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Movimento no comércio cresce 6,1% sobre fevereiro de 2013

Indicador de atividade varejista surpreende puxado por material de construção, combustíveis e lubrificantes e supermercados
Theo Marques/25-09-2013
Os segmentos de combustíveis e lubrificantes (6,9%) e veículos, motos e peças (4,7%) ajudaram a puxar o movimento do varejo
O movimento no varejo cresceu 6,1% em fevereiro sobre o mesmo mês de 2013, puxado principalmente pelos setores de material de construção (7,6%), combustíveis e lubrificantes (6,9%), supermercados (4,8%) e veículos, motos e peças (4,7%). Os resultados do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio divulgado ontem surpreenderam economistas, que acreditam que as causas foram o calor, o tempo seco e a fraca base de comparação, diante dos maus números do início do ano passado. 

Sobre janeiro de 2014, a atividade varejista sofreu recuo de 0,5%, descontadas as influências sazonais, depois da alta expressiva de 1,7% do mês anterior. Nos primeiros 30 dias do ano houve crescimento de 7,7% em móveis, eletroeletrônicos e informática, puxado pelas vendas de ventiladores, climatizadores e condicionadores de ar. O desempenho do setor desacelerou e aumentou 1% em fevereiro. 

O economista Renato Pianowski, da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), afirma que o resultado é elogiável, principalmente pelos setores que puxaram o índice. Para ele, o desempenho dos dois primeiros meses do ano passado foi muito ruim no varejo, o que facilitou a comparação com o primeiro bimestre de 2014. "Gostaria que continuasse com esse crescimento, mas é um ano para se ter cautela", diz. 

Ele considera que algumas regiões do País ainda terão investimentos por causa da Copa do Mundo, o que elevará o consumo, mas que a perspectiva para o ano não é a melhor. "Deve ser um ano ruim, com a eleição, e vamos pagar a conta em 2015 e 2016", diz Pianowski, que também é professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL). 

O delegado em Londrina do Conselho Regional de Economia (Corecon), Laércio Rodrigues de Oliveira, também se mostrou surpreso. Ele diz que fevereiro não costuma ser um bom mês para o comércio porque a renda das famílias acaba empenhada no pagamento de impostos do início do ano. Ele acredita que a redução da inadimplência e a manutenção dos postos de trabalho e da renda ajudem a explicar o índice. "Não podemos dizer ainda que a economia do País está em expansão, mas o gasto das famílias, sim." 

Pelo calor e o tempo seco do início de 2014, Oliveira diz que se justificam os bons resultados dos segmentos de peças de veículos e combustíveis, de eletrodomésticos e de materiais de construção. Isso porque são setores movimentados pelas férias e pelo clima, como o avanço de obras e reformas durante períodos de estiagem. "Precisamos ver se esse consumo é sustentável e vai continuar nos próximos meses", diz, ao completar que o cenário estará melhor desenhado em abril. 

Metodologia
O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio mede o volume de consultas mensais por estabelecimentos comerciais à base de dados do serviço de crédito. São consideradas 6 mil empresas comerciais para a amostra do índice, feito desde janeiro de 2000. 


FOLHA DE LONDRINA
Fábio Galiotto
Reportagem Local
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