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OPERAÇÃO DA PF - Empresas divulgam notas sobre prisões

Maioria se manifesta para reforçar que está "à disposição das autoridades" para esclarecimentos

Curitiba - A maioria das empreiteiras acusadas de envolvimento no esquema de desvio de recursos públicos da Petrobras se manifestou ontem por meio de nota. A Queiroz Galvão reiterou "que todas as suas atividades e contratos seguem rigorosamente a legislação em vigor" e que está "à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos necessários". "A Construtora Camargo Correa disse que "repudia as ações coercitivas, pois a empresa e seus executivos desde o início se colocaram à disposição das autoridades e vêm colaborando com os esclarecimentos dos fatos".

A Engevix também informou que seus advogados e executivos prestarão "quaisquer esclarecimentos necessários". Já a OAS garantiu que foram prestados todos os esclarecimentos solicitados e que deu acesso às informações e aos documentos requeridos pela Polícia Federal (PF), em visita à sua sede em São Paulo. "A empresa está à inteira disposição das autoridades e vai continuar colaborando no que for necessário para as investigações".

Da mesma forma, a UTC alegou que "colabora desde o início das investigações" e que "continuará à disposição das autoridades para prestar as informações necessárias". A Galvão Engenharia, por sua vez, afirmou que "tem colaborado com todas as investigações referentes à operação" e que "está permanentemente à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos necessários".

A FOLHA também tentou contato com a Iesa Óleo e Gás, por meio dos telefones e e-mails da assessoria de imprensa, disponíveis no site da empresa, e com a Mendes Júnior. A primeira sequer atendeu às ligações da reportagem, enquanto a segunda não retornou até o fechamento desta edição.

RENATO DUQUE


Segundo nota distribuída pela assessoria do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, "os advogados desconhecem qualquer acusação" contra ele e "vão adotar as medidas cabíveis para restabelecer a legalidade".

FORAGIDOS


Apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras, o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, não foi localizado pela Polícia Federal ontem e é considerado foragido da Justiça. Os agentes vasculharam, sem sucesso, endereços dele, da mãe e de uma irmã.

A última notícia sobre o paradeiro de Fernando Baiano foi dada por seu advogado, Mário de Oliveira Filho. Segundo ele, seu cliente fez cooper numa praia do Rio de Janeiro na manhã de ontem. Ao saber que a PF o procurava, teria pego um avião rumo a São Paulo, onde teria "reuniões". Questionado, o advogado não informou se o lobista se entregará.

Conforme a PF, o mesmo procedimento será adotado em todos os casos em que o mandado de prisão não for cumprido. Também apontado pelos investigadores como um dos operadores do esquema, que trabalharia a serviço do doleiro Alberto Youssef, Adarico Negromonte também não foi localizado pela PF e será incluído no cadastro de foragidos. Ele é irmão do ex-ministro das Cidades no governo Dilma Rousseff Mário Negromonte (PP-BA). (com Agências)

Lobista Fernando Baiano
ligado ao PMDB é
considerado foragido

Mariana Franco Ramos
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
UA-102978914-2