Hospital Cristo Rei tem R$ 5 mi em dívidas

Instituição tem deficit mensal de mais de R$ 100 mil
Ibiporã - O Hospital Cristo Rei, de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina), tem atualmente o total de R$ 5.061.842,00 em dívidas com fornecedores, recursos humanos, empréstimos bancários, impostos federais e FGTS vencidos. A situação é tão grave que a instituição, se não conseguir arrecadar mais verbas nos próximos meses, corre o risco de fechar. O relatório do "estrago financeiro" foi entregue ao Ministério Público (MP) na última semana pelo interventor nomeado pela 17ª Regional de Saúde de Londrina, Carlos Luis Oporto Castro. "Detectamos irregularidades graves e constatamos uma má gestão administrativa financeira, que causou a situação caótica que se encontra o hospital. Estamos sucateados."
Em maio, quatro diretores do Cristo Rei chegaram a ser presos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suspeita de desvio de recursos públicos na ordem de R$ 3 milhões. O MP ajuizou ação contra eles ainda em maio, e os réus respondem processo criminal por formação de quadrilha, peculato/desvio, supressão de documentos e coação no curso do processo em liberdade. Segundo assessoria da promotora de Justiça de Ibiporã Amarílis Picarelli Cordioli, o processo ainda está em prazo de vistas e recebendo respostas dos advogados dos denunciados.
Sem entrar no mérito sobre onde os possíveis desvios financeiros ocorreram no hospital, o interventor explicou que, somente com fornecedores, a dívida foi estimada em R$ 523 mil. "Pagamos alguns fornecedores, principalmente os de remédios, porque senão não teríamos como continuar atendendo." Também ficou constatado que mais de R$ 2 milhões de recursos do FGTS foram descontados da folha de pagamento dos mais de 200 funcionários, mas o valor não foi repassado à União. Além disso, o endividamento com impostos federais e INSS chega a R$ 1,76 milhão. O hospital ainda possui endividamento bancário de R$ 612 mil. "Nosso relatório não tem caráter investigativo. Somente levantamos a dívidas e apresentamos um plano, mas não podemos explicar mais."
A análise financeira dos últimos cinco anos demorou quase dois meses para ser concluída. Segundo ele, usando as entradas de cinco meses, a média atual da receita do hospital é de R$ 732 mil, e as despesas chegam a R$ 840 mil. "Com esse deficit de mais de R$ 100 mil, não existe possibilidade de administração", destacou.
Para amenizar a situação, o interventor espera receber recursos do Estado e do município. O interventor foi nomeado após a diretoria ser afastada em maio, e ficaria até a entrega do relatório, mas agora ficará por tempo indeterminado. "Até que a situação financeira mais grave seja resolvida", finalizou.
Em maio, quatro diretores do Cristo Rei chegaram a ser presos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suspeita de desvio de recursos públicos na ordem de R$ 3 milhões. O MP ajuizou ação contra eles ainda em maio, e os réus respondem processo criminal por formação de quadrilha, peculato/desvio, supressão de documentos e coação no curso do processo em liberdade. Segundo assessoria da promotora de Justiça de Ibiporã Amarílis Picarelli Cordioli, o processo ainda está em prazo de vistas e recebendo respostas dos advogados dos denunciados.
Sem entrar no mérito sobre onde os possíveis desvios financeiros ocorreram no hospital, o interventor explicou que, somente com fornecedores, a dívida foi estimada em R$ 523 mil. "Pagamos alguns fornecedores, principalmente os de remédios, porque senão não teríamos como continuar atendendo." Também ficou constatado que mais de R$ 2 milhões de recursos do FGTS foram descontados da folha de pagamento dos mais de 200 funcionários, mas o valor não foi repassado à União. Além disso, o endividamento com impostos federais e INSS chega a R$ 1,76 milhão. O hospital ainda possui endividamento bancário de R$ 612 mil. "Nosso relatório não tem caráter investigativo. Somente levantamos a dívidas e apresentamos um plano, mas não podemos explicar mais."
A análise financeira dos últimos cinco anos demorou quase dois meses para ser concluída. Segundo ele, usando as entradas de cinco meses, a média atual da receita do hospital é de R$ 732 mil, e as despesas chegam a R$ 840 mil. "Com esse deficit de mais de R$ 100 mil, não existe possibilidade de administração", destacou.
Para amenizar a situação, o interventor espera receber recursos do Estado e do município. O interventor foi nomeado após a diretoria ser afastada em maio, e ficaria até a entrega do relatório, mas agora ficará por tempo indeterminado. "Até que a situação financeira mais grave seja resolvida", finalizou.
Paula Barbosa Ocanha
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

