`Revolta´ de aliados sobre reajuste de servidores pressiona o governo
Maior bancada da AL, PSC rejeita projeto de Beto Richa que propõe aumento do funcionalismo abaixo da inflação e defende índice de 8,17%
Protesto de servidores ontem obrigou o presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), a encerrar a sessão mais cedo
Curitiba – O desgaste que o governo vem sofrendo desde o final do ano passado chegou à Assembleia Legislativa (AL) e, ao que parece, o Executivo vai precisar recuar em relação ao reajuste de 5% proposto ao funcionalismo estadual ou reabrir as negociações com os servidores, caso não queira sofrer uma derrota no plenário da Casa. Parte dos deputados da base aliada que vinha votando a favor dos últimos projetos do Palácio Iguaçu, deixou claro na sessão de ontem que não há como aprovar o índice e que, inclusive, defendem a data-base para a categoria, ou seja, os 8,17%.
A "revolta" de parte da base, em especial da bancada do PSC (a maior da AL), que possui 12 cadeiras na Casa, dá indícios de que o texto do governo, da maneira como está colocado atualmente, não será aprovado. Além disso, pelo menos um dos parlamentares do próprio PSDB também se posicionou contrário ao reajuste apresentado até agora.
"Nossa bancada manifesta a intenção unânime de que o governo reponha a data-base. A bancada deseja 8,17% e está no limite de sua atuação política que é levar até o governo o nosso pedido para que realmente o governador faça um esforço", disse o líder do PSC na AL, Hussein Bakri.
O deputado ainda ressaltou que é importante que se chegue no índice pedido pela categoria para que o Estado "possa viver a paz". "É o que nós queremos neste momento. Não dá para negar que estamos vivendo três meses difíceis aqui, nós de primeiro mandato estamos numa situação complicada. A paz que o governo precisa neste momento é boa para os servidores e para os pais e alunos também. Ninguém mais aguenta esta situação, a grande verdade é essa", desabafou Bakri.
A posição contrária ao desejo do governo também foi manifestada pelo tucano Mauro Moraes (PSDB). Ele não falou com a imprensa na Assembleia, entretanto, em sua página do facebook o parlamentar afirmou que rejeita qualquer proposta inferior à inflação. "É indiscutível a necessidade de reposição salarial baseada nas perdas decorrentes da inflação. Os preços aumentaram e o salário dos servidores deve acompanhar este percentual de inflação. Rejeitamos qualquer proposta de reposição inferior ao IPCA", destacou.
Questionado sobre a "rebelião" dos aliados, o líder do governo Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), disse que cada parlamentar vota de acordo com seu livre arbítrio. "Temos que respeitar as decisões de bancadas, dos parlamentares. E é com este sentimento que penso que temos que construir soluções negociadas para poder garantir a data-base aos servidores e, ao mesmo tempo, reconhecer as dificuldades financeiras que o ano de 2015 está impondo ao Tesouro do Estado", afirmou.
Ainda não se sabe quando o projeto será encaminhado para a Assembleia Legislativa, mas na tarde de ontem, servidores que acompanhavam a sessão protestaram diversas vezes contra a proposta do governo, em especial após o discurso de Elio Rush (DEM) vice-líder do governo. Com gritos de "Fora Richa" e vaias constantes, o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB) decidiu encerrar a sessão antes mesmo de entrar na discussão da Ordem do Dia, por "não ter condições de deliberar".
EMENDAS
Além da insatisfação sobre a data-base que começa a tomar conta da Casa, também cresce a tendência de apresentação de emendas assim que o texto for encaminhado para análise dos deputados. "O mínimo que o governo tem que fazer é reabrir as negociações, ainda mais depois de tudo o que aconteceu. Caso venha da forma que está temos que aprovar uma emenda sim, aumentando em 8,17% o reajuste. Temos todas as condições de fazer isso", destacou Péricles de Mello (PT).
