Governador determina auditoria externa na folha de servidores
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), determinou nessa
terça-feira (22) a contratação de uma auditoria externa, por meio de
pregão eletrônico, com o objetivo de avaliar as folhas de pagamento dos
175 mil servidores ativos do Executivo e 122 mil inativos da
Paranaprevidência - que inclui os demais poderes. O anúncio foi feito em
coletiva de imprensa no Palácio Iguaçu, pouco antes da reunião do
secretariado.
Estamos fazendo todo um trabalho de contenção de custos e revisão de contratos e a ideia da auditoria é porque a folha de pagamento é o maior investimento do Estado. Estamos revendo qualquer tipo de furo que possa haver - pagamento em duplicidade, horas extras sem direito, questões de pensões, pagamento da previdência em que a pessoa já faleceu etc. Vamos fazer uma peneira", afirmou.
De acordo com ele, por enquanto não é possível dizer quanto o governo gastará com todo o processo. "Não temos ainda o levantamento. A gente lança o que precisa e as empresas apresentam seus custos. Mas é um investimento necessário", defendeu. Segundo o governador, com base em dados de outros estados que adotaram o procedimento, há uma estimativa de equívocos na ordem de 2% da folha, o que chegaria a R$ 500 milhões por ano, aproximadamente.
Gasto mensal
Hoje, o gasto mensal com o funcionalismo é de R$ 1,2 bilhão para ativos e R$ 700 milhões para aposentados e pensionistas. A expectativa do governo é de que os trabalhos comecem nos próximos 60 dias e que alguns relatórios sejam entregues ainda no primeiro semestre. O pente fino deve durar seis meses. "A gente espera que esteja o mais organizado possível, mas não pode permitir qualquer pagamento que não esteja dentro da legalidade. É algo muito bom para o servidor que trabalha direito e ruim para aquele que evita ou finge que trabalha", prosseguiu.
Questionado se a Secretaria de Gestão, antiga Secretaria da Administração, não poderia ela própria conduzir a auditoria, Ratinho argumentou que faltam condições. "Não tem capacidade hoje porque muita informação não está ali. Vejam pelo Siaf [Sistema Integrado de Finanças Públicas do Estado, que apresenta problemas]. A gente não tem informação do que está acontecendo na Fazenda. Tem que ser auditada para ver se os dados que temos batem (?) Há casos no Brasil que deu 6% e na previdência que deu 15%. Não acho que seja o nosso, mas, como o volume é muito grande, se você tiver 1% ou 2% já chega na casa de centenas de milhões".
Estamos fazendo todo um trabalho de contenção de custos e revisão de contratos e a ideia da auditoria é porque a folha de pagamento é o maior investimento do Estado. Estamos revendo qualquer tipo de furo que possa haver - pagamento em duplicidade, horas extras sem direito, questões de pensões, pagamento da previdência em que a pessoa já faleceu etc. Vamos fazer uma peneira", afirmou.
De acordo com ele, por enquanto não é possível dizer quanto o governo gastará com todo o processo. "Não temos ainda o levantamento. A gente lança o que precisa e as empresas apresentam seus custos. Mas é um investimento necessário", defendeu. Segundo o governador, com base em dados de outros estados que adotaram o procedimento, há uma estimativa de equívocos na ordem de 2% da folha, o que chegaria a R$ 500 milhões por ano, aproximadamente.
Gasto mensal
Hoje, o gasto mensal com o funcionalismo é de R$ 1,2 bilhão para ativos e R$ 700 milhões para aposentados e pensionistas. A expectativa do governo é de que os trabalhos comecem nos próximos 60 dias e que alguns relatórios sejam entregues ainda no primeiro semestre. O pente fino deve durar seis meses. "A gente espera que esteja o mais organizado possível, mas não pode permitir qualquer pagamento que não esteja dentro da legalidade. É algo muito bom para o servidor que trabalha direito e ruim para aquele que evita ou finge que trabalha", prosseguiu.
Questionado se a Secretaria de Gestão, antiga Secretaria da Administração, não poderia ela própria conduzir a auditoria, Ratinho argumentou que faltam condições. "Não tem capacidade hoje porque muita informação não está ali. Vejam pelo Siaf [Sistema Integrado de Finanças Públicas do Estado, que apresenta problemas]. A gente não tem informação do que está acontecendo na Fazenda. Tem que ser auditada para ver se os dados que temos batem (?) Há casos no Brasil que deu 6% e na previdência que deu 15%. Não acho que seja o nosso, mas, como o volume é muito grande, se você tiver 1% ou 2% já chega na casa de centenas de milhões".
Mariana Franco Ramos - Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA


