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NORTE PIONEIRO - O desafio de reduzir o deficit habitacional

Levantamento da Cohapar aponta que é necessário construir 4,9 mil imóveis na região; projetos beneficiam principalmente municípios menores

Marcelo Rossi
Com recursos estaduais e federais, cerca de 2,9 mil unidades populares estão sendo erguidas em várias cidades
Santo Antônio da Platina – Apontado como um dos grandes desafios do poder público, o deficit habitacional é um problema a ser solucionado também no Norte Pioneiro. Segundo levantamento da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), nos 40 municípios pertencentes à região de Cornélio Procópio, há um deficit de 4.918 imóveis. Esse número deve cair, já que estão em construção, de acordo com a companhia, 2.949 moradias, por meio dos programas Morar Bem Paraná e Minha Casa Minha Vida (do governo federal).

O foco principal das construções tem sido os municípios menores, com histórico de pelo menos dez anos sem a inserção de programas habitacionais. É o caso de Barra do Jacaré, cidade com 2,8 mil moradores (segundo estimativa do IBGE), onde existem 70 unidades em fase final de construção na área urbana e 15 entregues na área rural, além de ter contrato para erguer mais 95 moradias. A expectativa é de zerar o deficit, segundo o prefeito Edimar de Freitas Alboneti. O investimento previsto pela Cohapar na cidade é de R$ 4,9 milhões.

Em Joaquim Távora, município com 11,3 mil habitantes, há 164 casas populares entregues ou em fase final de construção. Existe ainda um projeto para mais 42, um investimento de R$7,8 milhões.

Em Cornélio Procópio, cuja população é de 48,4 mil habitantes, são 576 casas entre obras entregues e em fase de contratação pela Cohapar, representando R$ 23 milhões em investimentos. Ibaiti (30 mil habitantes) também obteve altos recursos para moradias, com R$ 15 milhões em verbas originadas da contratação de 432 casas populares.

"O Norte Pioneiro teve o maior programa de habitação do Paraná com quase 7 mil moradias (na atual administração estadual) e tem a previsão de uma expansão ainda maior, pois ainda há famílias em áreas precárias", afirmou o presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche.

Segundo Chaowiche, o bom desempenho habitacional na região se deve à infraestrutura oferecida ás prefeituras. "Durante muitos anos os municípios não tinham estrutura nem pessoal especializado para desenvolver projetos. Hoje a Cohapar possui um escritório para atender toda a região oferecendo o serviço de engenharia, assistência social e administrativa, estrutura que é indispensável para o sucesso dos projetos", pontuou.

No mês passado, foram assinados convênios para repasse de recursos para habitação em cinco municípios (Arapoti, Barra do Jacaré, Ibaiti, Tomazina e Wenceslau Braz), garantidos por emendas parlamentares. Os municípios serão beneficiados com recursos de R$ 6,4 milhões, repassados pelos governos estadual e federal, e que serão investidos em obras de infraestrutura em conjuntos habitacionais executados pela Cohapar.

FOLHA DE LONDRINA
Aline Damásio
Especial para a FOLHA
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