Ataques a bancos estão mais violentos, dizem vigilantes



Agência do Bco. do Brasil de Bela Vista do Paraíso




Apesar da queda nas ocorrências, quadrilhas têm utilizado estratégias cada vez mais ousadas


Três agências bancárias foram alvo de assaltantes nos últimos três dias na região de Londrina. Na madrugada de ontem, criminosos usaram um maçarico para abrir caixas eletrônicos no Banco do Brasil de Sertanópolis e terminaram por incendiar a agência. Menos de uma hora depois, outra agência do mesmo banco, em Bela Vista do Paraíso, teve caixas eletrônicos explodidos. Na madrugada de domingo, a ação foi no Bradesco da Rua Guaporé, no centro de Londrina.
De acordo com o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, que contabiliza os dados, somente neste ano já foram registrados 80 ataques a bancos no Estado. O número é 28% menor que os 111 anotados no mesmo período do ano passado. Enquanto as explosões acompanharam a redução geral, de 80 para 43 casos, os arrombamentos aumentaram de 17 para 24 ocorrências. Os assaltos se mantiveram estáveis, foram de 14 para 13 casos.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes, João Soares, apesar da redução aparente dos casos, as estatísticas escondem um dado importante: o aumento da violência e da ousadia das quadrilhas especializadas. "Antigamente eles explodiam tudo e fugiam, de uma forma mais amadora. Agora, trocam tiro com a polícia, usam reféns como escudo. Estão cada vez mais ousados", comentou. "O que antes resultava em prejuízo, hoje expõe todos à violência: o policial que não tem armamento adequado, a população que é feita refém, o vigilante que trabalha sob tensão", completou.
Para Soares, a solução para o problema depende de três fatores: reforço do efetivo policial nas cidades de pequeno porte, maior controle dos explosivos por parte do Exército e mais investimentos dos bancos em segurança. "Na maioria das cidades com menos de 20 mil habitantes, que são mais visadas, o efetivo não passa de quatro policiais militares. É muito pouco", analisou.
A fragilidade de segurança nas pedreiras, principal armazenadora de dinamites, é outro ponto questionado pelo Sindicato. "Há falhas no processo de armazenamento, transporte e comercialização de explosivos no País. Quem tem acesso ao produto, muitas vezes, não tem estrutura para guardá-lo dos criminosos. As pedreiras são muito vulneráveis." Soares aponta que a fiscalização do Exército é feita por amostragem e se mostra deficitária.
A disposição dos caixas eletrônicos nas agências, em locais de fácil acesso, também é questionada pelo sindicato. "O bandido quebra um vidro e já está na boca do caixa. Nisso muitas vezes está um vigilante trabalhando sem ter o que fazer. Os criminosos não têm limites, não pensam duas vezes em explodir uma agência com um vigilante lá dentro. É preciso dificultar essas ações", argumentou.
Celso Felizardo
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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