ANDIRÁ - Um espaço para resgatar a memória da cidade




Divulgação/PMA
Localizada na antiga estação ferroviária, a Casa da Memória de Andirá deve ser inaugurada em 30 dias

Andirá - A Casa de Memória Prefeito Roberto Simoni, em Andirá, deve ser inaugurada em 30 dias. A informação é da secretária de Educação, Sirlei Maria de Freitas Aguiar, uma das coordenadoras do projeto. Localizado na antiga estação ferroviária, o espaço cultural e de memória segue um projeto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mesmo norte aplicado em casas de memórias em outras cidades.
Entre as obras de reestruturação do local realizadas pela prefeitura estão a pinturas interna e externa e instalação de piso, vidros, parte elétrica, poste de luminária externa. Nos próximos dias será realizado o trabalho de arborização e jardinagem no local, com ajustes de terraplanagem, colocação de grama.
Paralelamente ao trabalho de restauração do imóvel, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura promove uma campanha de arrecadação de fotos e peças para serem expostos. Muitas famílias e pioneiros já têm contribuído e o acervo já se encontra bem diverso. Entre os bens doados estão uma mala de viagem de navio, de 1880, e uma edição de uma bíblia, doada pela família de Bráulio Barbosa Ferraz, do século 19. Até mesmo um uniforme, da versão dos anos 50 da antiga Banda Marcial Municipal, já integra o acervo.
O trabalho de visita às famílias pioneiras para arrecadação de peças, além do trabalho administrativo na Casa de Memória, é realizado pela equipe da diretora do Departamento de Cultura de Andirá, Sônia Endo. Ela e sua equipe fazem até mesmo o trabalho de limpeza e restauração das peças. "O mais bacana é ver o envolvimento da comunidade que nos visita a todo o momento com palavras de incentivo e doações de peças extraordinárias. Aos poucos a nossa história sendo resgatada", conta a diretora.
Uma das visitas foi do pioneiro João Galdino. "Ele contou um pouco da história da Estação Ferroviária e nos deu orientações importantes sobre o museu", disse a diretora.

HOMENAGEM
Todo este trabalho da efetivação do projeto da Casa de Memória foi sonhados e idealizado pela professora Maria do Carmo dos Santos Martins(Tatinha), já falecida. Desde o início documental do projeto, reuniões com lideranças políticas e pioneiros da cidade, além do contato direto com o Iphan era realizado por ela, que desenhou na memória de muitos o projeto que hoje está prestes a ser concluído. Uma das maiores referencias de defesa da cultura andiraense, ela se dedicou por muitos anos, também, a banda marcial Municipal. Educadora, defensora das artes, Tatinha tinha nas políticas culturais uma referência para mobilização social. Por isso, muitos jovens a tem como referência. De acordo com a Diretora de Cultura, um dos espaços da Casa da Memória levará o seu nome, em homenagem e reconhecimento público.
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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