Polícia aperta o cerco contra pichadores
Dois jovens foram detidos e responderão a inquérito; outros grupos são investigados
As reclamações entre os lojistas são grandes e as marcas se tornam mais visíveis quando o comércio está fechado
Londrina – O embate travado entre pichadores, que veem no spray uma forma de expressão, e as forças de segurança, responsáveis por coibir o que a lei define como vandalismo e crime ambiental, segue ferrenho em Londrina. Campanhas de conscientização não surtiram efeito e as pichações não param de pulular pela cidade. As marcas se tornam mais visíveis por volta das 18 horas, quando os comerciantes sobem os toldos e baixam as portas de aço.
Sem muitos resultados efetivos durante os últimos meses, a polícia apertou o cerco e dois rapazes foram detidos na semana passada. De acordo com o delegado da Polícia Civil Edgard Soriani, os dois suspeitos pertencem a uma banda de hip-hop e teriam feito cerca de 30 pichações em prédios particulares e até em escolas. Os policiais foram a quatro casas em Londrina e Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) e apreenderam latas de spray e um computador. Um dos pichadores assumiu participação e disse que o spray é "um protesto, uma válvula de escape". Um inquérito foi instaurado na 10ª Subdivisão Policial. Outros grupos de pichadores são investigados.
A reclamação entre os lojistas é grande, mas poucos se identificam, pois sabem que a represália é rápida. Um segurança de um centro comercial na área central contou que, há 20 dias, flagrou dois jovens pichando o banheiro do estabelecimento. Eles foram contidos e encaminhados para a delegacia. "Temos que estar o tempo todo muito atentos. A ousadia deles está cada vez maior", disse.
Em uma loja de calçados, a gerente disse que não pretende pintar a parede pichada tão cedo. "Sei que não é o ideal, nossos clientes merecem um ambiente agradável, mas a parede limpa é chamariz para os pichadores. Vamos aguardar mais um pouco."
À medida que o conformismo vai tomando conta dos lojistas, a esperança da população em ver a cidade mais bonita diminui. "É muito triste ver as paredes todas rabiscadas. Acho que eles deviam se dedicar a fazer arte de verdade", condenou a aposentada Alice Maria de Carvalho, de 66 anos.
O secretário municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães, atribuiu as pichações recentes a dois motivos: provocação às campanhas de conscientização e os protestos contra o aumento da tarifa do ônibus. Segundo ele, os resultados são mais consistentes quando os infratores são flagrados pelas câmeras da Guarda Municipal. "Em lugares descoberto pelas câmeras precisamos da colaboração dos moradores. Eles são os olhos da sociedade e devem denunciar, ainda que de forma anônima", aconselhou.
FOLHA DE LONDRINA
Sem muitos resultados efetivos durante os últimos meses, a polícia apertou o cerco e dois rapazes foram detidos na semana passada. De acordo com o delegado da Polícia Civil Edgard Soriani, os dois suspeitos pertencem a uma banda de hip-hop e teriam feito cerca de 30 pichações em prédios particulares e até em escolas. Os policiais foram a quatro casas em Londrina e Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) e apreenderam latas de spray e um computador. Um dos pichadores assumiu participação e disse que o spray é "um protesto, uma válvula de escape". Um inquérito foi instaurado na 10ª Subdivisão Policial. Outros grupos de pichadores são investigados.
A reclamação entre os lojistas é grande, mas poucos se identificam, pois sabem que a represália é rápida. Um segurança de um centro comercial na área central contou que, há 20 dias, flagrou dois jovens pichando o banheiro do estabelecimento. Eles foram contidos e encaminhados para a delegacia. "Temos que estar o tempo todo muito atentos. A ousadia deles está cada vez maior", disse.
Em uma loja de calçados, a gerente disse que não pretende pintar a parede pichada tão cedo. "Sei que não é o ideal, nossos clientes merecem um ambiente agradável, mas a parede limpa é chamariz para os pichadores. Vamos aguardar mais um pouco."
À medida que o conformismo vai tomando conta dos lojistas, a esperança da população em ver a cidade mais bonita diminui. "É muito triste ver as paredes todas rabiscadas. Acho que eles deviam se dedicar a fazer arte de verdade", condenou a aposentada Alice Maria de Carvalho, de 66 anos.
O secretário municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães, atribuiu as pichações recentes a dois motivos: provocação às campanhas de conscientização e os protestos contra o aumento da tarifa do ônibus. Segundo ele, os resultados são mais consistentes quando os infratores são flagrados pelas câmeras da Guarda Municipal. "Em lugares descoberto pelas câmeras precisamos da colaboração dos moradores. Eles são os olhos da sociedade e devem denunciar, ainda que de forma anônima", aconselhou.
FOLHA DE LONDRINA
Celso Felizardo
Reportagem Local
Reportagem Local

