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LEC e Maringá iniciam busca pelo título

Times do Norte abrem neste domingo mais um capítulo importante para a história do futebol paranaense

Marcos Zanutto
 
Londrina e Maringá abrem hoje mais um capítulo importante para a história do futebol paranaense. Os dois times fazem o primeiro duelo da final do Campeonato Paranaense, às 16 horas, no estádio do Café. Já eram 22 anos sem que a decisão do torneio fosse protagonizada por dois times de fora da capital e a chegada dos rivais do Norte à decisão, além de reacender uma rivalidade que havia se apagado, pode ser um indício do ressurgimento do futebol do interior.

Londrina e Maringá chegam à decisão com uma característica parecida. Foram duas equipes que ousaram, jogaram com futebol ofensivo, mesmo contra Atlético, Coritiba e Paraná. Não à toa, os dois times são donos dos dois melhores ataques da competição e têm seus goleadores, brigando pela artilharia da competição.

Nos últimos 22 desses 58 anos completados ontem pelo Tubarão, o clube viveu um jejum. Desde 1992, o time não tem uma conquista importante. Foi justamente na última decisão interiorana. Daquela vez, o time alviceleste bateu o União Bandeirante após três jogos e ficou com o seu terceiro título estadual. Onze anos antes, outra final com times de fora de Curitiba. Era, até então, o mais importante duelo entre as duas potências do Café. O Londrina levou a melhor sobre o Grêmio Maringá, venceu por 3 a 2, lá na Cidade Canção, e por 2 a 1, em Londrina, e ficou com o título.

O último campeão vindo do interior foi o Paranavaí, que em 2007 despachou o Paraná Clube na decisão. Essa dificuldade em ter um time de fora da capital decidindo o título foi usada pelo técnico Cláudio Tencati, do LEC, para incentivar seus comandados. "Isso que estamos passando aqui não é para qualquer um. O último time do interior que foi para a final foi o Paranavaí, em 2007. O Paraná Clube, que é da capital, há quanto tempo não é campeão paranaense? E é considerado um clube grande. O próprio Atlético, que foi campeão em 2009. Estamos vivendo um sonho sim e temos que aproveitar esse momento para torná-lo realidade", apontou.

Sem ter muito o que mudar em campo, ele reconhece que o fator psicológico é decisivo neste momento e, neste quesito, o Londrina tem motivos para comemorar. A épica virada sobre o Atlético na semifinal encheu de confiança o grupo. "Tem um clima diferente. A maneira com que vencemos o Atlético e a maneira de superação que foi esse jogo, contagiou a cidade, a torcida e vejo isso muito favorável, muito bacana", analisou Tencati, que fará apenas uma alteração, a volta de Bidia na vaga de Anderson.

A preocupação do treinador é com o forte ataque maringaense. "O Cristiano, o Max, o Gabriel Barcos são jogadores perigosíssimos, abdicam de marcar para atacar", apontou.

Claudemir Sturion também tem todo o time à disposição para enfrentar o Londrina e não fará alteração. Vem com força máxima e postura ofensiva, como foi no confronto da fase de classificação, vencido pelo Tubarão por 3 a 2. Para ele, os pequenos detalhes podem definir o campeão. "O Londrina tem uma bola parada forte com o Rone (Dias). Nós temos um ataque rápido e forte", apontou o treinador.

folha de londrina
Thiago Mossini
Reportagem Local
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