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Arte e tecnologia empolgam alunos e visitantes

Resultados das oficinas e cursos de capacitação oferecidos na Epesmel foram expostos em 30 espaços

Fotos:Saulo Ohara
A sala dos experimentos do curso de Eletrotécnica Industrial foi uma das mais movimentadas
"É um pequeno gesto de ajuda", disse Taciane Oliveira, que doou o cabelo que beneficiará vítimas com câncer
A professora Aline Querino dos Santos coordenou as atividades da oficina de light painting
Londrina – A Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel) promoveu ontem, na sede da entidade, a Mostra de Projetos 2014. Resumir um ano de muito trabalho em uma exposição de um único dia não foi tarefa fácil. Os visitantes puderam conferir cerca de 30 atrações espalhadas por salas de aula e pelo pátio interno da escola, na Avenida Angelina Ricci Vezozzo, zona norte de Londrina.

A sala dos experimentos do curso de Eletrotécnica Industrial foi a mais movimentada. Dispositivos como o gerador de Vander Graaf, um globo eletrizado que produz o efeito de arrepiar os cabelos; ou o labirinto elétrico, em que a pessoa tem que conduzir uma argola sem encostar em uma haste cheia de obstáculos, chamaram a atenção dos alunos e visitantes.

Segundo o professor Maurílio Fontanez, todos os 12 projetos são o resultado práticos das atividades do curso. "A ciência, se bem trabalhada, é uma área que desperta fascínio nos jovens. Eles gostam muito", contou.

Fontanez é ex-aluno da Epesmel. Há cinco meses, ele está à frente da sala de aula no curso de Eletrotécnica Industrial. "Tanto as oficinas de contraturno escolar como o curso de capacitação fizeram uma transformação na minha vida. Sou muito grato por tudo que aprendi aqui", reconheceu. A aluna Dhara Maria, de 11 anos, pretende seguir os mesmos passos de Fontanez, mas na área da dança. "Gosto muito de tudo o que aprendo aqui. Um dia quero ser profissional e quem sabe, ensinar outras pessoas", planeja.

Em uma sala escura, a professora Aline Querino dos Santos coordenava as atividades da oficina de light painting, técnica fotográfica que capta a luz em alta exposição. Ela trabalhou com os alunos uma releitura fotográfica das obras do pintor abstracionista Wassily Kandinski. "Usamos uma lanterna com papel celofane colorido. O resultado é muito legal, a releitura permite conhecer a obra original e desenvolver a criatividade."

O celular, equipado com câmeras e aplicativos de mensagens instantâneas, geralmente não é bem visto dentro da sala de aula pelos professores. Não na Epesmel. A tecnologia foi a ferramenta para cerca de 50 alunos montarem uma exposição com fotos de vários bairros da cidade, além da zona rural. Foram seis meses de captação e seleção das melhores fotos. "A gente aprende que o celular é muito mais do que bate-papo", disse o aluno Yuri Nathan, de 14 anos.

SOLIDARIEDADE


A mostra também incluiu ações de solidariedade. A auxiliar de almoxarifado Taciane Isabel de Oliveira, de 31 anos, foi uma mulheres que fez doação de cabelo que beneficiará crianças com câncer atendidas pela ONG Viver, de Londrina. Sem mexer nos cabelos há dois anos, ela doou 20 centímetros dos fios. "É um pequeno gesto de ajuda, mas que com certeza vale muito para quem recebe", disse. A cabeleireira voluntária Daiane Batista destacou a atitude das "clientes". "Abrir mão da vaidade não é fácil, mas quando é por uma causa nobre como esta, vale a pena", avaliou.
Celso Felizardo
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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