PM dobra efetivo após execução de agente penitenciário
Após o assassinato do agente penitenciário Thiago Borges de Carvalho, de 33 anos, no final da tarde da última terça-feira (20), a Polícia Militar dobrou o efetivo nas ruas de Londrina. De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita, policiais de sete cidades da região foram deslocados para garantir a segurança e evitar novos atentados. Apesar das ações intensificadas, ninguém havia sido preso até o início da noite desta quarta (21). A investigação ficará sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Londrina.
O secretário lamentou a morte do agente penitenciário e prometeu que as forças de segurança responderão com a prisão dos envolvidos. Segundo ele, o atentado é tratado como um caso isolado, mas não há como descartar o possível envolvimento de facções criminosas. "A princípio, não há nada que denote que o crime foi decorrente de uma ordem de facções. Temos, a princípio, uma quadrilha bem estruturada. Qualquer coisa além disso só a investigação poderá dizer", comentou.
Mesquita disse ainda que o assassinato não tem relação com qualquer ação específica. Para o secretário, a execução seria uma represália contra agentes da Seção de Operações Especiais (SOE), grupo de elite do Departamento de Execução Penal (Depen). "Esses agentes são os que fazem o primeiro enfrentamento em situações de crise dentro das unidades penais, o que explica uma maior animosidade", detalhou.
O delegado-geral da Polícia Civil, Júlio Reis, destacou que os grupos de elite da instituição estão em Londrina apenas para dar apoio, mas que as investigações ficarão a cargo da Delegacia de Homicídios local. "As perícias já foram realizadas e faremos uma investigação técnica. Se não pudermos dar uma resposta rápida, como anseia a população, daremos a melhor resposta, a mais fundamentada", disse. Já o diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo de Moura, informou que os serviços básicos nas unidades prisionais de Londrina, como banho de sol e visitas, ficam suspensos por 48 horas e que na sexta-feira (23) a rotina deve voltar ao normal.
A polícia investiga ainda um possível atentado contra a base da Unidade Paraná Seguro (UPS) no Jardim União da Vitória (zona sul), região próxima de onde ocorreu o atentado. Policiais relataram ter ouvido tiros disparados por ocupantes de uma moto. No entanto, segundo Mesquita, a base não foi atingida e não há marcas de tiros no entorno. "O efetivo segue reforçado e, gradativamente, deve retornar a normalidade, uma vez que não se constatou uma série de crimes coordenados", informou o tenente-coronel Marcos Antônio Wosny Borba, comandante do 2º Comando Regional da Polícia Militar.
O corpo de Carvalho foi encaminhado para sepultamento em Dracena, no interior paulista. Outros dois servidores feridos no atentado, uma agente salva pelo colete e outro que levou um tiro de raspão, não correm riscos. Representantes do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) informaram nesta quarta-feira que vão acompanhar a investigação do caso. Segundo o vice-presidente da entidade, José Roberto Neves, "a execução de Carvalho é mais um exemplo para mostrar a precariedade que a categoria vive há muito tempo". Mesquita comentou que os agentes ganharam recentemente direito ao porte de arma na carteira funcional e que o Estado tem investido na segurança da categoria, com a compra de armamento e coletes balísticos.(Colaborou Rafael Machado/Grupo Folha)
O secretário lamentou a morte do agente penitenciário e prometeu que as forças de segurança responderão com a prisão dos envolvidos. Segundo ele, o atentado é tratado como um caso isolado, mas não há como descartar o possível envolvimento de facções criminosas. "A princípio, não há nada que denote que o crime foi decorrente de uma ordem de facções. Temos, a princípio, uma quadrilha bem estruturada. Qualquer coisa além disso só a investigação poderá dizer", comentou.
Mesquita disse ainda que o assassinato não tem relação com qualquer ação específica. Para o secretário, a execução seria uma represália contra agentes da Seção de Operações Especiais (SOE), grupo de elite do Departamento de Execução Penal (Depen). "Esses agentes são os que fazem o primeiro enfrentamento em situações de crise dentro das unidades penais, o que explica uma maior animosidade", detalhou.
O delegado-geral da Polícia Civil, Júlio Reis, destacou que os grupos de elite da instituição estão em Londrina apenas para dar apoio, mas que as investigações ficarão a cargo da Delegacia de Homicídios local. "As perícias já foram realizadas e faremos uma investigação técnica. Se não pudermos dar uma resposta rápida, como anseia a população, daremos a melhor resposta, a mais fundamentada", disse. Já o diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo de Moura, informou que os serviços básicos nas unidades prisionais de Londrina, como banho de sol e visitas, ficam suspensos por 48 horas e que na sexta-feira (23) a rotina deve voltar ao normal.
A polícia investiga ainda um possível atentado contra a base da Unidade Paraná Seguro (UPS) no Jardim União da Vitória (zona sul), região próxima de onde ocorreu o atentado. Policiais relataram ter ouvido tiros disparados por ocupantes de uma moto. No entanto, segundo Mesquita, a base não foi atingida e não há marcas de tiros no entorno. "O efetivo segue reforçado e, gradativamente, deve retornar a normalidade, uma vez que não se constatou uma série de crimes coordenados", informou o tenente-coronel Marcos Antônio Wosny Borba, comandante do 2º Comando Regional da Polícia Militar.
O corpo de Carvalho foi encaminhado para sepultamento em Dracena, no interior paulista. Outros dois servidores feridos no atentado, uma agente salva pelo colete e outro que levou um tiro de raspão, não correm riscos. Representantes do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) informaram nesta quarta-feira que vão acompanhar a investigação do caso. Segundo o vice-presidente da entidade, José Roberto Neves, "a execução de Carvalho é mais um exemplo para mostrar a precariedade que a categoria vive há muito tempo". Mesquita comentou que os agentes ganharam recentemente direito ao porte de arma na carteira funcional e que o Estado tem investido na segurança da categoria, com a compra de armamento e coletes balísticos.(Colaborou Rafael Machado/Grupo Folha)
Celso Felizardo
Reportagem Local - Folha de Londrina
Reportagem Local - Folha de Londrina


