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Em posse no MEC, pastor diz ter compromisso com Estado laico apesar de formação religiosa

O novo ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou em discurso na cerimônia de posse, nesta quinta-feira (16), que assume o cargo consciente dos preceitos constitucionais do Estado laico e do ensino público, apesar das convicções religiosas. Ele prometeu abrir um grande diálogo com o setor para tentar melhorar a qualidade do ensino no País.
“Conquanto tenha formação religiosa, meu compromisso, que assumo hoje ao tomar posse, está bem firmado e bem localizado em valores constitucionais da laicidade do Estado e do ensino público”, disse Ribeiro, que é pastor evangélico.
Ribeiro é o quarto nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro para o Ministério de Educação desde o início do governo, e sua posse encerra um vazio de quase um mês sem um ministro empossado desde que Abraham Weintraub deixou o cargo, em 18 de junho, em meio a polêmicas com o STF (Supremo Tribunal Federal). As informações são da Reuters.
Antes de Weintraub, que foi indicado para um posto no Banco Mundial, o colombiano Ricardo Vélez Rodríguez ficou no cargo pouco mais de 3 meses.
Carlos Alberto Decotelli chegou a ser nomeado como substituto de Weintraub no fim do mês passado, mas não chegou a tomar posse após a revelação de inconsistências em titulações do seu currículo acadêmico.
O novo ministro disse ter estudado a vida inteira, com exceção do ensino superior, em escola pública, e assumiu o compromisso de seguir a orientação do presidente de dar atenção ao ensino das crianças e ao ensino profissionalizante.
“Queremos abrir um grande diálogo para ouvir os acadêmicos e educadores que, como eu, estão entristecidos com o que vem acontecendo com a educação no nosso país”, afirmou, acrescentando que o ensino profissionalizante é uma ponte para o mercado de trabalho.
Em participação remota na cerimônia de posse do ministro, uma vez que segue em isolamento no Palácio da Alvorada após ter testado positivo para a covid-19 na semana passada, Bolsonaro elogiou o que chamou de capacidade de diálogo de Ribeiro e disse que ele poderá escolher “pontualmente” alguns auxiliares.
“Você terá como pontualmente colocar gente ao teu lado com o mesmo espírito como o teu. Se bem que pode ter certeza que boa parte do ministério pensa como você”, disse o presidente. A palavra “pontualmente” pode ser vista como uma indicação de que Ribeiro não terá liberdade total na pasta.
VIA FÁBIO CAMPANA

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