IML de Jacarezinho está sem médico-legista
Três dos quatro profissionais que atendiam na unidade pediram exoneração e o que permaneceu está afastado por problemas de saúde
Sem legistas, IML de Jacarezinho é forçado a encaminhar corpos para Londrina
Jacarezinho - É crítica a situação no Instituto Médico-Legal (IML) de Jacarezinho. Três dos quatro médicos-legistas que trabalhavam no órgão pediram exoneração, e o único profissional em atividade está afastado para tratamento de saúde. O problema teve início na primeira semana de abril e deve continuar por pelo menos mais um mês, quando segundo a direção da unidade será realizado um processo seletivo simplificado para a contratação imediata de quatro profissionais. Enquanto isso, os corpos encaminhados a unidade em Jacarezinho estão tendo que ser levados a Londrina para o exame de necropsia. Já nos casos de exames de corpo de delito, as vítimas estão sendo obrigadas a aguardarem pelo retorno do profissional licenciado para obterem o atestado médico.
A situação está causando transtornos, principalmente às pessoas que perdem seus entes de forma trágica. Na semana passada, um acidente na BR-153 tirou a vida de um professor da rede municipal de Jacarezinho. Paulo Augusto Tavares, 56 anos, chegou a ser socorrido com vida, mas morreu antes mesmo se dar entrada no Pronto Socorro Municipal. Seu corpo foi encaminhado ao IML da cidade, mas precisou ser levado à unidade de Londrina para o exame de necropsia. O corpo do professor só chegou a Jacarezinho 15 horas após o acidente. A demora na liberação revoltou familiares da vítima, que pretendem levar o caso ao Ministério Público Estadual.
Procurado pela FOLHA, o responsável pela administração do IML em Jacarezinho, o auxiliar de perícia Rafael Brito de Oliveira, disse que o problema só será resolvido em julho. " Estamos apenas com um médico-legista, o doutor Jorge Yasbick, que também está afastado por problemas de saúde, mas deve retomar os trabalhos no início de junho, o que deve amenizar a situação".
Quanto à demora na liberação dos corpos, Oliveira destacou que o IML de Jacarezinho passou a enviar um auxiliar de necropsia à Londrina para dar agilidade ao trabalho. "Com a falta de profissionais já tivemos casos em que a liberação do corpo levou quase 24 horas para ocorrer. Infelizmente não nos resta alternativa a não ser aguardar o PSS (processo seletivo simplificado) que ocorrerá em julho para a contratação de novos médicos-legistas", lamentou.
A situação está causando transtornos, principalmente às pessoas que perdem seus entes de forma trágica. Na semana passada, um acidente na BR-153 tirou a vida de um professor da rede municipal de Jacarezinho. Paulo Augusto Tavares, 56 anos, chegou a ser socorrido com vida, mas morreu antes mesmo se dar entrada no Pronto Socorro Municipal. Seu corpo foi encaminhado ao IML da cidade, mas precisou ser levado à unidade de Londrina para o exame de necropsia. O corpo do professor só chegou a Jacarezinho 15 horas após o acidente. A demora na liberação revoltou familiares da vítima, que pretendem levar o caso ao Ministério Público Estadual.
Procurado pela FOLHA, o responsável pela administração do IML em Jacarezinho, o auxiliar de perícia Rafael Brito de Oliveira, disse que o problema só será resolvido em julho. " Estamos apenas com um médico-legista, o doutor Jorge Yasbick, que também está afastado por problemas de saúde, mas deve retomar os trabalhos no início de junho, o que deve amenizar a situação".
Quanto à demora na liberação dos corpos, Oliveira destacou que o IML de Jacarezinho passou a enviar um auxiliar de necropsia à Londrina para dar agilidade ao trabalho. "Com a falta de profissionais já tivemos casos em que a liberação do corpo levou quase 24 horas para ocorrer. Infelizmente não nos resta alternativa a não ser aguardar o PSS (processo seletivo simplificado) que ocorrerá em julho para a contratação de novos médicos-legistas", lamentou.
Luiz Guilherme Bannwart
Especial para a FOLHA DE LONDRINA
Especial para a FOLHA DE LONDRINA

