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Frigorífico do peixe deve entrar em atividade em Cornélio Procópio

Associação de piscicultores promete iniciar funcionamento em 15 dias; Prefeitura ameaça cancelar comodato

Paulo Ribeiro/Câmera Repórter/Divulgação
Construído com investimento do governo federal e contrapartida do município, o frigorífico de peixes foi entregue em outubro de 2012
Celso Pacheco
Fred Alves em visita à redação da FOLHA: a associação não está cumprindo o combinado
 
Cornélio Procópio – O impasse para o funcionamento do Frigorífico do Peixe Itamar Alves de Alcântara, em Cornélio Procópio, parece estar perto de um desfecho. O local deve entrar em funcionamento em até 15 dias. É o que prometem os representantes da Associação de Piscicultores em Tanques Rede do Norte do Paraná (APTR). No mês passado, a prefeitura ameaçou romper o contrato de comodato com a associação caso as atividades do empreendimento não sejam iniciadas ainda neste ano. O anúncio foi feito pelo prefeito Fred Alves (PSC), durante reunião do Conselho Municipal de Agricultura, na qual o frigorífico foi assunto predominante. Construído com investimento do governo federal e contrapartida do município, o frigorífico foi entregue em outubro de 2012, mas permanece fechado desde então.

André Luciano Tostes, ex-presidente da ATPR, afirma que uma série de problemas impediu que as atividades do frigorífico fossem iniciadas anteriormente. "Um dos nossos principais problemas foi em relação à amônia, utilizada para fazer o resfriamento do local", explica. Conforme ele, após a instalação do sistema de refrigeração, percebeu-se que os canos usados para armazenar a amônia não estavam isolados e que havia vazamento. "Isso representa risco ambiental e para os funcionários, o frigorífico não começou a funcionar antes porque não posso colocar os trabalhadores em risco. Antes de contratar é preciso ter certeza de que a questão da amônia está controlada", justifica. Ele acrescenta que o vazamento do produto danificou alguns motores, que também precisaram ser substituídos.

De acordo com ele, o problema da amônia começou no ano de 2013, mas não foi o único empecilho encontrado pela associação. "Quando ligamos pela primeira vez todos os equipamentos deu uma pane elétrica que também precisou ser contornada", ressalta. Conforme ele, os funcionários que devem iniciar o trabalho no frigorífico já estão treinados. "O Selo de Inspeção Federal (SIF) já está liberado para a obra e as embalagens para comercialização dos filés de peixe já estão definidas. Não vamos começar a funcionar com 100% da capacidade, os trabalhos serão iniciados aos poucos e não temos interesse em manter o frigorífico parado", afirma.

Apesar de garantir que as atividades do frigorífico serão iniciadas em breve, a associação de piscicultores ainda tem um problema a ser resolvido. De acordo com o chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Cornélio Procópio, Devanil José Bonni, o frigorífico ainda não tem a Licença de Operação, necessária para iniciar o funcionamento. "Fizemos uma vistoria no local no dia 9 de agosto e no dia 15 de setembro emitimos um laudo comunicando que para liberar a Licença de Operação seria necessário instalar o Sistema de Tratamento de Efluentes", aponta. Conforme ele, a associação ainda não solicitou uma nova vistoria ao IAP. "Depois que o sistema for instalado e averiguado pelos técnicos, o tempo para emissão da licença é de uma semana mais ou menos", complementa.
Michelle Aligleri
Reportagem local-folha de londrina - 06/12.
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