Mais pedaços de órgãos humanos são encontrados em barracão de reciclagem
Mais pedaços de órgãos humanos são encontrados em barracão de reciclagem
Integrantes da Cooperoeste ficaram impedidos de trabalhar por conta do problema
Londrina - Recicladores encontraram ontem mais pedaços de órgãos humanos jogados no depósito da cooperativa de materiais recicláveis Cooperoeste, na Avenida Dez de Dezembro, na zona sul de Londrina. O lixo hospitalar estava em sacos etiquetados. O material seria de um centro de patologia e análises clínicas localizado no centro da cidade. Na tarde de quarta, outros restos humanos já tinham sido localizados no local.
Um forte cheiro de produto químico tomou conta do espaço. Muitos trabalhadores passaram mal, sentindo dor de cabeça e vômitos. "Eu também passei mal quando me aproximei do lixo. Principalmente dor de cabeça", disse a responsável pela triagem do depósito, Sônia Brasil.
O coordenador do espaço, Sérgio Patrício Pontes, contabilizou os prejuízos que o problema causou aos cooperados. "Estamos há mais de 24 horas sem trabalhar e 80 pessoas estão sendo prejudicadas com a paralisação. Os restos humanos estão misturados com os recicláveis, cerca de 50 toneladas. Cada tonelada comercializamos por R$ 420", detalhou. "Há 16 anos trabalhando com reciclagem, nunca me deparei com coisas tão terríveis na minha vida", acrescentou Pontes.
Segundo Gilmar Domingues Pereira, gerente de resíduos da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), o problema ocorreu por conta de uma falha no gerenciamento de resíduos por parte do centro clínico. "A CMTU notificou a empresa, que tem prazo de cinco dias para dar sua versão. A Vigilância Sanitária e a Sema (Secretaria do Ambiente) abriram processos administrativos para apurar o caso", detalhou Pereira. "De ontem (quarta) para hoje (quinta) foram encontradas aqui pedaços de útero, gordura de lipoaspiração, ossos, figado, coração. Um laudo está sendo produzido baseado na lei de crimes ambientais. A empresa pode sofrer ações cível e penal", ressaltou.
O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Raimundo Maia, explicou que os responsáveis pelo centro clínico foram notificados a comparecer na sede do IAP nesta sexta-feira.
Uma empresa de coleta e transporte de resíduos sólidos de serviços de saúde foi ao local recolher o material. De acordo com a representante da empresa, Osaide Luquiari, tudo seria transportado para Curitiba e incinerado. A reportagem tentou ouvir o centro de patologia e análises clínicas, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.
No final da tarde, mais sacos com pedaços de órgãos humanos foram localizados na Rua Senador Souza Naves, próximo a Rua Cassiano Ricardo, no Jardim Londrilar (área central). De acordo com Gilmar Domingues Pereira, o material poderia estar no mesmo veículo que descarregou o lixo hospitalar no depósito da Avenida Dez de Dezembro e caído durante o transporte.
Um forte cheiro de produto químico tomou conta do espaço. Muitos trabalhadores passaram mal, sentindo dor de cabeça e vômitos. "Eu também passei mal quando me aproximei do lixo. Principalmente dor de cabeça", disse a responsável pela triagem do depósito, Sônia Brasil.
O coordenador do espaço, Sérgio Patrício Pontes, contabilizou os prejuízos que o problema causou aos cooperados. "Estamos há mais de 24 horas sem trabalhar e 80 pessoas estão sendo prejudicadas com a paralisação. Os restos humanos estão misturados com os recicláveis, cerca de 50 toneladas. Cada tonelada comercializamos por R$ 420", detalhou. "Há 16 anos trabalhando com reciclagem, nunca me deparei com coisas tão terríveis na minha vida", acrescentou Pontes.
Segundo Gilmar Domingues Pereira, gerente de resíduos da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), o problema ocorreu por conta de uma falha no gerenciamento de resíduos por parte do centro clínico. "A CMTU notificou a empresa, que tem prazo de cinco dias para dar sua versão. A Vigilância Sanitária e a Sema (Secretaria do Ambiente) abriram processos administrativos para apurar o caso", detalhou Pereira. "De ontem (quarta) para hoje (quinta) foram encontradas aqui pedaços de útero, gordura de lipoaspiração, ossos, figado, coração. Um laudo está sendo produzido baseado na lei de crimes ambientais. A empresa pode sofrer ações cível e penal", ressaltou.
O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Raimundo Maia, explicou que os responsáveis pelo centro clínico foram notificados a comparecer na sede do IAP nesta sexta-feira.
Uma empresa de coleta e transporte de resíduos sólidos de serviços de saúde foi ao local recolher o material. De acordo com a representante da empresa, Osaide Luquiari, tudo seria transportado para Curitiba e incinerado. A reportagem tentou ouvir o centro de patologia e análises clínicas, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.
No final da tarde, mais sacos com pedaços de órgãos humanos foram localizados na Rua Senador Souza Naves, próximo a Rua Cassiano Ricardo, no Jardim Londrilar (área central). De acordo com Gilmar Domingues Pereira, o material poderia estar no mesmo veículo que descarregou o lixo hospitalar no depósito da Avenida Dez de Dezembro e caído durante o transporte.
Paulo Monteiro
Equipe NossoDia-folha de londrina
Equipe NossoDia-folha de londrina

