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Governo adia envio de projeto que reajusta servidores em 5%

Segundo a Casa Civil, proposta que seria encaminhada ontem à Assembleia foi adiada para análise sobre o impacto financeiro do aumento ao funcionalismo estadual

Pedro de Oliveira/Alep
"Temos que entender que o Estado está numa situação financeira extremamente complicada", diz o deputado Pedro Lupion (DEM), da base aliada, ao defender reajuste menor que a inflação
Curitiba – Depois de anunciar o fim das negociações com os servidores e, às vésperas de um novo protesto marcado para hoje na capital, o governo resolveu ontem adiar o envio do projeto que determina o reajuste de 5% para o funcionalismo estadual para a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. A explicação, segundo a Casa Civil, é de que estão sendo concluídos estudos sobre o impacto financeiro da proposta no caixa estadual e, por isso, o texto não foi encaminhado para a discussão dos parlamentares.

O projeto prevê que o valor do reajuste abaixo da inflação (estimada em 8,17%) seria pago em duas parcelas em datas ainda não definidas. A proposta não agrada a categoria, e inclusive alguns parlamentares aliados defendem o pagamento da data-base, entretanto, o texto não deve enfrentar resistência na Casa. Para tanto, foi marcada uma reunião hoje cedo, no gabinete da liderança do governo, com os deputados da base para discutir o reajuste e garantir a aprovação do reajuste proposto pelo Executivo.

"Ninguém aqui tem interesse em prejudicar qualquer servidor. Temos que entender apenas que o Estado está numa situação financeira extremamente complicada, existe a possibilidade da gente não dar os 8% e, não havendo esta necessidade, temos que chegar num número para que possamos conversar com os servidores para que a greve não se estenda", disse Pedro Lupion (DEM), deputado da base aliada.

Para o deputado da oposição, Professor Lemos (PT), é necessário que o governo reabra as negociações com a categoria. "Os servidores têm o direito de receber a inflação e o governo precisa apresentar uma proposta que, no mínimo, reponha as perdas. O Executivo tem condições de atender o pleito da categoria neste momento depois de aprovar o pacote de ajuste fiscal, por exemplo", afirmou.

Segundo o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, que acompanhou a sessão de ontem, a categoria espera que o projeto a ser encaminhado à AL contenha, no mínimo, o índice de inflação dos últimos 12 meses (8,17%). "É o que a categoria espera. Além disso, não fomos nós, os servidores, que rompemos com a mesa de negociação, foi o governo", destacou.
Rubens Chueire Jr.
Reportagem Local-folha de londrina
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