SEGURANÇA - Depen troca direção da PEL 2





Novo diretor tem missão de implementar medidas como ampliação do número de visitas e ações de ressocialização

Anderson Coelho
Cartaxo (centro), com Peixoto e Nakadomari, anunciou que o edital de licitação para reconstrução da PEL 2 deve ser lançado em 20 dias

O Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen) anunciou mudanças na direção de unidades prisionais de Londrina e medidas para garantir um tratamento humanizado aos presos na unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). O diretor do Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon), Reginaldo Peixoto, assumiu o comando da PEL 2 no lugar de Luiz Fernandes Pinza Silva. O novo diretor do Creslon deve ser anunciado nos próximos dias, e virá de Curitiba.
Peixoto terá a missão de implementar uma série de melhorias na unidade. As ações foram apontadas pelo diagnóstico elaborado por uma equipe do Depen, que avaliou as condições das unidades prisionais. Desde domingo, os interventores vistoriaram a Casa de Custódia (CCL), PEL 1, PEL 2 e Creslon. "Com esse diagnóstico identificamos vários problemas que estão sendo tratados como prioridade", disse Luiz Alberto Cartaxo Moura, diretor do Depen. Segundo ele, a troca de comando da PEL 2 é salutar para que novas ideias sejam adotadas. "Era necessário que fizéssemos essa mudança por uma série de aspectos funcionais da unidade. Outras mudanças serão implementadas ao longo dos meses, inclusive em relação ao pessoal", afirmou.
O diretor afirmou que, em relação a denúncias de abuso físico dos agentes penitenciários, a intenção do Depen é "corrigir a atuação dos agentes para que haja um tratamento mais humanitário ao preso e, ao mesmo tempo, aplicarmos as sanções cabíveis, ou seja, a corregedoria virá".
O tempo de banho de sol foi ampliado. Os detentos ficam agora seis horas por dia fora das celas. O Depen determinou que a segurança seja feita, inicialmente, pelo grupo de Serviço de Operações Especiais (SOE), especializados em situações de crise. Posteriormente, o grupo irá treinar os agentes penitenciários. Cartaxo acredita que, com essa medida, será possível mitigar a situação de insalubridade na penitenciária. "A insalubridade da PEL 2 é em função da sua precaridade para movimentação para o banho de sol, visitas e atividades que tiram o preso de dentro da cela. Isso gera um passivo insalubre para todos." Outra medida é a implantação de visitas duas vezes por mês, sendo que em uma delas será permitido levar crianças. O novo diretor tem a missão de, em um prazo de 60 dias, adotar um programa para que haja três visitas mensais. Desde a rebelião de outubro de 2015, apenas uma visita mensal estava ocorrendo.
Também deverá ser seguida, em curto prazo, a portaria do Departamento que regulamenta os produtos que os familiares dos presos podem levar à unidade. Hoje está permitido levar apenas leite em pó, achocolatado e bolachas. " Não foi fixado prazo, mas deve ser adotada em um curto espaço de tempo, pois vai depender da estruturação de sistema de revista eficiente", disse Cartaxo.
Os seis parlatórios destruídos durante a rebelião foram recuperados e dentro de alguns dias serão liberados para o uso dos advogados. Cartaxo anunciou ainda que a PEL 2 será reconstruída. O edital de licitação deve ser lançado em 20 dias. O governo vai destinar R$ 2,7 milhões para as obras. Algumas áreas da unidade estão condenadas, em função da depredação durante o motim do ano passado. Uma ala está interditada e os espaços destinados a estudo, trabalho e leitura foram destruídos.
Aline Machado Parodi
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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