Mulher passa mais de uma hora como refém
Funcionária de fábrica de joias é rendida por assaltante durante tentativa de assalto em Londrina; ação é frustrada por policiais, mas dois conseguem fugir
Vítima levou uma coronhada na testa e ficou o tempo todo sob a mira de um revólver calibre 32; outros cinco funcionários foram rendidos na ação
Londrina - A Polícia Militar frustrou, na manhã de ontem, uma tentativa de assalto com refém à uma fábrica de joias, localizada na Rodovia Mábio Palhano, ao lado do Shopping Center Catuaí, na zona sul de Londrina.
Pelo menos três bandidos teriam participado da ação, que começou um pouco depois das 7 horas. A empresa de segurança contratada pela fábrica percebeu que o assalto estava em andamento às 7h30, quando seis funcionários da empresa já estavam sob a mira dos bandidos. Segundo o supervisor da segurança da empresa, César Mapa, um dos seus agentes acionou a central via rádio, que ligou para a Polícia Militar. Os primeiros policiais chegaram ao local cinco minutos depois. Ao perceber a chegada das viaturas um dos bandidos, Johnatan Melo Silva, de 22 anos, tomou a funcionária Vanessa Stela Marinho como refém, e os demais assaltantes conseguiram fugir. Ela levou uma coronhada na testa e ficou o tempo todo sob a mira de um revólver calibre 32. Somente após cerca de 1h20 de negociação, Silva libertou a refém e se entregou.
O assalto assustou os funcionários de uma padaria que fica no mesmo imóvel. A atendente Sara Pinho relatou ter escutado os bandidos gritarem "Mão na cabeça! Mão na cabeça!" repetidamente. Ela destacou que nem mesmo os funcionários da padaria que trabalham no mesmo prédio sabiam da existência da fábrica de joias no local. Para se chegar ao andar da fábrica, os bandidos tiveram que passar por duas portas que normalmente ficam trancadas. Uma funcionária que não quis se identificar afirmou que ficou em dúvida sobre como os bandidos conseguiram entrar na área da fábrica.
O auxiliar de produção Cléber Brevis estava entre os funcionários rendidos quando a polícia chegou e conta que foi agredido por um dos ladrões. "Ele estava vestido de terno. Nos dava chutes e repetia o tempo todo que iríamos morrer. Quando a polícia chegou, o bandido perguntou para mim se havia mais alguma saída e indiquei os fundos, no escritório, mas lá não havia saída alguma. Tentei levar ele na conversa. Fiz isso para sair da mira do revólver dele. Quando os policiais chegaram, eles pediram para que eu me deitasse e quando surgiu uma oportunidade, sai correndo do prédio. Graças a Deus consegui."
A negociação entre os policiais e Silva para que ele se rendesse foi tensa. Segundo o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, major Hudson Leôncio Teixeira, ele exigiu que sua mãe estivesse presente e também cinegrafistas de várias emissoras. "Como as exigências dele não envolviam riscos para as demais pessoas, resolvemos atender para tentar acabar com essa situação", explicou. A Rodovia Mábio Palhano foi interditada no trecho entre a entrada do shopping e a rotatória na intersecção com a Avenida Rui Ferraz de Carvalho para não colocar em risco outras pessoas que estivessem passando pelo local.
Assim que Silva se rendeu e entregou a arma, sua mãe - que não concedeu entrevistas à imprensa - passou a dar broncas em seu filho. "Eu preciso bater nele. Não foi isso que ensinei ao meu filho", disse agoniada. O assaltante foi encaminhado ao 6 º Distrito Policial.
O cabo do Corpo de Bombeiros e socorrista do Siate, Argemiro Garcia, que prestou os primeiros socorros para a refém libertada, relatou que Vanessa estava com uma pequena hemorragia na testa em função da coronhada. Vanessa não quis dar entrevistas. "Eu não tenho cabeça para dar entrevistas agora", disse. Ela também foi encaminhada para o 6º Distrito Policial para prestar um depoimento sobre tudo o que aconteceu.
A polícia irá analisar as imagens da câmera de monitoramento do prédio que registrou o momento em que os assaltantes estacionaram em frente ao imóvel e adentraram ao estabelecimento. Uma das funcionárias da fábrica relatou ter visto que além dos dois homens que entraram no prédio, eles se comunicavam com uma terceira que estaria observando a ação do lado de fora.
O comandante Hudson Teixeira afirmou que sua equipe está à caça dos bandidos que conseguiram fugir. "Estamos com vários policiais efetuando as buscas dessas pessoas com o apoio inclusive do helicóptero do Grupamento Aeropolicial e Resgate (Graer)." O carro utilizado pelos bandidos, Peugeot 306 preto, com placas de Rio Claro (SP), abandonado no estacionamento do imóvel, foi apreendido pelos policiais. Uma das hipóteses aventadas é de que a dupla teria fugido em um ônibus.
O gerente da fábrica de joias, Paulo Campanelli, se mostrou aliviado com o fim da tentativa de assalto e declarou que queria apenas saber da integridade física de seus funcionários. "Só quero saber se todos estão bem", afirmou.
