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Internet banda larga não faz parte do dia a dia da maioria dos municípios do Norte Pioneiro; adesão de prefeituras a programa governamental também é baixa

Celso Pacheco
Em Sapopema o serviço de banda larga chega oficialmente a apenas 3,6% da população, o que corresponde a 250 dos 6.900 habitantes
Sapopema - A maior parte dos municípios do Norte Pioneiro está abaixo do atendimento considerado o mínimo necessário em termos internet banda larga. Em 29 dos 49 municípios da região, o atendimento não chega a 10% da população e em apenas um passa de 25%, conforme informações disponibilizadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De acordo com a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), o atendimento considerado razoável é de 25% da população, o que pressupõe que cada família (um grupo de quatro pessoas) teria uma forma de acesso à internet. Os municípios com melhores resultados no Paraná são Londrina e Maringá, com 56%, e Curitiba, com 62%.

No final do ano passado, o governo do Estado lançou o Programa Rede 399 para melhorar o atendimento à população com banda larga, principalmente nas pequenas cidades, mas até o momento a adesão é considerada baixa. Apenas 66 municípios fizeram o pré-cadastro para o programa, cinco dos quais no Norte Pioneiro: Itambaracá, Ribeirão Claro, Santa Amélia, Sapopema e Sengés.

Em Sapopema o serviço de banda larga chega oficialmente a apenas 3,6% da população, o que corresponde a 250 dos 6.900 habitantes.

Apesar do pré-cadastro, a responsável pelo projeto no município, Karina Rocha, informa que ainda não está certa a continuidade no programa, pois há algumas dúvidas quanto ao custo da implantação do serviço. Ela espera que o valor seja menor em comparação com a despesa atual com telefonia e internet "porque a arrecadação do município é pequena", justifica.

Karina reconhece, entretanto, que a implantação do programa é importante para atender não apenas a demanda na administração municipal como também na própria cidade. Ela cita que o site do município está sendo reformulado e que, nas atuais circunstâncias, não há como os cidadãos fazerem uma reclamação ou o pedido de um serviço pela internet.

O secretário de Turismo de Sapopema, Miguel Golono, que ajudou na elaboração do projeto para o município aderir ao programa, afirma que a prefeitura vem pedindo a modernização dos equipamentos e o aumento da capacidade da internet banda larga junto à operadora Oi desde 2010, mas a resposta da empresa de telefonia, segundo ele, é sempre negativa.

Golono destaca que a tecnologia disponível hoje na cidade é a de segunda geração (2G), que surgiu na década de 1990 com o início da tecnologia digital. A tecnologia 2G ainda é usada em várias partes do mundo, mas está bem defasada em relação à telefonia móvel, na qual predomina a tecnologia de quarta geração (4G).

Golono lamenta que atualmente um morador da cidade só pode ter acesso à internet pela Oi caso alguém desista do serviço ou se mude da cidade. Enquanto isso não acontece, o interessado continua em lista de espera.

Parte da demanda de internet em Sapopema é atendida por dois pequenos provedores via rádio ao custo médio mensal de R$ 55,00. A instalação do equipamento na zona rural depende do nível de dificuldade em enviar o sinal, pois a região é montanhosa, com alguns pontos de difícil acesso.


Eli Araujo
Reportagem local-folha de londrina
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