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Número de homicídios cai 21% no PR

Estado é o segundo que mais diminuiu as mortes violentas no País

Londrina – Entre os 27 Estados e o Distrito Federal, o Paraná foi o segundo que mais diminuiu o número de homicídios dolosos no País, segundo o 8º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado ontem.

Em 2012, foram assassinadas 3.135 pessoas no Estado contra 2.572, no ano passado, uma queda de 21,3%. No Amazonas foi registrada a maior retração: 21,4%. Em 2013, o Paraná computou ainda 46 latrocínios (roubo seguido de morte) e 86 lesões corporais seguidas de morte.

A taxa de homicídios por 100 mil habitantes no Estado é de 23,3. Em 2012, era de 29,6. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as taxas fiquem abaixo de 10 por 100 mil habitantes. De acordo com a pesquisa, no Brasil a taxa no ano passado era de 25,2.

Em Londrina, também houve queda no número de mortes violentas. Há dois anos, foram registrados 111 homicídios contra 71, no ano passado. Uma redução de 36%. Para o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Márcio Amaro, 2013 "foi um ano atípico", já que a média de assassinatos na cidade no últimos dez anos oscilou entre 90 e 100 homicídios.

"O ano passado não dá para ser parâmetro. O que temos feito para combater este tipo de crime é realizar prisões, identificar os autores para que a impunidade não impere e solucionar os casos", afirmou. Em 2014, até ontem, Londrina registrou 87 homicídios.

Brasil
Os dados mostram que o número de homicídios dolosos no País aumentou 1,1% de 2012 para 2013. Há dois anos foram 50.241 assassinatos contra 50.806 no ano passado, o que significa que a cada dez minutos uma pessoa é morta no Brasil. "É a primeira vez que a gente mostra a estabilização dos homicídios no País", disse Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, responsável pelo anuário.

Alagoas é o Estado mais violento do País, com uma taxa de 64,7 vítimas por 100 mil habitantes, 0,4% maior que em 2012, que era de 64,4. Em número absolutos, Alagoas registrou o assassinato de 2.140 pessoas no ano passado.

O Estado que apresentou o maior aumento na taxa de vítimas de homicídio, de 2012 para 2013, foi o Rio Grande do Norte. A taxa saltou de 11,4 por 100 mil habitantes para 22,1 (alta de 93,2%). Em números absolutos, de 369 para 747 vítimas.

São Paulo teve, em 2013, a menor taxa do País: 10,8 mortos por 100 mil, ante 12,4 em 2012 (queda de 12,9%). Em números absolutos, foram mortas 4.739 pessoas em território paulista no ano passado.

Segundo o estudo, o Brasil gastou em 2013 com custos da violência, segurança pública, prisões e unidades de medidas socioeducativas, R$ 258 bilhões, o que representa 5,4% do PIB do País. Deste total, R$ 192 bilhões foram gastos com custos sociais da violência (R$ 114 bilhões decorrentes de perdas humanas, ou seja, vidas perdidas; e R$ 78 bilhões incluem gastos com segurança privada, sistema de saúde e seguros); R$ 61,1 bilhões com polícias e segurança pública; e outros R$ 4,9 bilhões com prisões e unidades prisionais e de medidas socioeducativas.

"Os dados são muito preocupantes. Uma morte a cada dez minutos é algo inaceitável. Algo está errado e tem que ser alterado, por exemplo, no investimento em segurança pública. No estudo percebemos que existe uma grande diferença nos investimentos feitos na segurança pública (efetivo policial, treinamento, inovações) e nos gastos decorrentes de mortes violentas. É uma conta que não fecha, é preciso avaliar se os investimentos estão sendo feitos da maneira correta para chegarmos num equilíbrio", ressaltou Beatriz Rodrigues, pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

ÓRGÃOS
A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) não comentou os dados do anuário. Segundo a assessoria de imprensa, o secretário Leon Grupenmacher está em viagem a Israel, participando de um congresso internacional de segurança pública. As fontes disponíveis na Polícia Civil também não puderam comentar os dados.(Com Agências)


Lucio Flávio Cruz e Rubens Chueire Jr.
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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