A empresa está no mercado de fabricação de joias desde 1996 e produz joias, alianças e anéis de formatura. Seus produtos são comercializadas em todo o território nacional.
Pelo menos três bandidos teriam participado da ação, que começou um pouco depois das 7 horas. A empresa de segurança contratada pela fábrica percebeu que o assalto estava em andamento às 7h30, quando seis funcionários da empresa já estavam sob a mira dos bandidos. Segundo o supervisor da segurança da empresa, César Mapa, um dos seus agentes acionou a central via rádio, que ligou para a Polícia Militar. Os primeiros policiais chegaram ao local cinco minutos depois. Ao perceber a chegada das viaturas um dos bandidos, Johnatan Melo Silva, de 22 anos, tomou a funcionária Vanessa Stela Marinho como refém, e os demais assaltantes conseguiram fugir. Ela levou uma coronhada na testa e ficou o tempo todo sob a mira de um revólver calibre 32. Somente após cerca de 1h20 de negociação, Silva libertou a refém e se entregou.
PÂNICO
O assalto assustou os funcionários de uma padaria que fica no mesmo imóvel. A atendente Sara Pinho relatou ter escutado os bandidos gritarem "Mão na cabeça! Mão na cabeça!" repetidamente. Ela destacou que nem mesmo os funcionários da padaria que trabalham no mesmo prédio sabiam da existência da fábrica de joias no local. Para se chegar ao andar da fábrica, os bandidos tiveram que passar por duas portas que normalmente ficam trancadas. Uma funcionária que não quis se identificar afirmou que ficou em dúvida sobre como os bandidos conseguiram entrar na área da fábrica.
O auxiliar de produção Cléber Brevis estava entre os funcionários rendidos quando a polícia chegou e conta que foi agredido por um dos ladrões. "Ele estava vestido de terno. Nos dava chutes e repetia o tempo todo que iríamos morrer. Quando a polícia chegou, o bandido perguntou para mim se havia mais alguma saída e indiquei os fundos, no escritório, mas lá não havia saída alguma. Tentei levar ele na conversa. Fiz isso para sair da mira do revólver dele. Quando os policiais chegaram, eles pediram para que eu me deitasse e quando surgiu uma oportunidade, sai correndo do prédio. Graças a Deus consegui."
NEGOCIAÇÃO
A negociação entre os policiais e Silva para que ele se rendesse foi tensa. Segundo o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, major Hudson Leôncio Teixeira, ele exigiu que sua mãe estivesse presente e também cinegrafistas de várias emissoras. "Como as exigências dele não envolviam riscos para as demais pessoas, resolvemos atender para tentar acabar com essa situação", explicou. A Rodovia Mábio Palhano foi interditada no trecho entre a entrada do shopping e a rotatória na intersecção com a Avenida Rui Ferraz de Carvalho para não colocar em risco outras pessoas que estivessem passando pelo local.
RENDIÇÃO
Assim que Silva se rendeu e entregou a arma, sua mãe - que não concedeu entrevistas à imprensa - passou a dar broncas em seu filho. "Eu preciso bater nele. Não foi isso que ensinei ao meu filho", disse agoniada. O assaltante foi encaminhado ao 6 º Distrito Policial.
O cabo do Corpo de Bombeiros e socorrista do Siate, Argemiro Garcia, que prestou os primeiros socorros para a refém libertada, relatou que Vanessa estava com uma pequena hemorragia na testa em função da coronhada. Vanessa não quis dar entrevistas. "Eu não tenho cabeça para dar entrevistas agora", disse. Ela também foi encaminhada para o 6º Distrito Policial para prestar um depoimento sobre tudo o que aconteceu.
IMAGENS
A polícia irá analisar as imagens da câmera de monitoramento do prédio que registrou o momento em que os assaltantes estacionaram em frente ao imóvel e adentraram ao estabelecimento. Uma das funcionárias da fábrica relatou ter visto que além dos dois homens que entraram no prédio, eles se comunicavam com uma terceira que estaria observando a ação do lado de fora.
O comandante Hudson Teixeira afirmou que sua equipe está à caça dos bandidos que conseguiram fugir. "Estamos com vários policiais efetuando as buscas dessas pessoas com o apoio inclusive do helicóptero do Grupamento Aeropolicial e Resgate (Graer)." O carro utilizado pelos bandidos, Peugeot 306 preto, com placas de Rio Claro (SP), abandonado no estacionamento do imóvel, foi apreendido pelos policiais. Uma das hipóteses aventadas é de que a dupla teria fugido em um ônibus.
O gerente da fábrica de joias, Paulo Campanelli, se mostrou aliviado com o fim da tentativa de assalto e declarou que queria apenas saber da integridade física de seus funcionários. "Só quero saber se todos estão bem", afirmou.
A empresa está no mercado de fabricação de joias desde 1996 e produz joias, alianças e anéis de formatura. Seus produtos são comercializadas em todo o território nacional.


