FIM DO TRANSPORTE INSTITUCIONAL DE POLICIAIS MILITARES GERA PREOCUPAÇÃO NA ÁREA DO 26º BPM
Os policiais militares que atuam na área do 26º Batalhão de Polícia Militar terão uma mudança significativa na rotina de deslocamento a partir desta quinta-feira (6). Uma determinação do novo comando da unidade encerra a disponibilização do micro-ônibus utilizado para levar o efetivo aos municípios de atuação, além de interromper os transportes solidários realizados com veículos oficiais.
Com a alteração, os militares deverão organizar o próprio deslocamento até o local de serviço, utilizando automóveis particulares, motocicletas, transporte coletivo ou caronas.
A medida repercutiu entre os integrantes da Corporação, principalmente entre aqueles que residem em cidades diferentes das unidades onde trabalham. Em diversas situações, o trajeto diário pode representar várias horas de viagem, realidade enfrentada antes e depois de escalas operacionais prolongadas.
Além do impacto financeiro para parte do efetivo, a mudança também levanta discussões sobre a segurança dos deslocamentos. Após 24 horas ininterruptas de serviço, dirigir por longas distâncias exige atenção redobrada e aumenta a preocupação com a fadiga dos profissionais.
Casos de acidentes envolvendo policiais militares durante o percurso para o trabalho ou no retorno para casa já foram registrados em diferentes regiões do Paraná, reforçando a importância de iniciativas voltadas à redução dos riscos enfrentados pelo efetivo fora do horário de serviço, mas ainda em razão da atividade profissional.
O transporte disponibilizado pela instituição era considerado, por muitos policiais, uma forma de proporcionar viagens mais seguras e reduzir o desgaste provocado pelos deslocamentos de longa distância, permitindo que o efetivo chegasse às unidades em melhores condições para desempenhar suas funções.
Embora decisões administrativas façam parte da gestão das instituições públicas, mudanças que afetam diretamente a rotina operacional dos policiais inevitavelmente geram debates sobre seus reflexos na segurança, na saúde ocupacional e na qualidade do serviço prestado à população.
Diante da repercussão da medida, policiais militares aguardam um posicionamento oficial do comando Batalhão e também do Comando-Geral da Polícia Militar do Paraná sobre a suspensão do transporte institucional e os possíveis encaminhamentos que poderão ser adotados em relação ao deslocamento do efetivo.
A valorização do profissional da segurança pública também passa pelas condições oferecidas para que ele possa se deslocar com segurança até o local onde exerce sua missão de proteger a sociedade.
(Imagem ilustrativa)
INFORMOU EQUIPE ATENTO A REDE

