Bancada do PT quer apuração sobre agressão a educadores
Confusão aconteceu terça-feira na AL, quando parlamentares discutiam proposta do Executivo para prorrogar mandato de diretores de escolas
Curitiba - A bancada do PT na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná apresentou ontem um requerimento solicitando "a imediata apuração dos fatos e a tomada de medidas cabíveis em relação aos atos de violência ocorridos" durante a sessão plenária de anteontem. Na ocasião, seguranças da Casa retiraram à força, a pedido do presidente Valdir Rossoni (PSDB), educadores que lotavam as galerias, para protestar contra a aprovação do projeto de lei que prorroga por um ano os mandatos dos atuais diretores das 2,1 mil escolas públicas estaduais.
A confusão começou quando um manifestante invadiu o plenário para entregar uma nota de R$ 10 ao líder do governo, Ademar Traiano (PSDB). Depois, alguns deles entoaram gritos como "mercenários" e "golpe", em referência à suspensão do pleito nas escolas, inicialmente marcado para o dia 26 de novembro. A assessoria de imprensa da AL confirmou que quatro professores foram encaminhados ao departamento médico do Legislativo, sendo que três precisaram ser transferidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Evangélico, na capital, para realizar exames mais detalhados. Eles foram medicados e liberados.
A docente Sandra Gomes, de Paranavaí, que revelou ter levado tapas e empurrões, ficou durante a noite na unidade, em observação, e terá de passar por nova avaliação médica. Conforme a secretária de finanças da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, os médicos suspeitam que ela tenha sofrido danos na coluna. "Eles vieram chutando, dando murro. Jogaram eu e outra professora, deram na minha cara. Isso é um desrespeito", disse Sandra, anteontem. Câmeras de vídeo também mostraram o professor Ivan Bernardo sendo carregado e, em seguida, levando chutes. "Não podemos nos calar diante de cenas em que um professor é arrastado e jogado escada abaixo", discursou o líder do PT, Tadeu Veneri. Marlei contou que os professores fizeram boletim de ocorrência e exame de corpo e delito.
Representantes da entidade se reuniram na tarde de ontem com o secretário de Estado da Educação, Paulo Afonso Schmidt, para discutir o ocorrido e tratar de outras pautas relativas à categoria.
De acordo com a assessoria da AL, a diretoria está colhendo imagens das agressões para avaliar que medidas eventualmente tomar. Rossoni, que ontem esteve em Brasília, participando da reunião da executiva nacional do PSDB, só deve voltar hoje a Curitiba. Anteontem, ele falou à FOLHA que não houve excessos. "Quando é preciso manter a ordem, pode ocorrer isso. Lamento que as pessoas não respeitem o recinto em que se encontram. Os seguranças estão a serviço do presidente, o presidente determinou a retirada e assim deve ser feito". Mais tarde, o chefe da AL publicou, em sua conta no microblog Twitter, post chamando os docentes de "petralhas canalhas", por terem "bagunçado" as votações. "Baderna não. Determinei a retirada", escreveu.
A confusão começou quando um manifestante invadiu o plenário para entregar uma nota de R$ 10 ao líder do governo, Ademar Traiano (PSDB). Depois, alguns deles entoaram gritos como "mercenários" e "golpe", em referência à suspensão do pleito nas escolas, inicialmente marcado para o dia 26 de novembro. A assessoria de imprensa da AL confirmou que quatro professores foram encaminhados ao departamento médico do Legislativo, sendo que três precisaram ser transferidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Evangélico, na capital, para realizar exames mais detalhados. Eles foram medicados e liberados.
A docente Sandra Gomes, de Paranavaí, que revelou ter levado tapas e empurrões, ficou durante a noite na unidade, em observação, e terá de passar por nova avaliação médica. Conforme a secretária de finanças da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, os médicos suspeitam que ela tenha sofrido danos na coluna. "Eles vieram chutando, dando murro. Jogaram eu e outra professora, deram na minha cara. Isso é um desrespeito", disse Sandra, anteontem. Câmeras de vídeo também mostraram o professor Ivan Bernardo sendo carregado e, em seguida, levando chutes. "Não podemos nos calar diante de cenas em que um professor é arrastado e jogado escada abaixo", discursou o líder do PT, Tadeu Veneri. Marlei contou que os professores fizeram boletim de ocorrência e exame de corpo e delito.
Representantes da entidade se reuniram na tarde de ontem com o secretário de Estado da Educação, Paulo Afonso Schmidt, para discutir o ocorrido e tratar de outras pautas relativas à categoria.
De acordo com a assessoria da AL, a diretoria está colhendo imagens das agressões para avaliar que medidas eventualmente tomar. Rossoni, que ontem esteve em Brasília, participando da reunião da executiva nacional do PSDB, só deve voltar hoje a Curitiba. Anteontem, ele falou à FOLHA que não houve excessos. "Quando é preciso manter a ordem, pode ocorrer isso. Lamento que as pessoas não respeitem o recinto em que se encontram. Os seguranças estão a serviço do presidente, o presidente determinou a retirada e assim deve ser feito". Mais tarde, o chefe da AL publicou, em sua conta no microblog Twitter, post chamando os docentes de "petralhas canalhas", por terem "bagunçado" as votações. "Baderna não. Determinei a retirada", escreveu.
Mariana Franco Ramos
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

