Dilma recebe mais de 150 prefeitos em palanque no PR
Entre Gleisi e Beto Richa, presidente fez entrega de 179 máquinas do PAC 2 para municípios com menos de 50 mil habitantes

Apesar das recentes reclamações sobre repasses federais, Beto Richa, ontem, enfatizou parcerias entre os governos

Virtual candidata ao governo
do Estado, Gleisi não discursou, mas recebeu elogios da presidente; o
marido, Paulo Bernardo, foi alvo de manifestantes
O motivo da visita da
presidente Dilma Rousseff (PT) a Campo Mourão (Noroeste), ontem, era a
entrega de 179 máquinas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2)
a municípios paranaenses. Aproveitando que a doação foi destinada
apenas às cidades com menos de 50 mil habitantes, entretanto, ela não
perdeu a oportunidade de enaltecer outros programas que considera
prioritários no próprio governo. Citou o Mais Médicos, o projeto que
destina 75% dos royalties do petróleo para a Educação, além do programa
Minha Casa, Minha Vida.
Ao todo, 154 prefeitos (mais de um terço do total de prefeitos do Paraná) foram contemplados. Um a um, foram chamados ao palco para posar para fotos ao lado da presidente. Um deles levou até uma bandeira do PT, dobrada, para que Dilma a autografasse. A presidente o fez de forma discreta e o impediu quando ele tentou estender o acessório.
Em cerimônia que começou com mais de uma hora de atraso, e se estendeu por quase três horas, a presidente mais uma vez se posicionou no palco do evento entre a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), e o governador Beto Richa (PSDB), que possivelmente se enfrentam nas eleições para governador no ano que vem. Gleisi, apesar de não ter assumido oficialmente a candidatura, foi recebida aos gritos de "governadora" por alguns correligionários. No discurso, Dilma referiu-se à ministra como "meu braço direito e meu braço esquerdo". A ministra não discursou. Dilma também manifestou intenção de voltar à região ainda em novembro deste ano para inaugurar o contorno norte de Maringá.
Além da chefe da Casa Civil e do governador do Estado, Dilma estava acompanhada dos ministros Helena Chagas, secretária de Comunicação Social da Presidência da República; Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; Paulo Bernardo, das Comunicações; e César Borges, dos Transportes.
Dilma fez questão de enfatizar que os 179 retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões-caçamba foram doados aos municípios. "São equipamentos de qualidade e produzidos no Brasil. O programa é feito com recursos que cobramos do contribuintes. Tem que haver retorno para a população", afirmou.
A presidente disse ainda que os municípios com menos de 50 mil habitantes também serão beneficiados pelo programa Mais Médicos, que causou polêmica no País ao propor a contratação de profissionais formados em outros países para atendimento na rede pública. "Uma das maiores reclamações dos prefeitos é a falta de médicos. Os governadores também reclamam, o Ministério da Saúde fala a mesma coisa e as pesquisas mostram que a população quer melhor atendimento em saúde. Por isso criamos o Mais Médicos", justificou, acrescentando que "vamos priorizar a contratação de médicos com diplomas brasileiros, mas não vamos olhar com preconceito para os médicos com diplomas de outros países".
Ao divulgar o programa Minha Casa Melhor, que prevê crédito de até R$ 5 mil para compra de móveis e eletrodomésticos para os beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida, a presidente destacou que o dinheiro pode ser usado para comprar, entre outros itens, TV de plasma e máquina de lavar roupas automática. "É automática, não é tanquinho, não. É para tirar a mulher do tanque", disse.
Ao contrário do que fez em recentes declarações, o governador Beto Richa, na cerimônia, não reclamou da ausência de investimentos federais. O tucano discursou antes da presidente Dilma Rousseff e enalteceu a importância das parcerias entre governo do Estado e governo federal. Ele citou a construção de casas populares, através do programa Minha Casa, Minha Vida.
Para a plateia de prefeitos, Beto Richa ainda afirmou que seu governo é "municipalista", já que privilegiaria investimentos nas cidades, e enfatizou que sempre trabalhou ao lado dos prefeitos e prefeitas sem distinção de partidos. "Quem paga a conta das divergências político-partidárias é o povo."
Ao todo, 154 prefeitos (mais de um terço do total de prefeitos do Paraná) foram contemplados. Um a um, foram chamados ao palco para posar para fotos ao lado da presidente. Um deles levou até uma bandeira do PT, dobrada, para que Dilma a autografasse. A presidente o fez de forma discreta e o impediu quando ele tentou estender o acessório.
Em cerimônia que começou com mais de uma hora de atraso, e se estendeu por quase três horas, a presidente mais uma vez se posicionou no palco do evento entre a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), e o governador Beto Richa (PSDB), que possivelmente se enfrentam nas eleições para governador no ano que vem. Gleisi, apesar de não ter assumido oficialmente a candidatura, foi recebida aos gritos de "governadora" por alguns correligionários. No discurso, Dilma referiu-se à ministra como "meu braço direito e meu braço esquerdo". A ministra não discursou. Dilma também manifestou intenção de voltar à região ainda em novembro deste ano para inaugurar o contorno norte de Maringá.
Além da chefe da Casa Civil e do governador do Estado, Dilma estava acompanhada dos ministros Helena Chagas, secretária de Comunicação Social da Presidência da República; Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; Paulo Bernardo, das Comunicações; e César Borges, dos Transportes.
Dilma fez questão de enfatizar que os 179 retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões-caçamba foram doados aos municípios. "São equipamentos de qualidade e produzidos no Brasil. O programa é feito com recursos que cobramos do contribuintes. Tem que haver retorno para a população", afirmou.
A presidente disse ainda que os municípios com menos de 50 mil habitantes também serão beneficiados pelo programa Mais Médicos, que causou polêmica no País ao propor a contratação de profissionais formados em outros países para atendimento na rede pública. "Uma das maiores reclamações dos prefeitos é a falta de médicos. Os governadores também reclamam, o Ministério da Saúde fala a mesma coisa e as pesquisas mostram que a população quer melhor atendimento em saúde. Por isso criamos o Mais Médicos", justificou, acrescentando que "vamos priorizar a contratação de médicos com diplomas brasileiros, mas não vamos olhar com preconceito para os médicos com diplomas de outros países".
Ao divulgar o programa Minha Casa Melhor, que prevê crédito de até R$ 5 mil para compra de móveis e eletrodomésticos para os beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida, a presidente destacou que o dinheiro pode ser usado para comprar, entre outros itens, TV de plasma e máquina de lavar roupas automática. "É automática, não é tanquinho, não. É para tirar a mulher do tanque", disse.
Ao contrário do que fez em recentes declarações, o governador Beto Richa, na cerimônia, não reclamou da ausência de investimentos federais. O tucano discursou antes da presidente Dilma Rousseff e enalteceu a importância das parcerias entre governo do Estado e governo federal. Ele citou a construção de casas populares, através do programa Minha Casa, Minha Vida.
Para a plateia de prefeitos, Beto Richa ainda afirmou que seu governo é "municipalista", já que privilegiaria investimentos nas cidades, e enfatizou que sempre trabalhou ao lado dos prefeitos e prefeitas sem distinção de partidos. "Quem paga a conta das divergências político-partidárias é o povo."
Carolina Avansini
Reportagem Local - Folha de Londrina
Reportagem Local - Folha de Londrina

