Deputados avaliam ano como difícil e projetam 2017 mais positivo
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Líder da situação na Assembleia, Romanelli adianta que governo adotará novas medidas para conter gastos |
Curitiba – Deputados da base aliada e da oposição ao governo estadual na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná avaliam 2016 como um ano difícil, devido à crise econômica e à adoção de uma série de medidas de ajuste fiscal, entretanto, projetam um próximo ano mais positivo no Parlamento. De fevereiro a dezembro, a AL realizou 119 sessões ordinárias e 12 extraordinárias, muitas das quais para votar matérias polêmicas, como a suspensão da data-base dos mais de 300 mil servidores públicos estaduais. Os trabalhos foram interrompidos no último dia 14 e devem ser retomados em 1º de fevereiro, quando ocorre a posse da Mesa Executiva para o próximo biênio.
"Foi um ano altamente produtivo, com conquistas extraordinárias para o bem dos paranaenses, na aprovação de propostas encaminhadas à Assembleia e que hoje colocam o Paraná numa situação de destaque nacional. Se não fosse o aval, o empenho e a coragem do Poder Legislativo, o Paraná não estaria na situação de vanguarda, reconhecido por todos. Enquanto a maioria dos Estados não paga salários, aqui se paga em dia, e a Assembleia deu a sua contribuição muito forte para que isso acontecesse", afirmou o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB).
Segundo o tucano, a expectativa é seguir adotando medidas de "modernização", o que incluiria a compra de um novo painel eletrônico, orçado em R$ 2,3 milhões, e a "abertura" da AL para os estudantes e "a sociedade organizada". "Vamos sempre procurar inovar (…) Gosto de avançar, trabalhar com coisas de vanguarda. O painel que temos é limitado e para a segurança de todos é importante que venhamos a fazer algo que propicie segurança a todo o processo interno da Casa e de economia no trâmite de papéis. Quero fazer uma Assembleia moderna, buscando sempre o máximo de economia, num processo transparente e aberto", completou.
O líder da situação, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), também foi só elogios à condução dos trabalhos. "Se você considerar que o País vive uma grande crise política, econômica e moral, nós aqui temos uma base de apoio muito sólida, que está dando sustentação ao governo. O Paraná pode desde o ano passado, iniciando em 2014, fazer cinco ajustes fiscais. Conseguimos fazer que houvesse todo um processo de discussão, de negociação, e tivemos aqui votações importantes, de parcelamento de débitos, além de vários projetos aprovados, como a criação da taxa que beneficia a área de meio ambiente", destacou.
De acordo com ele, tudo isso é fruto de um "amplo processo de debate, inclusive na questão de fixar na LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] a prioridade no pagamento de promoções e progressões para 2017 [em detrimento do reajuste do funcionalismo]." Sem dar detalhes ou citar prazos, Romanelli disse ainda que o Executivo pretende apresentar uma nova leva de "pacotaços" para conter gastos. "Continuaremos com as medidas para melhorar o desempenho da gestão e, ao mesmo tempo, racionalizar o uso do dinheiro público. Por enquanto não (dá para adiantar). Mas serão tomadas novas medidas sim."
Já o líder da oposição, Requião Filho (PMDB), classificou o ano como "caótico". O peemedebista mencionou principalmente "projetos engavetados" pelo presidente da Casa, como o pedido de impeachment do governador Beto Richa(PSDB), protocolado ainda em 2015 e que continua sem resposta. "A política no Brasil sofreu muito, tem muito o que amadurecer. O cidadão merece mais atenção por parte do político. Temos sim que escutar as ruas, depurar a informação e combater a corrupção no Brasil e, principalmente, no Paraná. Mas o Brasil e o Paraná sofrem com uma crise institucional. Isso é ruim para todos, os partidos políticos e a população".
Requião lembrou que pediu o afastamento de Beto usando como base os mesmos argumentos do PSDB, favorável à cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). "Foram dois pesos e duas medidas."
"Foi um ano altamente produtivo, com conquistas extraordinárias para o bem dos paranaenses, na aprovação de propostas encaminhadas à Assembleia e que hoje colocam o Paraná numa situação de destaque nacional. Se não fosse o aval, o empenho e a coragem do Poder Legislativo, o Paraná não estaria na situação de vanguarda, reconhecido por todos. Enquanto a maioria dos Estados não paga salários, aqui se paga em dia, e a Assembleia deu a sua contribuição muito forte para que isso acontecesse", afirmou o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB).
Segundo o tucano, a expectativa é seguir adotando medidas de "modernização", o que incluiria a compra de um novo painel eletrônico, orçado em R$ 2,3 milhões, e a "abertura" da AL para os estudantes e "a sociedade organizada". "Vamos sempre procurar inovar (…) Gosto de avançar, trabalhar com coisas de vanguarda. O painel que temos é limitado e para a segurança de todos é importante que venhamos a fazer algo que propicie segurança a todo o processo interno da Casa e de economia no trâmite de papéis. Quero fazer uma Assembleia moderna, buscando sempre o máximo de economia, num processo transparente e aberto", completou.
O líder da situação, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), também foi só elogios à condução dos trabalhos. "Se você considerar que o País vive uma grande crise política, econômica e moral, nós aqui temos uma base de apoio muito sólida, que está dando sustentação ao governo. O Paraná pode desde o ano passado, iniciando em 2014, fazer cinco ajustes fiscais. Conseguimos fazer que houvesse todo um processo de discussão, de negociação, e tivemos aqui votações importantes, de parcelamento de débitos, além de vários projetos aprovados, como a criação da taxa que beneficia a área de meio ambiente", destacou.
De acordo com ele, tudo isso é fruto de um "amplo processo de debate, inclusive na questão de fixar na LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] a prioridade no pagamento de promoções e progressões para 2017 [em detrimento do reajuste do funcionalismo]." Sem dar detalhes ou citar prazos, Romanelli disse ainda que o Executivo pretende apresentar uma nova leva de "pacotaços" para conter gastos. "Continuaremos com as medidas para melhorar o desempenho da gestão e, ao mesmo tempo, racionalizar o uso do dinheiro público. Por enquanto não (dá para adiantar). Mas serão tomadas novas medidas sim."
Já o líder da oposição, Requião Filho (PMDB), classificou o ano como "caótico". O peemedebista mencionou principalmente "projetos engavetados" pelo presidente da Casa, como o pedido de impeachment do governador Beto Richa(PSDB), protocolado ainda em 2015 e que continua sem resposta. "A política no Brasil sofreu muito, tem muito o que amadurecer. O cidadão merece mais atenção por parte do político. Temos sim que escutar as ruas, depurar a informação e combater a corrupção no Brasil e, principalmente, no Paraná. Mas o Brasil e o Paraná sofrem com uma crise institucional. Isso é ruim para todos, os partidos políticos e a população".
Requião lembrou que pediu o afastamento de Beto usando como base os mesmos argumentos do PSDB, favorável à cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). "Foram dois pesos e duas medidas."
Mariana Franco Ramos
Reportagem Local - FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local - FOLHA DE LONDRINA


