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Londrina atende hospitais de cidades vizinhas


A maioria dos doadores busca o instituto apenas quando convocada por parentes e amigos
Londrina - O responsável pela captação de doadores do Instituto de Hematologia de Londrina (Ihel), Rogério Assunção, destacou que o Ihel é responsável pelo fornecimento de 70% do sangue utilizado por pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e que vários hospitais da cidade, como a Santa Casa de Londrina, o Hospital Evangélico e até hospitais de cidades vizinhas recorrem ao instituto para conseguir o material.

"Atualmente, realizamos 2 mil transfusões de sangue por mês, mas, para isso, deveríamos ter um estoque de 2,4 mil a 2,5 mil bolsas por mês no mínimo. Ultimamente temos conseguido 2 mil doações mensais", destaca. Segundo ele, as transfusões são direcionadas principalmente a pacientes com câncer, com leucemia e àqueles que sofreram grandes cirurgias. "Um dos maiores problemas é que a validade das plaquetas, um subproduto do sangue, possui apenas 5 dias de validade", informa Assunção.

Para ser um doador de sangue a pessoa deve ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até os 60 anos. Os menores de idade devem ir acompanhados pelo responsável legal e assinar um termo de responsabilidade. Os homens devem possuir mais de 50 Kg e as mulheres acima de 55 Kg, orienta. O doador deve também apresentar um documento oficial com foto como carteira de identidade, carteira nacional de habilitação, carteira de trabalho, entre outros. São aceitas fotocópias autenticadas desde que as fotos e inscrições estejam legíveis e as imagens permitam a identificação do portador.

Os doadores não podem estar em jejum, mas devem evitar alimentos gordurosos como leite, ovos, frituras e frios nas 3 horas que antecedem a doação. É necessário também um repouso por, no mínimo, 6 horas. "Existem outros benefícios. A pessoa pode fazer a doação e ficar o restante do dia de folga. No Paraná os doadores regulares também podem obter o direito de usufruir da meia-entrada em cinemas e em estádios de futebol", explica. "O que precisamos é ter uma regularidade nas doações. Geralmente as pessoas só doam quando existem pessoas próximas precisando", destaca. (V.O.)

folha de londrina
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