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JOAQUIM TÁVORA - Justiça e criminalidade

Delegado faz palestras para orientar crianças e adolescentes sobre o ECA e as responsabilidades criminais

Divulgação
A palestra tem como objetivo esclarecer o que é, e como funciona o ECA, além de explicar crimes como injúria, bullying e danos ao patrimônio público
Joaquim Távora - Uma iniciativa do delegado Rubens José Perez, titular da 35ª Delegacia Regional de Polícia, em Joaquim Távora, tem contribuído na educação de crianças e adolescentes do município que estão tendo a oportunidade de conhecer como funciona a Justiça quando o assunto é criminalidade. São palestras realizadas nas unidades educacionais da Comarca, com o apoio de Marlon Magalhães, que cumpre pena pelo crime de tráfico de drogas. Ele pediu ao delegado Rubens para participar dos eventos e testemunhar sua história de vida.

O tema e o exemplo do presidiário já foi apresentado a alunos de três escolas do município. A última delas, ocorreu na Escola Estadual Assad Kalil Richa, no distrito de São Roque do Pinhal. Os alunos ouviram atentamente as orientações e fizeram várias perguntas ao detento e ao delegado.

"É muito gratificante poder contribuir na formação destas crianças e adolescentes mostrando a elas os valores e responsabilidades que já carregam desde cedo", comemora o Rubens Perez. A palestra, como explica, visa esclarecer o que é e como funciona o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), explicar sobre as responsabilidades criminais, como injúria, bullying e danos ao patrimônio público. "Orientamos sobre o que é o ato infracional, como são aplicadas as medidas socioeducativas e principalmente sobre a iniciação no tráfico de drogas. Tópicos extremamente importantes para a formação dos cidadãos. Além de toda explanação, os alunos também tem a oportunidade de ouvir o testemunho de um preso condenado pelo crime de tráfico de drogas", ressalta o delegado.

Condenado a um ano e oito meses de prisão, Marlon Magalhães alerta aos alunos que o crime não compensa, além de revelar como é sua vida na cadeia. "Fui preso e condenado por tráfico de drogas e me arrependo muito de ter entrado nessa vida. Por mais que eu diga a verdade poucas pessoas acreditam, e não me resta outra coisa a não ser pagar pelo crime que cometi. Dentro da cadeia é terrível. Aquele lugar não recupera ninguém. O que realmente nos recupera é a nossa mente, por isso é que devemos pensar bastante antes de entrar no mundo do crime para depois não se arrepender. Confesso que consegui avaliar o erro que cometi e estou pronto para retomar a vida em sociedade, mas a maioria das pessoas que cumprem pena deixa cadeia pior do que entraram", afirma.

O projeto do delegado Rubens Perez está sendo bastante elogiado na rede municipal de ensino, que pretende continuar promovendo as palestras. Há 12 anos ele está à frente da Polícia Civil de Joaquim Távora e já realizou outros eventos informativos para a população da cidade, além de Quatiguá e Guapirama, que integram a Comarca. Outro trabalho de destaque realizado pelo delegado foi junto a alunos especiais das Apaes, alertando-os sobre os crimes sexuais, que segundo Perez, essa população é vítima com certa frequência.
Luiz Guilherme Bannwart
Especial para a FOLHA DE LONDRINA
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