Principais candidatos fecham campanha no vermelho
Nas campanhas ao governo do Estado, Beto, Requião e Gleisi não conseguiram arrecadação suficiente para pagar despesas

Os três principais candidatos ao governo do Paraná nas eleições de outubro arrecadaram menos do que gastaram em suas campanhas. Entre os "nanicos", Tulio Bandeira (PTC) também ficou no vermelho. O governador reeleito, Beto Richa (PSDB), foi o que mais arrecadou – quase R$ 26 milhões, mas sua dívida foi a segunda maior, de R$ 3,7 milhões. A candidata do PT, a terceira mais votada, teve o segundo maior gasto, de quase R$ 27 milhões, e ficou com a maior dívida de campanha, de aproximadamente R$ 6 milhões. Tanto Beto quanto Gleisi haviam declarado R$ 36 milhões como limite de gastos.
O senador Roberto Requião (PMDB), segundo mais votado, gastou R$ 11,8 milhões e arrecadou R$ 10,2 milhões, ficando, portanto, com dívida de quase R$ 1,6 milhão. Tulio Bandeira arrecadou R$ 227 mil e gastou R$ 236 mil. Ogier Buchi (PRP) e Geonísio Marinho (PRTB) gastaram exatamente o que arrecadaram, respectivamente R$ 66,8 mil e R$ 22,7 mil. Bernardo Pilotto (PSOL) arrecadou R$ 6,7 mil e gastou R$ 6 mil e Rodrigo Tomazini (PSTU), de um único doador, recebeu R$ 650 e gastou R$ 506.
O coordenador de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Marden Machado, disse que fechar as contas com dívidas não significa a reprovação delas. "O candidato terá de pagar o que deve, mas, para efeito de análise eleitoral, interessa saber se a documentação está correta do ponto de vista contábil", explicou.
BETO RICHA
Beto Richa contou com bancos e instituições financeiras entre os doadores de maior vulto em sua campanha pela reeleição. O Banco BTG Pactual e o BTG Pactual Serviços Financeiros repassaram, cada um, R$ 1 milhão para as contas do tucano. Nos dois casos, as transações foram feitas via diretório nacional do PSDB.
Integram a lista dos doadores milionários a Fresnomaq Indústrias de Máquinas (R$ 1,3 milhão, a maior quantia em um único repasse) e a JBS S/A, dona da Friboi, uma das maiores empresas do ramo alimentício do mundo (R$ 1 milhão). Ainda integram o rol de instituições financeiras o Bradesco Vida e Previdência, com R$ 500 mil, e o Itaú Unibanco, com R$ 300 mil.
Outras empresas, como a Moinho Iguaçu Agroindustrial, por exemplo, fizeram repasses em parcelas – a companhia doou R$ 1 milhão ao tucano em dois repasses de R$ 500 mil. A Transporte Gralha Azul do Brasil também fez dois repasses, nos valores de R$ 300 mil em agosto e de R$ 150 mil outubro.
Ainda compõem o caixa de campanha os repasses feitos via diretórios do PSDB nacional (R$ 4,1 milhões), estadual (R$ 3,4 milhões) e municipal (R$ 66 mil).
REQUIÃO
O maior doador direto da campanha de Requião foi o frigorífico JBS (Friboi), que injetou R$ 1,5 milhão. Por meio do PMDB, o candidato recebeu R$ 2,6 milhões, sendo R$ 1 milhão do grupo BTG Pactual, R$ 500 mil da empresária do ramo de transportes costeiros Zuleika Torrealba, R$ 100 mil da Klabin e outros R$ 500 mil da Friboi.
Outras grandes doações vieram da campanha de Michel Temer (PMDB) à reeleição como vice-presidente de Dilma Rousseff (PT): R$ 500 mil da OAS, R$ 400 mil da JBS e R$ 200 mil da Amil Assistência Médica. A campanha de Dilma fez repasse de R$ 6 mil a Requião, mesmo com candidata própria no Estado. Outros R$ 6 mil vieram da campanha vitoriosa à Câmara Federal do sobrinho de Requião, João Arruda. De três diferentes distribuidoras de pneus, o peemedebista conseguiu arrecadar R$ 1,4 milhão.
