Cai número de formandos nas universidades brasileiras
Redução foi a primeira nos últimos 10 anos; a cada três universitários, apenas um se forma no País
Após tentar três cursos superiores, Toshio decidiu ser DJ
Londrina - O número de estudantes que concluem o ensino superior no Brasil caiu 5,6% no ano passado, de acordo com dados do Censo do Ensino Superior divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). Foi a primeira queda em dez anos. Hoje, há um formando para cada três ingressantes no ensino superior. Em 2009, essa relação era de quase um para dois.
Segundo números do censo, 991.010 pessoas se graduaram em 2013, 59,4 mil a menos do que em 2012. A proporção de concluintes também caiu. No ano passado, os formandos representaram 36% dos estudantes que entraram no ensino superior no mesmo ano. Em 2010, eram 45%.
Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Educacionais (Inep), Francisco Soares, essa queda na proporção se explica pelo aumento considerável no número de vagas abertas. "É natural que, hoje, tenha mais alunos entrando do que saindo", explicou ele. Para especialistas, porém, a queda no porcentual pode indicar dificuldades econômicas durante o processo - e seria preciso investigar as causas de desistência.
Para a professora Maria Lucia Accioly, coordenadora de graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diversas variáveis adotadas como políticas pelo MEC podem estar contribuindo para essa redução. "No Programa Ciência sem Fronteiras, por exemplo, o aluno fica um ano estudando fora do País e isso retarda a diplomação. Muitas vagas ofertadas pelo Sistema de Seleção Unificado (Sisu) não são preenchidas em virtude do tamanho do País e muitos alunos não têm como mudar de cidade ou Estado. Não temos programas de moradias estudantis, que poderiam amenizar essa questão", frisou a coordenadora.
A professora chamou a atenção que o número de matrículas nos ensinos fundamental e médio também têm diminuído e a educação superior do Brasil ainda está longe de atender toda a população jovem. "O ensino universitário mudou em virtude das políticas afirmativas em vigor, que designam vagas para o ensino público, além de cotistas. E o nosso ensino básico ainda é muito deficiente", apontou.
Os dados divulgados pelo MEC mostram ainda que o ritmo de expansão do ensino superior brasileiro diminuiu. Depois de alcançar um pico de crescimento de 10% a mais de vagas criadas entre 2007 e 2008, esse índice vem caindo consistentemente, alcançando um avanço de apenas 3,7% entre 2012 e 2013. No mesmo período, o número de estudantes que iniciaram um curso em instituições públicas de ensino caiu quase 3%, e subiu apenas 0,5% no ensino privado.
O censo indica o quanto o Brasil ainda precisaria crescer para alcançar as metas de inclusão determinadas pelo novo Plano Nacional de Educação. O PNE determina que, em 10 anos, a taxa de pessoas no ensino superior seja o equivalente a 50% dos jovens de 18 a 24 anos. Hoje, o porcentual é de 28,7%. Apesar do crescimento de 12 pontos desde 2003, o ritmo de inclusão deveria ser acelerado ainda mais para cobrir aumento de mais de 20 pontos até 2023.(Com Agência Estado)
Segundo números do censo, 991.010 pessoas se graduaram em 2013, 59,4 mil a menos do que em 2012. A proporção de concluintes também caiu. No ano passado, os formandos representaram 36% dos estudantes que entraram no ensino superior no mesmo ano. Em 2010, eram 45%.
Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Educacionais (Inep), Francisco Soares, essa queda na proporção se explica pelo aumento considerável no número de vagas abertas. "É natural que, hoje, tenha mais alunos entrando do que saindo", explicou ele. Para especialistas, porém, a queda no porcentual pode indicar dificuldades econômicas durante o processo - e seria preciso investigar as causas de desistência.
Para a professora Maria Lucia Accioly, coordenadora de graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diversas variáveis adotadas como políticas pelo MEC podem estar contribuindo para essa redução. "No Programa Ciência sem Fronteiras, por exemplo, o aluno fica um ano estudando fora do País e isso retarda a diplomação. Muitas vagas ofertadas pelo Sistema de Seleção Unificado (Sisu) não são preenchidas em virtude do tamanho do País e muitos alunos não têm como mudar de cidade ou Estado. Não temos programas de moradias estudantis, que poderiam amenizar essa questão", frisou a coordenadora.
A professora chamou a atenção que o número de matrículas nos ensinos fundamental e médio também têm diminuído e a educação superior do Brasil ainda está longe de atender toda a população jovem. "O ensino universitário mudou em virtude das políticas afirmativas em vigor, que designam vagas para o ensino público, além de cotistas. E o nosso ensino básico ainda é muito deficiente", apontou.
Os dados divulgados pelo MEC mostram ainda que o ritmo de expansão do ensino superior brasileiro diminuiu. Depois de alcançar um pico de crescimento de 10% a mais de vagas criadas entre 2007 e 2008, esse índice vem caindo consistentemente, alcançando um avanço de apenas 3,7% entre 2012 e 2013. No mesmo período, o número de estudantes que iniciaram um curso em instituições públicas de ensino caiu quase 3%, e subiu apenas 0,5% no ensino privado.
O censo indica o quanto o Brasil ainda precisaria crescer para alcançar as metas de inclusão determinadas pelo novo Plano Nacional de Educação. O PNE determina que, em 10 anos, a taxa de pessoas no ensino superior seja o equivalente a 50% dos jovens de 18 a 24 anos. Hoje, o porcentual é de 28,7%. Apesar do crescimento de 12 pontos desde 2003, o ritmo de inclusão deveria ser acelerado ainda mais para cobrir aumento de mais de 20 pontos até 2023.(Com Agência Estado)
Lucio Flávio Cruz
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

