Requião está convicto da pole position
Quando quer negar a possibilidade de disputar de novo a Presidência, segundo dirigente petista, Lula costuma se comparar ao ex-piloto Michael Schumacher: “Não posso fazer igual a ele, que foi sete vezes campeão, mas, na volta, não fez sequer uma pole position”. Esta poderia ser a postura de Roberto Requião, três vezes governador, a detentor de mais cinco anos de Senado. Mas, não. Quem tem acompanhado Requião pelo interior está cada vez mais convencido de que ele ruma convicto ao pódio do quarto mandato. Sua candidatura a presidente é palanque para vender o discurso de estadista preocupado em oferecer alternativas para o país. Pensa grande: quem tem planos para o Brasil, tem mais o que oferecer ao Paraná, diante do fiasco que avalia ser a gestão de Beto Richa e o pouco conhecimento de causa de Gleisi Hoffmann para tirar o estado da enrascada em que se encontra. Requião não tem dúvida que será aclamado candidato na convenção estadual do PMDB, mas está atento à crise localizada no Congresso. Dilma volta da Bahia e tem encontro ainda neste domingo com Michel Temer, para discutir a relação do governo com o PMDB, além de tratar sobre os palanques estaduais e reforma ministerial. O encontro, que será uma tentativa de aplacar a crise com o PMDB, está marcado para o fim da tarde deste domingo. Dele pode surgir o primeiro sinal de que Requião será o segundo palanque de Dilma no Paraná.CÍCERO CATTANI

