[Fechar]

PageNavi Results No. (ex: 7)

7

Últimas notícias

Sindicato dos professores se reúne para discutir futuro da greve no PR

Categoria deve aprovar defesa de uma greve geral dos servidores públicos. Governo anunciou que reajuste salarial ao funcionalismo será de 5%.

Do G1 PR
Sindicato se reúne nesta sexta-feira (15), após Governo do Paraná anunciar o fim das negociações (Foto: APP-Sindicato / Divulgação)Sindicato se reúne nesta sexta-feira (15), após
Governo do Paraná anunciar fim das negociações
(Foto: APP-Sindicato / Divulgação)
Diretores da APP-Sindicato e representantes dos 29 núcleos sindicais da entidade se reúnem nesta sexta-feira (15), em Curitiba, para elaborar uma resposta ao Governo do Paraná. O encontro teve início por volta das 9h e deve se estender por todo o dia.
Na quinta-feira (14), o governo estadual anunciou em nota oficial que o reajuste salarial ao funcionalismo do estado será de 5%, pago em duas parcelas. A nota dizia ainda que as negociações com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) estavam encerradas.
A APP-Sindicato também informou que se reunirá com diretores de escolas de Curitiba e Região Metropolitana para definir as medidas em resposta à decisão do governo estadual de abrir investigação contra diretores que possam ter estimulado a greve.
A tendência, segundo a categoria, é que se aprove a defesa de uma greve geral dos servidores públicos a partir de  terça-feira (19) – outras entidades sindicais, como o Sindarspen (Sindicato dos Agentes Penitenciários) e SindSaúde (Sindicato dos Servidores Estaduais da Saúde do Paraná), este atualmente em estado de greve, já possuem atos em repúdio ao governo agendados para o mesmo dia.

Proposta
A proposta do governo foi considerada insuficiente por diversas organizações sindicais. O Fórum Estadual dos Servidores (FES), que reúne 21 sindicatos de servidores, esperava um índice de no mínimo 8,17%, correspondente à inflação dos últimos 12 meses medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
"O governador Beto Richa chegou ao fim do desrespeito com os trabalhadores e principalmente com os professores e funcionários de escola. Ele está adotando medidas que nós já vimos através de outros sindicatos de outros estados. Nós já não temos professor para a sala de aula e o governo anuncia que vai fazer contratos temporários. O governo anuncia punição de falta sendo que a greve é um direito nosso. Nós entendemos que tudo isso é uma ditadura", disse ao G1 a diretora de finanças da APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho.
Além da definição sobre o reajuste salarial, o governo anunciou o lançamento das faltas dos professores e servidores em greve.  A categoria deflagrou greve em protesto contra o projeto de lei que alterou a gestão de recursos da previdência estadual.
O texto, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná e sancionado pelo governador Beto Richa (PSDB), motivou um protesto realizado no dia 29 de abril. Na ocasião, houve confronto entre os policiais militares e os manifestantes. A Praça Nossa Senhora de Salete, em frente às sedes dos Três Poderes do Paraná, se transformou em uma praça de guerra. Mais de 200 pessoas ficaram feridas.
Protestos
A greve completa 21 dias nesta sexta-feira. Na quinta, professores protestaram em frente à Receita Estadual e à Secretaria da Fazenda. Cerca de 1,6 mil pessoas participam dos dois atos públicos, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato).
"Nós temos um estudo financeiro do Estado do Paraná e queremos ser recebidos pelo secretário da Fazenda Mauro Ricardo Costa. Queremos contrapor os estudos que ele vem apresentando para a imprensa e temos um estudo preparado para isso", acrescentou Marlei Fernandes de Carvalho.
Protesto no Paraná (Foto: Giuliano Gomes/ PRPRESS)Protesto no Paraná deixou mais de 200 feridos (Foto: Giuliano Gomes/ PRPRESS)
Confira a nota do governo na íntegra
“O Governo do Paraná anunciou hoje (14) o envio de projeto de lei à Assembleia Legislativa para o reajuste dos salários do funcionalismo público. O índice foi definido em 5%, a ser pago em duas parcelas, conforme a capacidade orçamentária e financeira do Estado. O Governo também reconheceu o encerramento das negociações com os sindicatos que representam servidores públicos. A última reunião aconteceu na terça-feira.
As paralisações de servidores da educação e das universidades estaduais foram consideradas abusivas pela Justiça. Com base nisso, o Governo anunciou também o registro de faltas dos grevistas para o correspondente desconto nos salários e a abertura de novo Processo Seletivo Simplificado (PSS), para a contratação de professores temporários.
O Governo ainda autorizou a Secretaria da Educação a abrir processos para apurar casos de insubordinação de diretores que, durante a greve, mantiveram as escolas fechadas ou dificultaram o acesso de estudantes e professores. Os processos podem levar à definição de penalidades aos diretores que comprovadamente se omitiram ou atuaram contra o interesse da comunidade.
Além da definição sobre o índice de correção salarial, o Estado confirmou a atualização de benefícios que estão em atraso ou programados para este ano. Serão gastos R$ 260 milhões até o final do ano para regularizar todas as pendências com o funcionalismo, como a implantação de promoções e progressões de carreira. Uma parcela de R$ 16 milhões já está prevista para ser quitada neste mês de maio.
Segundo o chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, essas decisões levam em conta os limites da lei de responsabilidade fiscal e a disponibilidade financeira do Estado. "Estamos fazendo um esforço extraordinário para garantir esse índice de reajuste, num momento em que a economia dá sinais concretos de recessão e aumento do desemprego", afirmou”.
UA-102978914-2