CPI
O líder do governo na Casa, que ainda não tinha se manifestado sobre a possibilidade de instauração da CPI da Receita Estadual, disse ontem que a investigação que envolve o órgão está sob o encargo do Gaeco, que é o melhor órgão para poder fazer a apuração, com o apoio do Judiciário. "Não vou dizer que a CPI é desnecessária, mas se tiver a maioria de assinaturas ou atingir o número mínimo de parlamentares, obviamente que a CPI será instalada. É uma coisa bem simples, é só coletar as assinaturas", ressaltou Romanelli.
A "revolta" de parte da base, em especial da bancada do PSC (a maior da AL), que possui 12 cadeiras na Casa, dá indícios de que o texto do governo, da maneira como está colocado atualmente, não será aprovado. Além disso, pelo menos um dos parlamentares do próprio PSDB também se posicionou contrário ao reajuste apresentado até agora.
"Nossa bancada manifesta a intenção unânime de que o governo reponha a data-base. A bancada deseja 8,17% e está no limite de sua atuação política que é levar até o governo o nosso pedido para que realmente o governador faça um esforço", disse o líder do PSC na AL, Hussein Bakri.
O deputado ainda ressaltou que é importante que se chegue no índice pedido pela categoria para que o Estado "possa viver a paz". "É o que nós queremos neste momento. Não dá para negar que estamos vivendo três meses difíceis aqui, nós de primeiro mandato estamos numa situação complicada. A paz que o governo precisa neste momento é boa para os servidores e para os pais e alunos também. Ninguém mais aguenta esta situação, a grande verdade é essa", desabafou Bakri.
A posição contrária ao desejo do governo também foi manifestada pelo tucano Mauro Moraes (PSDB). Ele não falou com a imprensa na Assembleia, entretanto, em sua página do facebook o parlamentar afirmou que rejeita qualquer proposta inferior à inflação. "É indiscutível a necessidade de reposição salarial baseada nas perdas decorrentes da inflação. Os preços aumentaram e o salário dos servidores deve acompanhar este percentual de inflação. Rejeitamos qualquer proposta de reposição inferior ao IPCA", destacou.
Questionado sobre a "rebelião" dos aliados, o líder do governo Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), disse que cada parlamentar vota de acordo com seu livre arbítrio. "Temos que respeitar as decisões de bancadas, dos parlamentares. E é com este sentimento que penso que temos que construir soluções negociadas para poder garantir a data-base aos servidores e, ao mesmo tempo, reconhecer as dificuldades financeiras que o ano de 2015 está impondo ao Tesouro do Estado", afirmou.
Ainda não se sabe quando o projeto será encaminhado para a Assembleia Legislativa, mas na tarde de ontem, servidores que acompanhavam a sessão protestaram diversas vezes contra a proposta do governo, em especial após o discurso de Elio Rush (DEM) vice-líder do governo. Com gritos de "Fora Richa" e vaias constantes, o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB) decidiu encerrar a sessão antes mesmo de entrar na discussão da Ordem do Dia, por "não ter condições de deliberar".
EMENDAS
Além da insatisfação sobre a data-base que começa a tomar conta da Casa, também cresce a tendência de apresentação de emendas assim que o texto for encaminhado para análise dos deputados. "O mínimo que o governo tem que fazer é reabrir as negociações, ainda mais depois de tudo o que aconteceu. Caso venha da forma que está temos que aprovar uma emenda sim, aumentando em 8,17% o reajuste. Temos todas as condições de fazer isso", destacou Péricles de Mello (PT).
CPI
O líder do governo na Casa, que ainda não tinha se manifestado sobre a possibilidade de instauração da CPI da Receita Estadual, disse ontem que a investigação que envolve o órgão está sob o encargo do Gaeco, que é o melhor órgão para poder fazer a apuração, com o apoio do Judiciário. "Não vou dizer que a CPI é desnecessária, mas se tiver a maioria de assinaturas ou atingir o número mínimo de parlamentares, obviamente que a CPI será instalada. É uma coisa bem simples, é só coletar as assinaturas", ressaltou Romanelli.
Rubens Chueire Jr.
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

