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Rio das Cinzas vai reforçar abastecimento em SAP

Avaliado em R$ 12 milhões, novo projeto deve garantir água tratada por pelo menos 20 anos aos platinenses

Antônio de Picolli/Divulgação
Atualmente, técnicos da Sanepar estão analisando as águas do Rio das Cinzas no ponto onde será construído o sistema de captação
Santo Antônio da Platina - A captação de água na bacia do Rio das Cinzas pode garantir o fornecimento de água por pelo menos mais duas décadas à população de Santo Antônio da Platina. Está é a estimativa da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que já iniciou a implantação de um grande projeto para o serviço e a construção de uma nova estação de tratamento na cidade. Avaliada em R$ 12 milhões, as obras devem ser concluídas no prazo de cinco anos, conforme prevê a diretoria regional da Sanepar. Atualmente, técnicos da companhia estão analisando as águas do Rio das Cinzas no ponto onde será construído o sistema de captação.

De acordo com o gerente regional, Luiz Alberto Carlos Serato, o abastecimento atual funciona de forma mista e não há risco de falta de água no município. No entanto, em decorrência aos problemas enfrentados pelos estados de Minas Gerais e São Paulo, a Sanepar deu início à ‘previsão de horizonte’, como é nominada a projeção, para evitar risco de racionamento e escassez de água no futuro. "Pelo atual sistema de captação (sistema misto) tramamos a água que captamos da superfície, no caso o Ribeirão das Bicas, e de 10 poços perfurados em nossa extensão territorial, o que nos garante algo em torno de 500 metros cúbicos de água por hora, suficientes para abastecer toda a população. No entanto, se pensarmos daqui 20 anos e calcularmos o aumento populacional no período já não teremos a mesma garantia de fornecimento", explicou Serato.

Conforme o gerente regional, o novo projeto irá garantir a mesma quantidade de água fornecida no sistema misto, que segundo garante, irá permanecer ativo. "Serão 11 quilômetros de adutoras captando água do manancial para a nova estação de tratamento. Isso corresponde à mesma quantidade, ou um pouco mais, em metros cúbicos/hora fornecidos atualmente. Sendo assim, garantiremos cerca de 1.200 metros cúbicos por hora à população, que deve crescer algo em torno de 25% nos próximos 20 anos. Infelizmente, aprendemos com os erros dos outros", disse Serato referindo-se à crise hídrica nos estados vizinhos.

A Sanepar informou que foram realizadas diversas avaliações nos mananciais e estudos para novas perfurações de solo. Entretanto, apesar de a cidade estar sob o aquífero Guarani (maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo), existe uma grande preocupação pela companhia com a degradação ambiental, razão pela qual se optou pela alternativa apresentada.

PLANO MUNICIPAL
Apesar de já estar em andamento, o novo projeto ainda depende da aprovação do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) pela Câmara de Vereadores, que segundo a Sanepar, é exigido pelo governo federal para autorizar e liberar recursos.

O PMSB é composto por ações de responsabilidade da Sanepar (água e esgoto) e do município (resíduos sólidos e drenagem). O prazo para ser concluído e aprovado é até dezembro deste ano. Ainda segundo a companhia, o PMSB de Santo Antônio da Platina já foi concluído e aguarda apenas ser aprovado em sessão ordinária pelos parlamentares.

O presidente da Câmara de Vereadores, Valdir Domingos de Souza (PSB), confirmou que o plano já está com o Legislativo e passa por alguns ajustes para ser votado em plenário.
Luiz Guilherme Bannwart
Especial para a FOLHA-folha de londrina
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