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Uraí registra epidemia de dengue

Município do Norte Pioneiro com 11 mil habitantes tem 139 notificações e 37 casos já foram confirmados

O município de Uraí, no Norte Pioneiro, está enfrentando uma epidemia de dengue desde o princípio do mês. Até agora já foram confirmados 37 casos no município, que tem população de pouco mais de 11 mil habitantes. Ao todo, já foram encaminhadas à Secretaria Estadual de Saúde 139 notificações, 24 casos foram descartados. A maior parte deles foi registrado no distrito de Cruzeiro do Norte. "Estamos fazendo o possível para resolver a situação. Temos seis agentes de saúde e outros 16 agentes comunitários vistoriando as casas e orientando a população. Já tivemos uma epidemia séria em 2015, com 489 casos. É uma pena que a população se descuide. O combate à dengue depende do trabalho de cada um em suas casas", afirmou a coordenadora da vigilância em saúde de Uraí, Ana Cláudia Barizon. As ações ainda incluem a distribuição gratuita de repelentes para grávidas e crianças.

O boletim com o retrato epidemiológico do Estado foi divulgado na terça-feira (22) e registra um total de 6.528 notificações da doença registradas desde agosto do ano passado. Os números são computados em 246 municípios. Até agora foram descartados 4.230. Os casos confirmados desde agosto, que são 154, estão em 49 municípios paranaenses, cinco a mais que na semana anterior. O boletim mostra que 329 municípios estão infestados pelos vetores da doença. "Temos a epidemia registrada apenas em Uraí. Apesar dos números parecerem baixos, a população é pequena e o cálculo estatístico indica o padrão. A Secretaria de Saúde encaminhou os veículos fumacê desde o início do mês, quando o município solicitou", explicou a médica veterinária Ivana Belmonte, especialista do Centro de Vigilância Ambiental do Paraná.

Os sintomas são febre acompanhada de dor de cabeça, dor articular, dor muscular e dor atrás dos olhos ou mal-estar geral. Esses sinais não podem ser desprezados. O verão, com temperaturas mais altas e o clima chuvoso, propicia o acúmulo de água e o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, que também pode causar outras arboviroses. Como o caso da chikungunya. No Paraná, foram registrados dois casos da doença confirmados. No entanto, ambos foram contaminados fora do Estado. Já a zika, também transmitida pelo mosquito, foi contraída no próprio município de Foz do Iguaçu, que tem outros 11 casos de notificação em investigação.


Pedro Moraes
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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