A direção estadual do PMDB doou R$ 400 mil a Requião, sendo metade da indústria de bebidas CRBS e metade da Gerdau. Entre os doadores diretos, o candidato derrotado ao Senado Marcelo Almeida (PMDB) foi o segundo maior doador (atrás da JBS). Também estão na lista de doadores diretos a Proaço (R$ 400 mil); a construtora Triunfo (R$ 50 mil); Condor Super Center (R$ 100 mil); Cattalini Terminais Marítimos (R$ 100 mil); Prati Donaduzzi (R$ 40 mil). Entre os doadores pessoais, estão Maurício Requião (R$ 15 mil), irmão do senador, e os correligionários Osmar Serraglio (R$ 3,5 mil) e Nereu Moura (R$ 2,7 mil).
GLEISI
A maior parte dos R$ 21 milhões arrecadados pela campanha da senadora petista veio por transferência da direção nacional de seu partido, que obteve doações junto a empresas, especialmente construtoras. O PT repassou R$ 15,3 milhões para Gleisi. Entre os doadores diretos estão na lista a JBS, que transferiu R$ 8,5 milhões à campanha petista; a Sanches Tripolini (R$ 1,9 milhão); e a CR Almeida (R$ 950 mil).
A direção estadual do PT repassou R$ 1,5 milhão para Gleisi, cujos doadores originais são o Banco BTG Pactual (R$ 400 mil), a Cosan Lubrificantes (R$ 200 mil), a fabricante de medicamentos Prati Donaduzzi (R$ 70 mil) e a JBS (R$ 50 mil). A maior doadora direta de Gleisi foi a Construtora Triunfo, que contribuiu com R$ 1,5 milhão, além de R$ 500 mil doados à direção estadual do partido. O comitê de reeleição da presidente Dilma doou quase R$ 500 mil à campanha de Gleisi. O restante dos recursos, em quantias menores, provem de empresas e pessoas físicas, notadamente membros do partido.
Chama a atenção que algumas empresas fizeram doações a pelos menos dois dos três candidatos mais votados: JBS, Cosan, Pactual, Andrade Gutierrez e Triunfo.
‘PREÇO DO VOTO’
Considerando o valor total gasto na campanha eleitoral deste ano, cada um dos 5,9 milhões de votos custou R$ 11,60. O voto mais caro foi aquele dado ao PT, já que a campanha custou quase R$ 27 milhões e Gleisi fez 881 mil votos: cada voto custou R$ 30,56. O voto dado a Tulio Bandeira custou R$ 17,03, o segundo mais caro. Em seguida estão os votos dados a Beto (R$ 8,98); Requião (R$ 7,26); Geonísio (R$ 3,11); Ogier
(R$ 1,32); Pilotto (R$ 0,17); e Tomazini (R$ 0,09).
PARLAMENTARES
No Paraná, 87 dos 345 candidatos a deputado federal e 195 dos 850 candidatos a deputado estadual não haviam entregue suas declarações no prazo exigido pelo TSE.
O senador Roberto Requião (PMDB), segundo mais votado, gastou R$ 11,8 milhões e arrecadou R$ 10,2 milhões, ficando, portanto, com dívida de quase R$ 1,6 milhão. Tulio Bandeira arrecadou R$ 227 mil e gastou R$ 236 mil. Ogier Buchi (PRP) e Geonísio Marinho (PRTB) gastaram exatamente o que arrecadaram, respectivamente R$ 66,8 mil e R$ 22,7 mil. Bernardo Pilotto (PSOL) arrecadou R$ 6,7 mil e gastou R$ 6 mil e Rodrigo Tomazini (PSTU), de um único doador, recebeu R$ 650 e gastou R$ 506.
O coordenador de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Marden Machado, disse que fechar as contas com dívidas não significa a reprovação delas. "O candidato terá de pagar o que deve, mas, para efeito de análise eleitoral, interessa saber se a documentação está correta do ponto de vista contábil", explicou.
BETO RICHA
Beto Richa contou com bancos e instituições financeiras entre os doadores de maior vulto em sua campanha pela reeleição. O Banco BTG Pactual e o BTG Pactual Serviços Financeiros repassaram, cada um, R$ 1 milhão para as contas do tucano. Nos dois casos, as transações foram feitas via diretório nacional do PSDB.
Integram a lista dos doadores milionários a Fresnomaq Indústrias de Máquinas (R$ 1,3 milhão, a maior quantia em um único repasse) e a JBS S/A, dona da Friboi, uma das maiores empresas do ramo alimentício do mundo (R$ 1 milhão). Ainda integram o rol de instituições financeiras o Bradesco Vida e Previdência, com R$ 500 mil, e o Itaú Unibanco, com R$ 300 mil.
