajeitada. "Dei um banho com shampoo, aparei a crina para deixá-la preparada", ressaltou. A saída da cavalgada aconteceu por volta das 10h15. Eles seguiram pela Rodovia Mábio Gonçalves Palhano, Avenida Madre Leônia Milito, Avenida Ayrton Senna, Avenida Maringá e Avenida Tiradentes, até chegar ao Parque Governador Ney Braga. 

As 12 candidatas ao concurso de Rainha da Exposição acompanharam o percurso de dentro da Catita, o histórico ônibus dos tempos da colonização. A estudante e cantora Raphaela Turozi, de 17 anos, de Lupionópolis (Norte), foi uma das candidatas que estava à bordo. 

"Participar dessa cavalgada é maravilhoso. Sempre frequentei a ExpoLondrina e estou honrada de estar aqui, pois para mim esta é a maior e melhor cavalgada do Brasil", afirmou.

Os paramentos dos caubóis do asfalto atraíram os olhares de fotógrafos como Rui Porto e Rui Cabral, membros do Fotoclube de Londrina. "Viemos em um grupo de 15 pessoas para acompanhar a cavalgada. Já fazemos isso há quatro anos. As pessoas vêm para eventos como este com roupas diferentes do lugar comum e isso proporciona boas fotos", justificou Porto. 

O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Moacir Norberto Sgarioni, afirmou que é uma honra para a SRP poder mostrar a integração entre o campo e a cidade. "A cavalgada é apenas uma das peças que irá se consolidar na ExpoLondrina". 

Ele lembrou que no último fim de semana da exposição do ano passado foram registradas 137 mil pessoas dentro do Parque de Exposições Ney Braga, um público capaz de lotar mais de quatro vezes o Estádio do Café. "E nem tinham shows com cantores consagrados. Houve o rodeio, mas a capacidade das arquibancadas era só para 14 mil pessoas. Isso significa que em um fim de semana 123 mil pessoas estiveram lá para visitar especificamente a exposição", destacou. 

A exposição terá cerca de 2 mil expositores que podem movimentar cerca de R$ 400 milhões nos seus mais diversos setores . Cerca de 30 leilões serão realizados e a previsão é que 500 mil pessoas frequentem o parque de exposições nos 11 dias de evento. Os ingressos já estão à venda no site da exposição (www.expolondrina2014.com.br).
Vítor Ogawa
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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