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Presidente da Câmara e assessor são presos oferecendo propina para evitar denúncia

Nesta terça-feira (13), o presidente da Câmara de Vereadores de Astorga, no norte do Paraná,(129 KM de Cornélio Procópio)  José Carlos Paixão (PTB), e um assessor, foram presos pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

As prisões ocorreram por volta das 14h30, na Câmara de Vereadores.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), José Carlos Paixão, o vereador Mauricio Juliani (DEM) e o assessor de comunicação da Casa, Fernando Gardin, ofereceram propina e um cargo no Legislativo municipal para um homem que, com frequência, noticiava fatos irregulares realizados pela prefeitura ao MP-PR.

O promotor Renato de Lima Castro detalhou que essa pessoa foi chamada por Paixão, Juliani e pelo assessor para conversar, dessa forma, os três queriam impedir que ela continuasse denunciando e prestando informações à Justiça. O denunciante foi até a reunião e gravou a conversa.

No encontro, ainda conforme o MP-PR, foram oferecidos R$ 3 mil mensais a esse cidadão para que ele ficasse em silêncio.

"Os vereadores e o assessor propuseram essa quantia até que a Câmara aprovasse uma alteração no regimento interno e ele fosse contratado como assessor legislativo. Os seis vereadores da base do prefeito repassariam R$ 500 por mês para pagar a propina", detalhou o promotor.

Com informações do G1 e MPPR - /VIA ODAIR MATIAS

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