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Justiça condena por corrupção e determina a demissão de delegado da Polícia Federal de Londrina flagrado dividindo propina

Delegado federal Sandro Viana foi preso em operação da PF em 2017 por extorquir empresário para não indiciá-lo, segundo as investigações — Foto: Reprodução/RPC
A Justiça Federal condenou e determinou a demissão do delegado da Polícia Federal (PF) de Londrina, no norte do Paraná, Sandro Viana, por envolvimento em um esquema de corrupção. O delegado foi condenado por corrupção passiva e concussão com abuso de poder e violação de dever para com a Administração Pública.
Vianna foi preso dia 25 de fevereiro de 2017, em uma operação realizada pela PF de Brasília, quando dividia uma propina de R$ 35 mil com um intermediador, Clodoaldo Pereira dos Santos – diretor de uma empresa de segurança conhecido como Tigrinho – que o auxiliou a extorquir o dinheiro de um empresário da cidade, segundo as investigações.
De acordo com a polícia, Tigrinho teria recebido o dinheiro de um empresário a pedido do delegado Sandro Vianna.
Segundo a sentença do juiz Robson Carlos de Oliveira, da 5ª Vara Federal de Londrina, Sandro Vianna solicitou propina sob o pretexto de livrar o empresário do indiciamento de um inquérito policial, bem como deixar de propor medidas coercitivas contra ele.
Conforme a denúncia, o empresário foi absolvido na Operação Publicano – que apura um suposto esquema de fraude milionária na Receita Estadual do Paraná – porque colaborou com a investigação. Apesar da absolvição, ele passou a responder pelos mesmos crimes em outro inquérito policial sob responsabilidade do delegado Sandro Viana.
A equipe de inteligência da PF passou a monitorar as negociações e gravou conversas telefônicas com autorização da Justiça.
Em uma delas, Tigrinho diz ao empresário que o delegado não iria “atrapalhar a vida de um cara bom”.
Para o juiz federal, o comportamento de Sandro Viana é incompatível com a função que exerce.
“Dele se esperava o irrestrito cumprimento de suas funções de investigar e combater delitos de atribuição da Polícia Federal. Todavia, assim não agiu. Utilizou de sua função para solicitar e exigir vantagem econômica indevida”, diz um trecho da sentença. 

Além da perda da função pública, Sandro Viana foi condenado a 4 anos e 8 meses em regime semiaberto com monitoramento eletrônico. Ele já era monitorado desde abril de 2017.
Clodoaldo Pereira dos Santos também foi condenado pelos mesmos crimes, corrupção e concussão, e teve a mesma quantidade de pena imposta, sob o mesmo regime e com monitoramento eletrônico.
Os dois também estão proibidos de se aproximar do empresário que denunciou o esquema.
Os dois podem recorrer das condenações, pois ainda cabe recurso.

O que dizem as defesas

A defesa de Sandro Viana informou que ainda não teve acesso à sentença, mas recebeu a notícia com serenidade e recorrerá por acreditar na inocência do delegado Sandro Viana.
O advogado de Clodoaldo Pereira dos Santos ainda não se manifestou. 

FONTE - G1 PR

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