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Seed abre processos contra diretores ‘insubordinados’

Segundo governo, medida vale para diretores que não abriram as escolas e deixaram de controlar faltas dos professores

Celso Pacheco - 09/02/2015
Em Londrina, chefe do NRE disse que relatório de faltas será fechado na sexta-feira, prazo final dado pela Seed
Londrina – A Secretaria Estadual de Educação (Seed) confirmou ontem o lançamento das faltas dos professores em greve, que podem ser utilizadas para descontos nos salários, e a convocação de diretores que não enviaram os relatórios ou trancaram as escolas para apresentação dos dados aos Núcleos Regionais de Educação (NREs). A decisão foi tomada na última sexta-feira em reunião realizada em Curitiba entre a secretária estadual da Educação, professora Ana Seres, e os chefes dos núcleos.

Além disso, a Seed informou, por meio de nota, que "diversos processos administrativos já foram abertos em casos de insubordinação grave" contra diretores das escolas estaduais. A secretaria ainda afirmou que continua aceitando os comunicados de diretores que colocaram os cargos à disposição para substituição. Ainda de acordo com a Seed, entre as responsabilidades dos diretores estão a abertura das escolas e o controle dos professores ausentes, o que justificaria os processos administrativos em caso de descumprimento das determinações.

"Cerca de 350 escolas estão funcionando normalmente no Paraná. Outras 1,4 mil estão com atividades parciais, ou há professores e funcionários, mas os alunos não vão. Apenas 312 estão fechadas", acrescentou a Seed ao defender as aulas durante o período de greve para atingir os 200 dias letivos obrigatórios. A secretaria também admitiu que o ano letivo de 2015 deve terminar apenas em fevereiro do ano que vem em algumas regiões do Paraná, o que será confirmado após o fim da greve.

LONDRINA 
A chefe do NRE de Londrina, Lúcia Cortez, informou que as faltas ainda não foram enviadas por causa da paralisação das atividades devido ao bloqueio realizado na sede durante a semana passada pelo movimento grevista. "A partir da sexta-feira, os relatórios serão fechados para repasse das informações ao governo. Normalmente, o dia 5 é a data que os diretores devem apresentar o controle mensal das faltas, o que ficou confirmado como o prazo para recebimento dos dados", comentou. Já nos núcleos regionais que não tiveram o acesso bloqueado pelos manifestantes, as faltas já foram enviadas ainda na semana passada, como em Ponta Grossa e na área sul da Região Metropolitana da Curitiba.

ASSESSORIA JURÍDICA
O diretor de comunicações da APP Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues, informou que o departamento jurídico da entidade vai atender os diretores nos casos de processos administrativos. Uma reunião foi realizada ontem na sede da APP, na capital, com a participação de 300 diretores da Região Metropolitana de Curitiba e interior do Estado.

"A ameaça e o assédio moral sofridos pelos diretores são ataques ao direito de greve. Além disso, se os descontos forem confirmados, o governo ficará responsável pela reposição das aulas, que sempre foi realizada pela categoria após paralisações", criticou o diretor.

REPOSIÇÃO SALARIAL
Representantes do Fórum das Entidades Sindicais (FES) participaram na manhã de ontem de uma reunião com deputados para cobrar a retomada das negociações da data-base do funcionalismo estadual, que reivindica a reposição salarial de 8,17% ainda neste ano, conforme os índices da inflação. O ofício da entidade foi encaminhado ao líder do governo no Legislativo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). Uma manifestação dos servidores também foi realizada em frente à Assembleia Legislativa em protesto aos 3,45% oferecido pelo governo na semana passada (leia na página 3).
Rafael Fantin
Reportagem local-FOLHA DE LONDRINA
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