Outras empresas, como a Moinho Iguaçu Agroindustrial, por exemplo, fizeram repasses em parcelas – a companhia doou R$ 1 milhão ao tucano em dois repasses de R$ 500 mil. A Transporte Gralha Azul do Brasil também fez dois repasses, nos valores de R$ 300 mil em agosto e de R$ 150 mil outubro.
Ainda compõem o caixa de campanha os repasses feitos via diretórios do PSDB nacional (R$ 4,1 milhões), estadual (R$ 3,4 milhões) e municipal (R$ 66 mil).
REQUIÃO
O maior doador direto da campanha de Requião foi o frigorífico JBS (Friboi), que injetou R$ 1,5 milhão. Por meio do PMDB, o candidato recebeu R$ 2,6 milhões, sendo R$ 1 milhão do grupo BTG Pactual, R$ 500 mil da empresária do ramo de transportes costeiros Zuleika Torrealba, R$ 100 mil da Klabin e outros R$ 500 mil da Friboi.
Outras grandes doações vieram da campanha de Michel Temer (PMDB) à reeleição como vice-presidente de Dilma Rousseff (PT): R$ 500 mil da OAS, R$ 400 mil da JBS e R$ 200 mil da Amil Assistência Médica. A campanha de Dilma fez repasse de R$ 6 mil a Requião, mesmo com candidata própria no Estado. Outros R$ 6 mil vieram da campanha vitoriosa à Câmara Federal do sobrinho de Requião, João Arruda. De três diferentes distribuidoras de pneus, o peemedebista conseguiu arrecadar R$ 1,4 milhão.
A direção estadual do PMDB doou R$ 400 mil a Requião, sendo metade da indústria de bebidas CRBS e metade da Gerdau. Entre os doadores diretos, o candidato derrotado ao Senado Marcelo Almeida (PMDB) foi o segundo maior doador (atrás da JBS). Também estão na lista de doadores diretos a Proaço (R$ 400 mil); a construtora Triunfo (R$ 50 mil); Condor Super Center (R$ 100 mil); Cattalini Terminais Marítimos (R$ 100 mil); Prati Donaduzzi (R$ 40 mil). Entre os doadores pessoais, estão Maurício Requião (R$ 15 mil), irmão do senador, e os correligionários Osmar Serraglio (R$ 3,5 mil) e Nereu Moura (R$ 2,7 mil).
GLEISI
A maior parte dos R$ 21 milhões arrecadados pela campanha da senadora petista veio por transferência da direção nacional de seu partido, que obteve doações junto a empresas, especialmente construtoras. O PT repassou R$ 15,3 milhões para Gleisi. Entre os doadores diretos estão na lista a JBS, que transferiu R$ 8,5 milhões à campanha petista; a Sanches Tripolini (R$ 1,9 milhão); e a CR Almeida (R$ 950 mil).
A direção estadual do PT repassou R$ 1,5 milhão para Gleisi, cujos doadores originais são o Banco BTG Pactual (R$ 400 mil), a Cosan Lubrificantes (R$ 200 mil), a fabricante de medicamentos Prati Donaduzzi (R$ 70 mil) e a JBS (R$ 50 mil). A maior doadora direta de Gleisi foi a Construtora Triunfo, que contribuiu com R$ 1,5 milhão, além de R$ 500 mil doados à direção estadual do partido. O comitê de reeleição da presidente Dilma doou quase R$ 500 mil à campanha de Gleisi. O restante dos recursos, em quantias menores, provem de empresas e pessoas físicas, notadamente membros do partido.
Chama a atenção que algumas empresas fizeram doações a pelos menos dois dos três candidatos mais votados: JBS, Cosan, Pactual, Andrade Gutierrez e Triunfo.
‘PREÇO DO VOTO’
Considerando o valor total gasto na campanha eleitoral deste ano, cada um dos 5,9 milhões de votos custou R$ 11,60. O voto mais caro foi aquele dado ao PT, já que a campanha custou quase R$ 27 milhões e Gleisi fez 881 mil votos: cada voto custou R$ 30,56. O voto dado a Tulio Bandeira custou R$ 17,03, o segundo mais caro. Em seguida estão os votos dados a Beto (R$ 8,98); Requião (R$ 7,26); Geonísio (R$ 3,11); Ogier
(R$ 1,32); Pilotto (R$ 0,17); e Tomazini (R$ 0,09).
PARLAMENTARES
No Paraná, 87 dos 345 candidatos a deputado federal e 195 dos 850 candidatos a deputado estadual não haviam entregue suas declarações no prazo exigido pelo TSE.

Loriane Comeli e Luís Fernando Wiltemburg
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

