Feturismo lamenta o novo aumento do pedágio nas estradas do Paraná
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| A agência reguladora autorizou reajuste nas tarifas de pedágio de quase 5% acima da inflação no Paraná Foto: Arquivo/Google |
O reajuste do pedágio aprovado pela Agepar, de quase 5% acima da inflação registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), surpreendeu todos os setores da economia no Estado, uma vez que os preços abusivos estão sob suspeição e até levaram o ex-governador Beto Richa a prisão durante a campanha eleitoral. Os índices variam de 6,66% a 17,6% para as tarifas operadas por cinco das seis concessionárias que atuam no Paraná.
"Mais uma vez vai afugentar e direcionar todos para o litoral catarinense", reforçou Aguayo, se referindo ao valor abusivo cobrado na praça de São José dos Pinhais, no principal acesso às praias do Paraná. "Esperamos que na próxima gestão e na renovação dos contratos do pedágio, se tenha o bom senso para resgatar o turismo do Paraná", disse.
"Com o pedágio nestas alturas, fica insustentável atrair os visitantes, já que os preços de tudo quanto é coisa já é alto. Isto afasta os turistas", ressaltou. Aguayo lembra ainda que o reajuste nas tarifas do pedágio também afetam o turismo em Foz do Iguaçu, uma vez que, para chegar a cidade, seguindo de Curitiba, são nove praças espalhadas em pouco mais de 600 quilômetros da BR-277.
De acordo com a decisão da Agepar, apenas a Econorte, que opera pedágios na região do Norte Pioneiro, ficou fora do reajuste, por decisão da Justiça Federal. A Rodonorte poderá aumentar suas tarifas em 6,66%; a Ecocataratas em 7,66%; e Ecovia em 7,91%. Com a decisão, a tarifa para veículos de passeio entre Curitiba e o Litoral, por exemplo, vai subir dos autais R$ 19,40 para R$ 20,90.
Não foi definida a data para entrada em vigor dos aumentos. A Caminhos do Paraná terá aumento de 8,4% e a Viapar de 17,6%, com a a tarifa saindo de R$ 13,40 para R$ 15,80 no caso de veículos de passeio. As concessionárias, segundo o portal Bem Paraná, protocolaram o pedido de reajuste no último dia 27 no Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR).
A governadora Cida Borghetti (PP) chegou a recorrer à Justiça Federal para tentar barrar o aumento, apontando que as concessionárias são alvo de investigação do Ministério Público Federal na operação Integração, que apura suspeitas de um esquema de pagamento de propina a agentes públicos em troca de aditivos contratuais e elevação de tarifas. A Justiça, porém, recusou o pedido.
Contrabando
As entidades ligadas ao setor de turismo, como a Feturismo, Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) e Sindiabrabar, querm incluir a pauta no encontro que Sérgio Moro terá nesta quarta-feira (12), com governadores eleitos. A sugestão, segundo Fábio Aguayo, é que o governador eleito do Paraná, Ratinho Junior, leve esta discussão ao evento.
"O Paraná e o Mato Grosso do Sul, que estão em fronteira foco de contrabando, sofrem com este tipo de crime", disse o diretor da Feturismo. "Hoje o mercado de contrabando de cigarro está quase 70% aqui no Paraná e bebida alcoólica também já passou do razoável, que é de 60% e isto afeta a economia e a geração de empregos no Estado", concluiu.
FONTE - RONI PIMENTEL


