Produtor pode ter desconto na conta de luz
Copel passa a pagar por medidor que registra horário do consumo na irrigação e garante até 70% de desconto para uso noturno
O produtor Albino Agostinho Neto diz que o dinheiro que economiza com o PIN é investido em adubo, esterco e melhorias na propriedade
O produtor rural que trabalha com irrigação ou aquicultura passou a ter a partir deste mês a chance de aderir gratuitamente ao Programa Irrigação Noturna (PIN), da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que reduz em até 70% as tarifas de energia elétrica para consumo entre 21h30 e 6 horas. Até janeiro, o agricultor precisava pagar até R$ 1,4 mil pelo medidor que registra os horários de uso de eletricidade, mas, por determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as companhias passaram a ser obrigadas a ceder todo o equipamento.
O programa foi instituído ainda em 2004 pelo governo do Estado. Para o agricultor, a adesão permite reduzir custos e elevar a produção, a geração de emprego e a própria renda, o que garante melhora a qualidade de vida. Para a companhia, o deslocamento do consumo para horários de menor demanda otimiza o uso de distribuição de eletricidade, diz o gerente do Departamento de Procedimentos Comerciais da Copel, Breno Cezar Souza Castro.
Ele conta que o valor pago pelo medidor com disjuntor de até 100 amperes era de R$ 278,15 e com disjuntor acima de 100 amperes, de R$ 1.428,58. São os mesmos valores que a Copel passará a custear.
Somente em dois anos, houve alta de 33% no número de agricultores paranaenses que fazem parte do PIN, ou 3 mil em 2012 e 4 mil no ano passado. "Com a isenção do custo do medidor, acreditamos que a procura aumente, principalmente para os pequenos produtores que já possuem o sistema de irrigação instalado, uma vez que poderão receber o benefício sem custos adicionais", diz Castro.
São duas faixas de desconto, de 60% para o consumidor de baixa tensão, que normalmente são os pequenos e médios produtores, e de 70% para os de alta tensão. Ainda, agricultores atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) podem ter mais vantagens na adesão à tarifa, como melhores condições no custeio da extensão de rede necessária para efetuar a ligação de energia.
O produtor Albino Agostinho Neto, do Sítio São Domingos, aderiu ao PIN em janeiro de 2014 para começar a plantação de café. Nos 3 alqueires que possui na região de Cambé, ele cultivou 30 mil pés e gastou R$ 60 mil com o sistema de irrigação, dos quais R$ 300 com o relógio que registra o horário do consumo de energia. Ele estima que, se pagasse a tarifa cheia, gastaria de R$ 100 a R$ 150 mensais. "Pago de R$ 40 a R$ 60 por mês na conta e o dinheiro que sobra, invisto em adubo, esterco e faço melhorias na propriedade", diz.
Agostinho Neto considera que outra vantagem é que a irrigação fez com que os pés de café se desenvolvessem mais rapidamente. "Fiz tudo aqui por conta, mas quem tiver condição de entrar com desconto do medidor ou um bom financiamento, pode fazer porque o retorno é muito bom", completa.
O produtor Márcio Cazzali Maranhão, do Sítio Santa Tereza, na zona Sul de Londrina, também aderiu há um ano. Ele somente começou a usar a irrigação em 6,5 alqueires, onde planta banana e palmito pupunha, com o PIN e gastou R$ 150 mil no total.
A tarifa média da irrigação na propriedade é de 1,5 mil kWh, valor que ultrapassaria R$ 600 mensais. Porém, paga em torno de R$ 250. "O dinheiro que sobrou, invisto em adubação e a minha produção quase dobrou em um ano", conta.
Horário de verão
O desconto na tarifa relativa ao consumo de energia elétrica é para o horário das 21h30 às 6 horas do dia seguinte, mas, durante o horário de verão, não ocorre ajuste no medidor. Por isso, o período passa a ser o das 22h30 às 7 horas. O programa estende o benefício a fins de semana e feriados.
O programa foi instituído ainda em 2004 pelo governo do Estado. Para o agricultor, a adesão permite reduzir custos e elevar a produção, a geração de emprego e a própria renda, o que garante melhora a qualidade de vida. Para a companhia, o deslocamento do consumo para horários de menor demanda otimiza o uso de distribuição de eletricidade, diz o gerente do Departamento de Procedimentos Comerciais da Copel, Breno Cezar Souza Castro.
Ele conta que o valor pago pelo medidor com disjuntor de até 100 amperes era de R$ 278,15 e com disjuntor acima de 100 amperes, de R$ 1.428,58. São os mesmos valores que a Copel passará a custear.
Somente em dois anos, houve alta de 33% no número de agricultores paranaenses que fazem parte do PIN, ou 3 mil em 2012 e 4 mil no ano passado. "Com a isenção do custo do medidor, acreditamos que a procura aumente, principalmente para os pequenos produtores que já possuem o sistema de irrigação instalado, uma vez que poderão receber o benefício sem custos adicionais", diz Castro.
São duas faixas de desconto, de 60% para o consumidor de baixa tensão, que normalmente são os pequenos e médios produtores, e de 70% para os de alta tensão. Ainda, agricultores atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) podem ter mais vantagens na adesão à tarifa, como melhores condições no custeio da extensão de rede necessária para efetuar a ligação de energia.
O produtor Albino Agostinho Neto, do Sítio São Domingos, aderiu ao PIN em janeiro de 2014 para começar a plantação de café. Nos 3 alqueires que possui na região de Cambé, ele cultivou 30 mil pés e gastou R$ 60 mil com o sistema de irrigação, dos quais R$ 300 com o relógio que registra o horário do consumo de energia. Ele estima que, se pagasse a tarifa cheia, gastaria de R$ 100 a R$ 150 mensais. "Pago de R$ 40 a R$ 60 por mês na conta e o dinheiro que sobra, invisto em adubo, esterco e faço melhorias na propriedade", diz.
Agostinho Neto considera que outra vantagem é que a irrigação fez com que os pés de café se desenvolvessem mais rapidamente. "Fiz tudo aqui por conta, mas quem tiver condição de entrar com desconto do medidor ou um bom financiamento, pode fazer porque o retorno é muito bom", completa.
O produtor Márcio Cazzali Maranhão, do Sítio Santa Tereza, na zona Sul de Londrina, também aderiu há um ano. Ele somente começou a usar a irrigação em 6,5 alqueires, onde planta banana e palmito pupunha, com o PIN e gastou R$ 150 mil no total.
A tarifa média da irrigação na propriedade é de 1,5 mil kWh, valor que ultrapassaria R$ 600 mensais. Porém, paga em torno de R$ 250. "O dinheiro que sobrou, invisto em adubação e a minha produção quase dobrou em um ano", conta.
Horário de verão
O desconto na tarifa relativa ao consumo de energia elétrica é para o horário das 21h30 às 6 horas do dia seguinte, mas, durante o horário de verão, não ocorre ajuste no medidor. Por isso, o período passa a ser o das 22h30 às 7 horas. O programa estende o benefício a fins de semana e feriados.
Fábio Galiotto
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

