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Caso Daniel: Justiça marca interrogatório de família Brittes e outros quatro réus para agosto

A 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, marcou o interrogatório dos sete réus do julgamento sobre a morte do jogador Daniel Correia Freitas para os dias 5, 6 e 7 de agosto.
A decisão é de segunda-feira (17) e é assinada pela juíza Luciani Regina Martins de Paula.
Daniel foi encontrado morto em São José dos Pinhais no dia 27 de outubro.
Em depoimento à polícia, o empresário Edison Brittes Júnior confessou ter matado Daniel. Brittes alegou que o jogador tentou estuprar Cristiana Brittes, esposa do empresário - a Polícia Civil e o Ministério Público do Paraná (MP-PR), no entanto, afirmam que não houve tentativa de estupro.
Para o MP, Edison não agiu sozinho. De acordo com a denúncia, Eduardo da Silva, Ygor King, David Willian da Silva e Cristiana Brittes também tiveram participação no homicídio.
Veja quem são os denunciados e os crimes:
  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
  • David Willian da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso - denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.
Dos sete réus do caso, apenas Evellyn responde em liberdade.
O documento não detalha qual réu será ouvido em que dia, mas apenas que a audiência terá início no dia 5 de agosto às 9h e pode se estender até o dia 7 de agosto.
A juíza já ouviu testemunhas em outras duas fases de audiência, em fevereiro e em abril. Foram ouvidas pessoas que estavam na festa de aniversário de Allana Brittes, na véspera do crime, e familiares de Daniel e dos acusados.
Após todos os depoimentos, a Justiça vai analisar as alegações finais da defesa e da acusação, e só então definirá se os acusados vão ou não a Júri Popular.

O crime

Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu depois da festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes, filha de Cristiana e Edison Brittes.
A comemoração começou em uma boate da capital paranaense na noite de 26 de outubro, uma sexta-feira. Depois, continuou na casa da família Brittes, em São José dos Pinhais.
De acordo com o inquérito da polícia, Daniel foi agredido e morto após ter sido flagrado por Edison Brittes deitado na cama de Cristiana.
Antes do crime, Daniel enviou a um amigo mensagens e fotos deitado ao lado de Cristiana enquanto a esposa de Edison Brittes dormia.
Conforme as perícias realizadas pelo Instituto Médico-Legal (IML) e pela Polícia Científica do Paraná, marcas de sangue mostram na parede e no chão da casa dos Brittes mostram que Daniel foi espancado ainda dentro do quarto de Cristiana.
Os laudos mostraram também que as pessoas que estavam na casa tentaram limpar as marcas de sangue.
Daniel foi levado, segundo depoimentos de testemunhas, para fora da casa e colocado no porta-malas do carro de Edison Brittes. O resultado da perícia encontrou marcas de sangue dentro do veículo.
O jogador foi esfaqueado, e o corpo do dele foi deixado em um matagal a 20 quilômetros da casa onde acontecia a festa, de acordo com a polícia.
FONTE - G1 PR

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