Professores da UEL fazem paralisação na segunda-feira
Entidades que representam docentes e servidores das universidades estaduais discutem a possibilidade de uma greve geral no Paraná
Votação de professores ontem em Londrina: categoria quer pagamento do 1/3 de férias e retirada de pacote de medidas anunciado pelo governo esta semana
Londrina – A insatisfação de professores e funcionários das universidades estaduais do Paraná fez com que uma série de assembleias fosse agendada para a discussão de uma greve geral em todo o Estado. Ontem, docentes da Universidade Estadual de Londrina aprovaram 24 horas de paralisação, que será realizada na próxima segunda-feira.
De acordo com o vice-presidente do Sindiprol/Aduel, Nilson Magagnin Filho, entre as reivindicações da categoria estão o pagamento de 1/3 de férias e a retirada de pauta na Assembleia Legislativa do pacote de medidas anunciadas nesta semana pelo Governo do Estado. "Também queremos que a proposta que limita a autonomia das universidades estaduais seja discutida de forma democrática", reforçou.
Os representantes das universidades argumentam que a aprovação dos projetos limita a autonomia das instituições com a inclusão das folhas de pagamento na base de dados de todos os servidores públicos do Paraná. A proposta de alteração no regime previdenciário dos servidores também gerou descontentamento com a limitação do teto de contribuição e de benefícios para os novos servidores em R$ 4.663,75. Outro ponto crítico apontado pelos funcionários do Estado é a extinção de pagamentos de gratificações por tempo de serviço.
Na UEL, a volta às aulas está programada para o dia 19 de fevereiro. No entanto, durante a paralisação marcada para segunda-feira, os professores irão discutir a possibilidade de iniciar uma greve por tempo indeterminado. Ao todo, 1,7 mil docentes atuam na universidade.
Os demais funcionários da UEL se reunirão hoje no campus e no Hospital Universitário para discutir o indicativo de greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira. O presidente da Assuel Sindicato, Marcelo Alves Seabra, informou que a categoria já aprovou a realização de uma manifestação também na próxima segunda-feira. "Os detalhes serão discutidos nas assembleias, mas a ideia é se unir aos professores, fazer panfletagem no campus e uma passeata até o Centro da cidade", destacou Seabra. O sindicato representa, aproximadamente, 3,6 mil servidores.
O sindicato que representa os professores da Universidade Estadual de Maringá (Sesduem) realizou assembleia na tarde de ontem. Segundo a presidente do sindicato, Sandra Ferrari, o dia 23 de fevereiro será decisivo. "Antes a gente lutava para ter algum direito. Hoje vamos lutar para mantê-los. O governo está tirando o que é nosso. A gente vai começar a trabalhar para pagar as dívidas de um estado que não foi gerido com competência", declarou Sandra. Até a próxima assembleia, serão promovidas reuniões nos departamentos da UEM e a articulação com outros representantes de associações do Paraná.
Os docentes da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) estão com o indicativo de greve aprovado desde dezembro do ano passado. O primeiro secretário da Adunicentro, Denny Willian da Silva, informou que os cortes no orçamento anual da universidade na ordem de 40% inviabilizaram diversos projetos da instituição.
"Contas de água e luz deixaram de ser pagas; reparos na fiação elétrica não foram feitos, o que inviabilizou a instalação de equipamentos nos laboratórios, por exemplo. As obras no prédio com novas salas de aulas foram interrompidas. Estavam faltando a cobertura, o reboque, a fiação e o piso", contou Silva. Na Unicentro, as aulas também serão retomadas no dia 19 de fevereiro.
Os representantes dos sindicatos informaram que pretendem se organizar para a realização de uma greve geral. A assessoria da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) disse apenas que aguarda um comunicado oficial sobre as manifestações. A assessoria informou ainda que não há previsão para efetuar os pagamentos aos servidores e que a Seti está aberta ao diálogo com os reitores das universidades para minimizar os impactos do baixo orçamento.
De acordo com o vice-presidente do Sindiprol/Aduel, Nilson Magagnin Filho, entre as reivindicações da categoria estão o pagamento de 1/3 de férias e a retirada de pauta na Assembleia Legislativa do pacote de medidas anunciadas nesta semana pelo Governo do Estado. "Também queremos que a proposta que limita a autonomia das universidades estaduais seja discutida de forma democrática", reforçou.
Os representantes das universidades argumentam que a aprovação dos projetos limita a autonomia das instituições com a inclusão das folhas de pagamento na base de dados de todos os servidores públicos do Paraná. A proposta de alteração no regime previdenciário dos servidores também gerou descontentamento com a limitação do teto de contribuição e de benefícios para os novos servidores em R$ 4.663,75. Outro ponto crítico apontado pelos funcionários do Estado é a extinção de pagamentos de gratificações por tempo de serviço.
Na UEL, a volta às aulas está programada para o dia 19 de fevereiro. No entanto, durante a paralisação marcada para segunda-feira, os professores irão discutir a possibilidade de iniciar uma greve por tempo indeterminado. Ao todo, 1,7 mil docentes atuam na universidade.
Os demais funcionários da UEL se reunirão hoje no campus e no Hospital Universitário para discutir o indicativo de greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira. O presidente da Assuel Sindicato, Marcelo Alves Seabra, informou que a categoria já aprovou a realização de uma manifestação também na próxima segunda-feira. "Os detalhes serão discutidos nas assembleias, mas a ideia é se unir aos professores, fazer panfletagem no campus e uma passeata até o Centro da cidade", destacou Seabra. O sindicato representa, aproximadamente, 3,6 mil servidores.
O sindicato que representa os professores da Universidade Estadual de Maringá (Sesduem) realizou assembleia na tarde de ontem. Segundo a presidente do sindicato, Sandra Ferrari, o dia 23 de fevereiro será decisivo. "Antes a gente lutava para ter algum direito. Hoje vamos lutar para mantê-los. O governo está tirando o que é nosso. A gente vai começar a trabalhar para pagar as dívidas de um estado que não foi gerido com competência", declarou Sandra. Até a próxima assembleia, serão promovidas reuniões nos departamentos da UEM e a articulação com outros representantes de associações do Paraná.
Os docentes da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) estão com o indicativo de greve aprovado desde dezembro do ano passado. O primeiro secretário da Adunicentro, Denny Willian da Silva, informou que os cortes no orçamento anual da universidade na ordem de 40% inviabilizaram diversos projetos da instituição.
"Contas de água e luz deixaram de ser pagas; reparos na fiação elétrica não foram feitos, o que inviabilizou a instalação de equipamentos nos laboratórios, por exemplo. As obras no prédio com novas salas de aulas foram interrompidas. Estavam faltando a cobertura, o reboque, a fiação e o piso", contou Silva. Na Unicentro, as aulas também serão retomadas no dia 19 de fevereiro.
Os representantes dos sindicatos informaram que pretendem se organizar para a realização de uma greve geral. A assessoria da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) disse apenas que aguarda um comunicado oficial sobre as manifestações. A assessoria informou ainda que não há previsão para efetuar os pagamentos aos servidores e que a Seti está aberta ao diálogo com os reitores das universidades para minimizar os impactos do baixo orçamento.
Viviani Costa
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

