Missão chinesa deve habilitar novos frigoríficos brasileiros

ABPA trabalha para agilizar a liberação de sete indústrias de carne de frango para exportar à China
São Paulo - A China enviará uma missão técnica ao Brasil ao fim deste mês para inspecionar e habilitar novas plantas de frangos, suínos e bovinos à exportação, informou o vice-presidente de Aves da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em entrevista por telefone, de Pequim. A expedição foi confirmada em reunião entre o dirigente brasileiro e representantes da Secretaria Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China.
Segundo Santin, o governo chinês ainda não confirmou quantas unidades devem ser credenciadas em junho. "Isso é algo que ainda está em negociação entre o adido agrícola do Brasil (naquele país), a embaixada e os órgãos chineses", disse. A data da expedição sanitária também não foi divulgada. "Eles ainda estão se preparando para a viagem", explicou.
Em maio, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, havia informado que a China se comprometeu a liberar 17 plantas ainda este mês. Hoje, o Brasil tem permissão para vender carne àquele país a partir de 29 plantas de aves, oito de bovinos e seis de suínos, sendo que cinco das unidades de processamento de carne frango foram autorizadas no ano passado.
Em sua passagem por Xangai e Pequim na semana passada, o representante da ABPA também se reuniu com associações de produtores e consumidores chineses e participou da FMA China 2015, uma das principais feiras de alimentos do país. Santin definiu os encontros como "de importância política" e afirmou que os objetivos foram buscar a habilitação de mais unidades, criar canais de comunicação efetivos com entidades e órgãos chineses e garantir a qualidade dos produtos brasileiros. A expedição foi realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
Taiwan
De Pequim, Santin parte para Taiwan para mais rodadas de negociações, desta vez para tentar abrir aquele mercado à carne de frango brasileira. Na viagem, o dirigente da ABPA irá se encontrar com a diretora do Serviço de Vigilância Sanitária e Quarentena Animal e Vegetal de Taiwan, Chang Su-San.
"Trata-se de mais um passo nas negociações. Não quer dizer que sairemos de Taiwan com o mercado aberto", ponderou Santin. No entanto, ele afirmou que o Brasil já encaminhou os questionários solicitados pelo país e aguarda uma decisão política. "O ministro-conselheiro responsável pelo escritório brasileiro nos adiantou que o cenário é bem positivo para a abertura."
Liberação
A ABPA informou também, em nota, que trabalha para agilizar a liberação de sete indústrias de carne de frango para exportar à China. As unidades, já vistoriadas, se somariam às 29 plantas atualmente autorizadas a embarcar ao país asiático. Também está na lista uma para embarques de carne suína - outras seis já estão autorizadas a exportar.
"A expectativa repassada pelo governo brasileiro é de que o anúncio da autorização das exportações dessas oito plantas de aves e suínos deverá acontecer antes da reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível (Cosban), programada para o final deste mês", afirma o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, no comunicado.
Segundo Santin, o governo chinês ainda não confirmou quantas unidades devem ser credenciadas em junho. "Isso é algo que ainda está em negociação entre o adido agrícola do Brasil (naquele país), a embaixada e os órgãos chineses", disse. A data da expedição sanitária também não foi divulgada. "Eles ainda estão se preparando para a viagem", explicou.
Em maio, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, havia informado que a China se comprometeu a liberar 17 plantas ainda este mês. Hoje, o Brasil tem permissão para vender carne àquele país a partir de 29 plantas de aves, oito de bovinos e seis de suínos, sendo que cinco das unidades de processamento de carne frango foram autorizadas no ano passado.
Em sua passagem por Xangai e Pequim na semana passada, o representante da ABPA também se reuniu com associações de produtores e consumidores chineses e participou da FMA China 2015, uma das principais feiras de alimentos do país. Santin definiu os encontros como "de importância política" e afirmou que os objetivos foram buscar a habilitação de mais unidades, criar canais de comunicação efetivos com entidades e órgãos chineses e garantir a qualidade dos produtos brasileiros. A expedição foi realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
Taiwan
De Pequim, Santin parte para Taiwan para mais rodadas de negociações, desta vez para tentar abrir aquele mercado à carne de frango brasileira. Na viagem, o dirigente da ABPA irá se encontrar com a diretora do Serviço de Vigilância Sanitária e Quarentena Animal e Vegetal de Taiwan, Chang Su-San.
"Trata-se de mais um passo nas negociações. Não quer dizer que sairemos de Taiwan com o mercado aberto", ponderou Santin. No entanto, ele afirmou que o Brasil já encaminhou os questionários solicitados pelo país e aguarda uma decisão política. "O ministro-conselheiro responsável pelo escritório brasileiro nos adiantou que o cenário é bem positivo para a abertura."
Liberação
A ABPA informou também, em nota, que trabalha para agilizar a liberação de sete indústrias de carne de frango para exportar à China. As unidades, já vistoriadas, se somariam às 29 plantas atualmente autorizadas a embarcar ao país asiático. Também está na lista uma para embarques de carne suína - outras seis já estão autorizadas a exportar.
"A expectativa repassada pelo governo brasileiro é de que o anúncio da autorização das exportações dessas oito plantas de aves e suínos deverá acontecer antes da reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível (Cosban), programada para o final deste mês", afirma o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, no comunicado.
Renato Oselame
Agência Estado-FOLHA DE LONDRINA
Agência Estado-FOLHA DE LONDRINA


