Sema lança programa educativo no Dia do Rio
Fonte Viva vai envolver escolas e associações de moradores na recuperação das nascentes urbanas; lançamento ocorreu ontem no Vale do Rubi
Amostras coletadas passarão por exame para verificar qualidade da água
Comunidade do Vale do Rubi participa ativamente de ações de manutenção do espaço
Crianças fizeram plantio de mudas na nascente do Córrego do Rubi
Londrina – A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) aproveitou as comemorações do Dia do Rio, ontem, para lançar o Programa Fonte Viva, que visa promover a recuperação de nascentes urbanas e a melhoria da qualidade dos recursos hídricos de Londrina. A primeira ação ocorreu na nascente do Córrego do Rubi, na Jardim dos Bancários, na zona oeste.
Além dos técnicos da Sema, alunos da Escola Municipal Melvin Jones e membros da Associação de Moradores do Vale do Rubi fizeram o plantio de espécies nativas e coletaram amostras de água que serão encaminhadas para uma análise. A secretária do Ambiente, Maria Sílvia Cebuslki, informou que os profissionais da pasta detectaram a necessidade de ações práticas e educativas. "A preservação dos espaços começa pela conscientização", destacou.
Os alunos do 4º ano, Erik e Luiza, de 10 anos, plantaram três árvores juntos. Moradores do bairro, eles prometeram voltar para acompanhar o crescimento da muda. "É muito legal poder ajudar a preservar o meio ambiente", disse Luiza. Os exemplares de sangra d’água, aroeira, peroba e jequitibá e foram plantados em círculos, em torno da nascente.
Segundo a secretária, o projeto foi baseado em uma iniciativa da Secretaria de Agricultura. "Na zona rural, a Secretaria de Agricultura já conduz um projeto que está dando resultados. Agora, resolvemos aplicar algo parecido para preservar as nascentes urbanas", explicou. A escolha do Vale do Rubi para estrear o projeto se deu pela participação da comunidade. "Os moradores são bem atuantes. Esperamos que os moradores aproveitem bem o espaço."
O presidente da Associação dos Moradores do Vale do Rubi, o engenheiro agrônomo Leonardo Melco Sfeir, completou a fala da secretária, ressaltando que a ocupação dos espaços públicos pelos moradores evita a criminalidade. "Já tivemos muitas ocorrências de tráfico e pontos de consumo de drogas aqui no vale, mas o número tem caído à medida que as famílias fazem as caminhadas e as crianças jogam bola e andam de skate", expôs.
A supervisora da Escola Melvin Jones, Patrícia Luz Pereira de Mello, contou que as crianças estavam empolgadas em participar do projeto. "Os alunos sempre ficam motivados com atividades extraclasse. E o contato com a natureza é sempre um bom programa." Ela explicou para os alunos a importância de preservar os rios, para que quando eles forem adultos não passem falta de água, como já acontece hoje em algumas regiões do País.
De acordo com Sílvia, o programa Fonte Viva será desenvolvido a cada dois meses e envolverá escolas e comunidades na preservação do meio ambiente. Já as análises da água ocorrerão duas vezes ao ano. A próxima ação deverá ocorrer na zona leste. "A ideia é abranger toda a cidade e os distritos. São cerca de 80 escolas municipais que participarão conosco nas atividades."
O biólogo da Sema, Jorge Akira Oyama, disse que as ações educativas também serão estendidas às escolas.
Na avaliação do ambientalista João Batista de Souza, o João das Águas, o trabalho de conscientização é muito importante, porém, o trabalho deve começar antes das nascentes. "Quando se pensa nos rios, a primeira coisa a ser levada em conta deve ser o sistema de galerias pluviais", destacou. "Temos muito lixo correndo pelas galerias, é preciso fiscalizar com mais rigor os poluidores", cobrou.
Londrina possui sete bacias hidrográficas que desaguam no Rio Tibagi. As bacias do Ribeirão Jacutinga, Lindoia, Quati, Água das Pedras, Limoeiro, Cambé e Cafezal. Os serviços vão abranger as quatro unidades do Lago Igapó, e os lagos Norte, Cabrinha, Parque Arthur Thomas, Três Bocas, Piú e Salto Apucaraninha.
Além dos técnicos da Sema, alunos da Escola Municipal Melvin Jones e membros da Associação de Moradores do Vale do Rubi fizeram o plantio de espécies nativas e coletaram amostras de água que serão encaminhadas para uma análise. A secretária do Ambiente, Maria Sílvia Cebuslki, informou que os profissionais da pasta detectaram a necessidade de ações práticas e educativas. "A preservação dos espaços começa pela conscientização", destacou.
Os alunos do 4º ano, Erik e Luiza, de 10 anos, plantaram três árvores juntos. Moradores do bairro, eles prometeram voltar para acompanhar o crescimento da muda. "É muito legal poder ajudar a preservar o meio ambiente", disse Luiza. Os exemplares de sangra d’água, aroeira, peroba e jequitibá e foram plantados em círculos, em torno da nascente.
Segundo a secretária, o projeto foi baseado em uma iniciativa da Secretaria de Agricultura. "Na zona rural, a Secretaria de Agricultura já conduz um projeto que está dando resultados. Agora, resolvemos aplicar algo parecido para preservar as nascentes urbanas", explicou. A escolha do Vale do Rubi para estrear o projeto se deu pela participação da comunidade. "Os moradores são bem atuantes. Esperamos que os moradores aproveitem bem o espaço."
O presidente da Associação dos Moradores do Vale do Rubi, o engenheiro agrônomo Leonardo Melco Sfeir, completou a fala da secretária, ressaltando que a ocupação dos espaços públicos pelos moradores evita a criminalidade. "Já tivemos muitas ocorrências de tráfico e pontos de consumo de drogas aqui no vale, mas o número tem caído à medida que as famílias fazem as caminhadas e as crianças jogam bola e andam de skate", expôs.
A supervisora da Escola Melvin Jones, Patrícia Luz Pereira de Mello, contou que as crianças estavam empolgadas em participar do projeto. "Os alunos sempre ficam motivados com atividades extraclasse. E o contato com a natureza é sempre um bom programa." Ela explicou para os alunos a importância de preservar os rios, para que quando eles forem adultos não passem falta de água, como já acontece hoje em algumas regiões do País.
De acordo com Sílvia, o programa Fonte Viva será desenvolvido a cada dois meses e envolverá escolas e comunidades na preservação do meio ambiente. Já as análises da água ocorrerão duas vezes ao ano. A próxima ação deverá ocorrer na zona leste. "A ideia é abranger toda a cidade e os distritos. São cerca de 80 escolas municipais que participarão conosco nas atividades."
O biólogo da Sema, Jorge Akira Oyama, disse que as ações educativas também serão estendidas às escolas.
Na avaliação do ambientalista João Batista de Souza, o João das Águas, o trabalho de conscientização é muito importante, porém, o trabalho deve começar antes das nascentes. "Quando se pensa nos rios, a primeira coisa a ser levada em conta deve ser o sistema de galerias pluviais", destacou. "Temos muito lixo correndo pelas galerias, é preciso fiscalizar com mais rigor os poluidores", cobrou.
Londrina possui sete bacias hidrográficas que desaguam no Rio Tibagi. As bacias do Ribeirão Jacutinga, Lindoia, Quati, Água das Pedras, Limoeiro, Cambé e Cafezal. Os serviços vão abranger as quatro unidades do Lago Igapó, e os lagos Norte, Cabrinha, Parque Arthur Thomas, Três Bocas, Piú e Salto Apucaraninha.
Celso Felizardo
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

