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Hospital de Curitiba começa a testar vacina chinesa contra o coronavírus na sexta

O Hospital de Clínicas do Paraná (HC) inicia na próxima sexta (7) os testes com com a vacina chinesa CoronaVac, da farmacêutica Sinovac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan.
A vacina será testada em 852 voluntários, todos trabalhadores da linha de frente do combate, selecionados nos últimos dez dias. A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de 14 dias. Caso seja comprovado o sucesso da vacina, ela começará a ser produzida pelo Instituto Butantan. Os testes com a CoronaVac  no Brasil serão realizados em nove mil voluntários.
Metade dos voluntários receberá a vacina e e outra metade, placebo. Serão duas doses, sendo a segunda 14 dias após a primeira. “Os pacientes não saberão durante a avaliação se receberam a vacina ou o placebo. Durante os seis meses, serão chamados para consultas e a cada dois meses farão testes para verificar se criaram anticorpos. Nosso trabalho é  fazer o acompanhamento da segurança da vacina, se apresentou febre, reação, se teve sintomas respiratórios e comparar os grupos que receberam placebo e a vacina. Neste período, os participantes poderão procurar nossa equipe quando precisar”, explicou a coordenadora do estudo no HC. Participam da equipe do HC neste estudo, médicos, enfermeiros  e estudantes. As informações são da Agência Brasil e Bem Paraná.
A parceria internacional entre Brasil e China também prevê a troca de conhecimento e tecnologia para a produção em larga escala por meio do Instituto Butantan e Sinovac, empresa chinesa responsável pela pesquisa internacional. O HC foi incluído pelo Instituto Butantan no estudo porque as duas instituições já eram parceiras em outras pesquisas.  Nas duas primeiras fases, o laboratório chinês testou a vacina em aproximadamente mil voluntários do país de origem. Aplicado em animais, o produto se mostrou muito promissor.
Nesta quarta (5) as vacinas começaram a ser aplicadas em profissionais da saúde na Universidade de Brasília (UnB) e, nesta quinta(6), no Hospital das Clínicas na Unicamp, em Campinas (SP). Na sexta-feira (7), os testes também começam na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP). No sábado (8), será vez do Hospital São Lucas, da PUC do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Até o momento, já há cinco centros de pesquisa em operação para os testes. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) foi o primeiro a aplicar a CoronaVac, no dia 21 de julho. Na quinta-feira (30) e na sexta-feira (31), os testes começaram no Instituto de Infectologia Emílio Ribas; na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP); na Universidade Municipal de São Caetano do Sul; e no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
Ao todo, 12 núcleos científicos foram selecionados para a realização da terceira e última fase de ensaios clínicos do imunizante. O cronograma para início da aplicação das vacinas nos dois últimos centros – o Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, e o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro – deverão ser  anunciados em breve.
A vacina – A CoronaVac é uma das vacinas contra o novo coronavírus (covid-19) em fase mais adiantada de testes. Ela já está na terceira etapa, chamada clínica, de testagem em humanos. O laboratório chinês já realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.
A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus inativos. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19. No teste, metade das pessoas receberão a vacina e metade receberá placebo, substância inócua. Os voluntários não saberão que vacina receberão.
FONTE - VIA FÁBIO CAMPANA

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