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QUEM VAI PARA O SEGUNDO TURNO, COM MARINA?

Quem vai para o segundo turno com Marina Silva (PSB)? A pergunta, que não faria muito sentido antes da terça passada pela manhã, ganhou um bocado de força apenas sete horas depois, tão logo a mais recente pesquisa do Ibope foi divulgada e, em seguida, aconteceu o primeiro debate dos candidatos à Presidência da República na Rede Bandeirantes.
O sucesso de Marina tanto nas pesquisas quanto no debate incomoda petistas e tucanos. Mesmo com Dilma Rousseff à frente na corrida do primeiro turno, o Brasil Post constatou, na atmosfera do debate presidencial, que a aproximação de Marina da dianteira é um problema que deve ser debelado pelas campanhas do PT e do PSDB. Do contrário, são os candidatos dos dois partidos que estão ameaçados pela candidata do PSB.
Se havia quem pensava que o crescimento de Marina pudesse ser apenas parte da comoção nacional causada pela morte de Eduardo Campos, o ex-candidato peesebista morto em um acidente aéreo, ela tratou de mostrar a que veio durante o debate no qual se mostrou concentrada e pronta para os ataques que, naturalmente, vieram de vários lados – mais precisamente de Aécio Neves (PSDB) e alguns ‘nanicos’.
Logo no segundo bloco, Marina travou o primeiro embate com a presidente Dilma e sobressaiu ao dizer que o Brasil propagandeado pelo governo federal “não existe na vida das pessoas”. Pouco depois, foi questionada por Aécio sobre a sua “falta de coerência”, notadamente no que diz respeito às alianças estaduais do PSB. Marina discordou, atacando o “atraso da polarização entre PT e PSDB”.
Embora os apontamentos da candidata possam parecer triviais e pouco surpreendentes, eles não obtiveram um contraponto dos seus rivais. Até mesmo quando provocada – fosse por Levy Fidelix (PRTB), que criticou os “apoios da elite” (e errou o nome de Guilherme Leal, presidente da Natura), fosse porEduardo Jorge (PV) e a ironia sobre a magreza da candidata – a peesebista manteve a calma e procurou responder, pontuando o que julgava importante e tecendo alfinetadas, quase todas direcionadas ao governo Dilma.
“O Brasil precisa de uma visão estratégica e não de um campeonato de gerentes como tivemos entre Serra e Dilma em 2010”, pontuou Marina, para em seguida elogiar “a estabilidade econômica” proporcionada pelo governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) e “os avanços sociais” obtidos pela gestão do petista Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).
“Precisamos unir o Brasil”, sentenciou mais adiante, cravando a sua posição de “alternativa” aos insatisfeitos com o duelo entre petistas e tucanos que já polarizam o cenário há 20 anos.
Marina floresceu e espera mostrar que “tem até mais do que 29%”, como disse ao Brasil Post o presidente do PSB paulista.
Fonte: Brasil Post
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