3º oficial na hierarquia da PM é preso
Coronel é suspeito de liderar quadrilha envolvida em extorsões no Rio de Janeiro
"Não há vacina contra a corrupção", declarou José Mariano Beltrame, secretário de Segurança
Rio - Terceiro homem na hierarquia da Polícia Militar, o coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira da Polícia Militar (PM) foi preso nesta segunda-feira sob a acusação de liderar uma quadrilha formada por policiais e envolvida em extorsões no bairro de Bangu, na zona oeste do Rio. Ele comandava as tropas de elite da Polícia fluminense. Segundo as investigações do Ministério Público do Rio (MPRJ) e da Secretaria de Segurança (Seseg), o esquema criminoso funcionava dentro do 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Bangu, e envolveu todos os quadros do quartel, dos oficiais do Estado Maior aos praças.
Três pessoas estão foragidas e 22 foram presas, denunciadas pela promotoria por formação de quadrilha armada. Também foram cumpridos 53 mandados de busca e apreensão. As investigações sobre a quadrilha já estavam em curso em agosto de 2013, quando o coronel e o major Carlos Alexandre de Jesus Lucas, também detido nesta segunda, assumiram, respectivamente, os cargos de comandante e subcomandante do Comando de Operações Especiais (COE) da PM, ao qual estão subordinadas as tropas de elite da PM.
Com o coronel, que foi destituído do cargo e preso em casa, no Leme (zona sul), foram encontrados extratos bancários com valores elevados incompatíveis com a renda (mais de R$ 30 mil brutos), a contabilidade da quadrilha, e bilhetes com as cotas dos integrantes de quadrilha. O MPRJ anunciou que investigará o patrimônio do coronel.
Também foram presos os majores Nilton João dos Prazeres Neto e Edson Alexandre Pinto de Góes, além dos capitães Rodrigo Leitão da Silva e Walter Colchone Netto. Para o MPRJ, o envolvimento de toda a hierarquia do quartel reflete a "institucionalização da corrupção".
Durante as investigações, de 2012 a 2013, foi possível verificar que a quadrilha já agia no 41º BPM (Irajá, zona norte), onde os oficiais acusados de chefiarem o grupo estavam lotados anteriormente, e manteve o modo de atuação quando houve a transferência para Bangu. O Ministério Público ainda não sabe desde quando a quadrilha atuava nem os valores arrecadados mensalmente.
O esquema funcionava como uma empresa. Em vez de coibir a circulação de veículos irregulares e a venda de produtos piratas, os praças se aproveitavam da situação ilegal para exigir propinas de mototaxistas a transportadoras de cargas que circulavam em Bangu. Os valores variavam de R$ 10 a R$ 2,6 mil e eram cobrados em periodicidades variadas, diretamente das empresas. Depois, o dinheiro era repassado para a "administração", a chamada a cúpula do quartel.
O secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, lamentou o envolvimento de policiais com corrupção. "Embora seja notícia triste para todos nós, é ação que tem de ser feita. Não há vacina contra a corrupção. Nós temos que continuar a fazer (as ações), e dando caráter exemplar a essas prisões", afirmou.
Três pessoas estão foragidas e 22 foram presas, denunciadas pela promotoria por formação de quadrilha armada. Também foram cumpridos 53 mandados de busca e apreensão. As investigações sobre a quadrilha já estavam em curso em agosto de 2013, quando o coronel e o major Carlos Alexandre de Jesus Lucas, também detido nesta segunda, assumiram, respectivamente, os cargos de comandante e subcomandante do Comando de Operações Especiais (COE) da PM, ao qual estão subordinadas as tropas de elite da PM.
Com o coronel, que foi destituído do cargo e preso em casa, no Leme (zona sul), foram encontrados extratos bancários com valores elevados incompatíveis com a renda (mais de R$ 30 mil brutos), a contabilidade da quadrilha, e bilhetes com as cotas dos integrantes de quadrilha. O MPRJ anunciou que investigará o patrimônio do coronel.
Também foram presos os majores Nilton João dos Prazeres Neto e Edson Alexandre Pinto de Góes, além dos capitães Rodrigo Leitão da Silva e Walter Colchone Netto. Para o MPRJ, o envolvimento de toda a hierarquia do quartel reflete a "institucionalização da corrupção".
Durante as investigações, de 2012 a 2013, foi possível verificar que a quadrilha já agia no 41º BPM (Irajá, zona norte), onde os oficiais acusados de chefiarem o grupo estavam lotados anteriormente, e manteve o modo de atuação quando houve a transferência para Bangu. O Ministério Público ainda não sabe desde quando a quadrilha atuava nem os valores arrecadados mensalmente.
O esquema funcionava como uma empresa. Em vez de coibir a circulação de veículos irregulares e a venda de produtos piratas, os praças se aproveitavam da situação ilegal para exigir propinas de mototaxistas a transportadoras de cargas que circulavam em Bangu. Os valores variavam de R$ 10 a R$ 2,6 mil e eram cobrados em periodicidades variadas, diretamente das empresas. Depois, o dinheiro era repassado para a "administração", a chamada a cúpula do quartel.
O secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, lamentou o envolvimento de policiais com corrupção. "Embora seja notícia triste para todos nós, é ação que tem de ser feita. Não há vacina contra a corrupção. Nós temos que continuar a fazer (as ações), e dando caráter exemplar a essas prisões", afirmou.
Thaise Constancio
Agência Estado
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